segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O PÃO E O CAFÉ




      Todos os dias, matinalmente, o desjejum nos oferece a primeira refeição . Nada melhor do que a combinação do café cheiroso e do pão gostoso, para aguçar os sentidos  do olfato e paladar; antes de irmos  à mesa. É a primeira reunião familiar, em momentos  verdadeiramente  saborosos . Mas, algo está mudando no quadro ora descrito, à medida  que o sabor e a qualidade desses alimentos  se deterioram.  E, neste contexto particular, uma pergunta se impõe: O que está acontecendo com a qualidade  do pão  que ora nos alimentamos ?- Buscamos resposta.  Talvez, não tenhamos padeiros com o talento manual  e conhecimento técnico  desejado  ou os comerciantes apenas se preocupem com o lucro imediatista, não tendo qualquer  obséquio  em servir bem e melhor. Atualmente, nas padarias, mercearias e supermercados  de nossa Capital, o peso, preço e o  tamanho do pão,  são dos mais variados; compramos por unidade ou por quilo, cabendo a cada ponto comercial, ditar suas próprias regras. Ao mesmo tempo,  nos é oferecido  um alimento de péssimo gosto e mal assado ;na percepção de  ser  produto  de uma  farinha de trigo de pouca monta. Em algumas oportunidades, o mesmo já se torna imprestável no dia seguinte. Por ora, ficamos a imaginar os manjares que podemos encontrar nas padarias interioranas, elogiando-se possíveis exceções; acaso existam.Também, ao  adquirirmos  os  pães  conhecidos como “integral”, “light”, e “diet”, não  temos certeza  do que estamos levando para casa. Mesmo realçando tal realidade, é custoso termos o pão de cada dia. Temos certeza, que milhões de brasileiros não o tem. Porém, Devemos atentar ao  sacrossanto  significado  do pão alimentar,  este, distribuído por Cristo aos apóstolos e presente nas  multiplicações  dos pães e peixes, saciando a fome de centenas de pessoas;  tão bem explicitadas nos Evangelhos.                                 
         Em relação ao café, a situação  se assemelha. Quando o  levamos para nossos lares, provamos  quão insípido está  e que não mais exala  o aroma envolvente de outrora. Deve ter sido fabricado com grãos de terceira linha; pois, cada grão selecionado por melhor teor, é escolhido pelos cafeicultores para  as  exportações do “café made in Brazil”. Parece que só o refugo nos  sobra,  nos é oferecido e chega às nossas xícaras. E o que dizer dos órgãos ditos responsáveis (!) pela defesa do consumidor, do cliente, do usuário ou qualquer outro adjetivo do qual o trabalhador é titulado?
         Temos a impressão de  que os mesmos não existem  ou seus funcionários  apenas se ocupam da burocracia administrativa, não tendo o mínimo de tempo para saírem às ruas e fiscalizarem tantas e incontáveis anormalidades  percebidas diariamente. Causa-nos espécie,   que a população  seja cúmplice de tais fatos e aceite tudo com naturalidade ; sem reclamar ou exigir seus direitos .  Lamentavelmente, o joio cresce e faz parte dos trigais !

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A VITÓRIA DOS VENCIDOS



      Os anais da história nos assegura  que no mês de maio de 1945, após  consecutivas derrotas  durante os combates  da II Guerra Mundial , o Exército alemão assinou o termo de rendição . Três meses após,  duas bombas atômicas lançadas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaky, aniquilando impiedosamente seus habitantes, forçaram as  autoridades japonesas  reconhecerem  a situação caótica e  também se renderam ;  pondo fim aos enfrentamentos terríveis entre  vários Países, que culminaram com a  maior carnificina perpetrada no mundo. Foi uma  luta  armada insana  e cruel, deixando rastros de mortes, feridos, traumáticos, órfãos, viúvas, ódio, fome, miséria e cidades em ruínas. Foram mais de mil dias de ferrenhas batalhas, quando o poder da conquista, separou homens e ideologias, colocando-os em lados opostos;  em  momentos em que todos  esqueceram completamente da existência perene de Deus.  Assim, a Alemanha e o Japão, vistos como os vilões da grande guerra, foram os protagonistas derrotados e que tiveram seus territórios quase que completamente destruídos. A partir daí, seus habitantes  passaram a viver uma realidade tristemente imaginável.  Logo, coube aos vencidos, tarefas hercúleas para sanar todas as suas dores físicas, morais e espirituais; além de lidar com o isolamento e o ostracismo que lhes foram impostos, diante do restante da humanidade.  Quão difíceis  devem ter  vivido, por décadas, os  habitantes germânicos e da terra do sol, no objetivo do soerguimento de suas  respectivas Pátrias. Ao raiar de janeiro de 1946, o mundo adentrava em um novo tempo, tentando esquecer o holocausto e , se possível, oferecer  longos dias de paz. Anos e anos se passaram.  No decorrer dos tempos, o  Japão e a Alemanha  magistralmente puseram a educação ,o trabalho  e a busca do saber em diversas áreas do conhecimento humano, como os grandes sustentáculos das transformações  que haveriam de vir. Para alcançarem tais objetivos, os dois Países tiveram nas suas autoridades civis e militares do pós guerra, comportamentos exemplares, pondo em prática os preceitos da ética e da honradez como ensinamentos às novas gerações. Foram  colocados “os homens certos nos lugares certos”, em correntes de esforços  individuais e coletivos,realizados diariamente, unindo homens,jovens e mulheres; na busca do  objetivo sonhado.                        
       Hoje, 68 anos depois, temos ciência da pujança dessas duas Nações entre todas as outras. Na atualidade, Alemães e japoneses ostentam riquezas e potencialidades  tecnológicas,espalhando pelo mundo  os seus feitos; conquistando respeito e credibilidade.  Sabemos, que a memória ainda não esqueceu  por completo, os  dramas da última guerra que assolou o mundo, porém, as feridas estão sendo curadas e, em breve , farão parte de um passado remoto que nos trouxe  ensinamentos; mesmo numa época por demais infeliz. Quiçá, possamos doravante, bendizer  o futuro dos dias do amanhã.