domingo, 14 de julho de 2013
ASAS QUE NÃO VOAM
Desde o momento em que o Comando do Ministério da Defesa , passou a ser escolhido e tirado de dentro da cartola, tal qual uma peça circense, no intuito de privilegiar partidos políticos, começou então, o estágio de cercear a atuação dos militares.Tal escolha, quase sempre, recai em pessoas sem muitos méritos e, alheia tecnicamente aos problemas inerentes à função que será exercida. Assim, o agraciado, ao assentar-se na cadeira de mando e, sem possuir conhecimentos acerca de defesa territorial, combate às guerrilhas ou mesmos dos enfoques que englobam a violência urbana,se predispõe a ser o homem errado no lugar errado. Dizer que nada disso importa para o exercício de tal relevância, é um distorcido sofisma, que poderá trazer, no futuro, sérios embaraços. Disciplinarmente, os homens de farda, obedientes aos regulamentos disciplinares, obedeceram prontamente ; o que era de se esperar. Não podemos afirmar com veracidade que, tal propósito, tende a camuflar possíveis desagravos do pretérito. Porém, aos mesmos, nesse contexto, foi imposta uma subalternidade que nos surpreende. Daí, os desdobramentos negativos que se sucedem (afora os que ainda não foram revelados ); a exemplo do uso indevido dos aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), para deleites particulares e familiares . Mesmo com o País vivendo dias de arrebatamentos, quando a corrupção , a impunidade e os direitos sociais se transformaram em clamores do povo brasileiro; somos cientes de comportamentos que não condiz com o brio individual. Imaginamos que tudo irá permanecer com dantes e que o decoro parlamentar , instrumento importante para balizar a conduta do homem público, permanecerá como palavra simplesmente decorativa.
A visão tacanha de alguns, para vislumbrarmos o conceito do qual se reveste uma verdadeira Nação, motiva a perpetuação do status em que vivemos. Somos reconhecidos como a 7ª economia mundial, enquanto ocupamos a 84ª classificação no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Organização das Nações Unidas (ONU); entre os 187 Países pesquisados.
Qualquer órgão público deve ter a obrigatoriedade da transparência que se faz mister, tendo normas e diretrizes a serem cumpridas; sob pena da instituição vir a ser inserida nos versos de um antigo samba popular, que canta :“Vamos pra casa de Noca, que lá é bom e tem tudo o que se quer”. Difícil imaginar , que uma partida de futebol e uma solenidade casamenteira, possam explicar ou justificar os acontecimentos. Porém, nos intriga, a passividade com que o órgão em questão atendeu de pronto tais discutíveis solicitudes. Na caserna, existe um apregoado chavão de que “Ordem errada, não se executa “. Senhores, devemos manter os aviões longe de nuvens turbulentas e, não os desviar dos bons caminhos; ou das rotas.
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