Todos os dias, matinalmente, o desjejum nos oferece a
primeira refeição . Nada melhor do que a combinação do café cheiroso e do pão
gostoso, para aguçar os sentidos do
olfato e paladar; antes de irmos à mesa.
É a primeira reunião familiar, em momentos
verdadeiramente saborosos . Mas,
algo está mudando no quadro ora descrito, à medida que o sabor e a qualidade desses alimentos se deterioram. E, neste contexto particular, uma pergunta se impõe:
O que está acontecendo com a qualidade do pão que ora nos alimentamos ?- Buscamos resposta. Talvez, não tenhamos padeiros com o talento
manual e conhecimento técnico desejado ou os comerciantes apenas se preocupem com o
lucro imediatista, não tendo qualquer
obséquio em servir bem e melhor. Atualmente,
nas padarias, mercearias e supermercados de nossa Capital, o peso, preço e o tamanho do pão, são dos mais variados; compramos por unidade
ou por quilo, cabendo a cada ponto comercial, ditar suas próprias regras. Ao
mesmo tempo, nos é oferecido um alimento de péssimo gosto e mal assado ;na
percepção de ser produto
de uma farinha de trigo de pouca
monta. Em algumas oportunidades, o mesmo já se torna imprestável no dia seguinte.
Por ora, ficamos a imaginar os manjares que podemos encontrar nas padarias
interioranas, elogiando-se possíveis exceções; acaso existam.Também, ao adquirirmos
os pães conhecidos como “integral”, “light”, e “diet”,
não temos certeza do que estamos levando para casa. Mesmo
realçando tal realidade, é custoso termos o pão de cada dia. Temos certeza, que
milhões de brasileiros não o tem. Porém, Devemos atentar ao sacrossanto
significado do pão
alimentar, este, distribuído por Cristo
aos apóstolos e presente nas multiplicações dos pães e peixes, saciando a fome de
centenas de pessoas; tão bem
explicitadas nos Evangelhos.
Em relação ao café, a situação se assemelha. Quando o levamos para nossos lares, provamos quão insípido está e que não mais exala o aroma envolvente de outrora. Deve ter sido
fabricado com grãos de terceira linha; pois, cada grão selecionado por melhor
teor, é escolhido pelos cafeicultores para
as exportações do “café made in
Brazil”. Parece que só o refugo nos
sobra, nos é oferecido e chega às
nossas xícaras. E o que dizer dos órgãos ditos responsáveis (!) pela defesa do
consumidor, do cliente, do usuário ou qualquer outro adjetivo do qual o
trabalhador é titulado?
Temos a
impressão de que os mesmos não
existem ou seus funcionários apenas se ocupam da burocracia administrativa,
não tendo o mínimo de tempo para saírem às ruas e fiscalizarem tantas e incontáveis
anormalidades percebidas diariamente.
Causa-nos espécie, que a população seja cúmplice de tais fatos e aceite tudo com
naturalidade ; sem reclamar ou exigir seus direitos . Lamentavelmente, o joio cresce e faz parte dos
trigais !