segunda-feira, 29 de abril de 2013
A COPA E O TERRORISMO
Os acontecimentos registrados no dia 15 do último mês, quando da realização da 111ª maratona da cidade de Boston, no estado de Massachusetts, EUA, nos assevera que o terrorismo internacional continua tão medonho quanto antes. A referida competição, que faz parte do calendário anual do atletismo nacional norte-americano, reunia 30 mil inscritos ,ente estes, 131 brasileiros e, se calculava a presença de 400 mil expectadores. Quase ao término da corrida, duas bombas foram detonadas no espaço de poucos segundos, matando três pessoas e ferindo outras centenas. A surpresa do ataque e a covardia do anonimato, trouxeram o pânico e o medo. A descoberta dos dois irmãos acusados pela tragédia, um morto e o outro ferido no hospital, não responde as intrincadas perguntas para que seja desvendado o mistério que tudo ronda. Ainda não sabemos quais grupos ou demais pessoas engendraram e concretizaram o aludido episódio. Porém, temos convicção que o terror procura sempre “uma vitrine” para se fazer notar e, nada mais propício que um evento transmitido ao mundo; a exemplos de grandes espetáculos musicais, esportivos ou encontros reunindo altas personalidades políticas. O 11 de setembro pode ter retornado com nova face. Não devemos nos esquecer das Olimpíadas de 1972, em Munique, Alemanha, quando terroristas palestinos assassinaram 11 atletas de Israel. Atualmente, nosso País ainda não conseguiu debelar os problemas domésticos ou regionais, tais como brigas de torcidas organizadas, com encontros previamente marcados nas redes sociais e dos assassinatos de jovens torcedores, antes ou após cada jogo. A sensação de insegurança pública e o avanço da criminalidade são mostras da insofismável fragilidade das nossas Instituições. Ainda são preocupantes a desvalorização profissional dos agentes integrantes da malha protetora da sociedade brasileira, ou seja, Policias Militares, Civis , Rodoviária e Corpos de Bombeiros; além do básico treinamento técnico dos seus membros. Sem formação e aperfeiçoamento adequados, tornam-se empíricos o “Que fazer” e “Como fazer” ,diante dos enfrentamentos que possivelmente sobrevirão.
No que diz respeito a Uma Nação que se propõe a realizar uma competição da magnitude de uma copa do mundo de futebol, é imprescindível ter todo o arcabouço previamente elaborado , unindo teoria e prática . O serviço de informações exerce papel fundamental na questão e, o árduo trabalho deve ser conjunto e ter conjunto. O estrelismo e as futricas não fazem parte daqueles que somam forças para o bem comum, no intuito de debelar as situações e desafios, incluindo até mesmo uma impensável ação terrorista. Esperamos que todos os óbices sejam superados, pois, estamos às vésperas e o tempo não é nosso aliado !
segunda-feira, 22 de abril de 2013
ORGANIZEM A DESORDEM
Já ultrapassou todos
os limites do imaginário, o que observamos de irregularidades e abusos dos
motoristas, ao estacionarem seus veículos sobre as calçadas das avenidas e ruas
da nossa Capital. Tais fatos, são
registrados todos os dias, em todos os bairros e, independente de horário; numa
afronta aos mais elementares princípios da educação e do respeito às leis de trânsito. Idosos, gestantes, deficientes físicos e crianças sentem-se
obrigados a “escolher” e caminhar pelo leito das ruas, se transformando em
potenciais vítimas desse deslocado vai e
vem dessa máquinas quase voadoras, dependendo de quem está por trás do volante.
Não é demais lembrar, que nos idos tempos, as calçadas eram conhecidas
como “de utilidade ao passeio público”,
para resguardo da segurança e do
direito de ir e vir dos pedestres. Mas, cá entre nós, as mesmas foram transformadas em locais de
paradas e estacionamentos de motos e
carros, sob a guarida benevolente de gestores e órgãos , pretensos responsáveis
(?) pela aplicação das normas inerentes. A inércia administrativa das autoridades e a falta de fiscalização por parte dos
agentes se acumpliciam aos atos nocivos praticados pelos condutores dos
automóveis; enquanto a não punição, faz motivar a continuidade da falta de
ordem. As avenidas Siqueira Campos, Amélia Rosa, jatiúca, Comendador Leão, Dona
Constância, João Davino, Fernandes
Lima e a Leste-Oeste (Via Expressa),
entre outras, são dignos exemplos do que ora afirmamos e, hoje, seus passeios, estão proibitivos ao livre
andar das pessoas.
Os proprietários dos restaurantes, bares, lojas de todos os tipos de comércio, oficinas e farmácias, fazem das calçadas,continuidade dos seus patrimônios. E, até a exposição, compra e venda de automóveis são nelas realizadas.
No passeio da orla marítima , constatamos que motos, bicicletas, skates, patins e carrinhos de ambulantes, se misturam à multidão, num emaranhado torvelinho, onde cada um e todos podem ocupar o mesmo espaço; por mais incrível que possa parecer. Então, aqueles que vão à praia, em busca de lazer e da prática de exercícios físicos, andam ou correm ziguezagueando , pois, os obstáculos se sucedem na pista que devia ser só deles. Temos certeza, de que os turistas que aqui chegam, devem ficar surpresos com o que se deparam e devem fazer comparações com outros lugares visitados. Urge que medidas eficazes sejam imediatamente praticadas. Tais ações, sem delonga e de modo coercivo; atenderá aos reclamos daqueles que primam pela legitimidade. Permanecemos ao aguardo !
Os proprietários dos restaurantes, bares, lojas de todos os tipos de comércio, oficinas e farmácias, fazem das calçadas,continuidade dos seus patrimônios. E, até a exposição, compra e venda de automóveis são nelas realizadas.
No passeio da orla marítima , constatamos que motos, bicicletas, skates, patins e carrinhos de ambulantes, se misturam à multidão, num emaranhado torvelinho, onde cada um e todos podem ocupar o mesmo espaço; por mais incrível que possa parecer. Então, aqueles que vão à praia, em busca de lazer e da prática de exercícios físicos, andam ou correm ziguezagueando , pois, os obstáculos se sucedem na pista que devia ser só deles. Temos certeza, de que os turistas que aqui chegam, devem ficar surpresos com o que se deparam e devem fazer comparações com outros lugares visitados. Urge que medidas eficazes sejam imediatamente praticadas. Tais ações, sem delonga e de modo coercivo; atenderá aos reclamos daqueles que primam pela legitimidade. Permanecemos ao aguardo !
segunda-feira, 8 de abril de 2013
CIDADES SEM IDADES
Nos idos tempos, Alagoas apresentava municípios possuidores de raras belezas
naturais e atrativos variados; estivessem eles encravados no sertão, na zona praieira ou no agreste. Ao amanhecer,
o sol brindava a todos. Logo, as ruas
estavam tomadas por estudantes, trabalhadores e amigos que se encontravam , trocavam
cumprimentos e iniciavam alegre
conversada. À tardinha, as senhoras costureiras de bilros manuseavam o ofício nos
alpendres das casas; crianças a vender
sequilhos, tapioca, fruta-pão, doces caseiros, mungunzá e pé de moleque;
enquanto as jovens normalistas, após as
aulas, vestidas com saias de plissê, traziam especial beleza ao lugar. Ao
acender das luzes, nas noites quase sempre de luar, o ônibus que
chegava da “cidade grande”, vizinhos em conversas “tempo a dentro” nas
calçadas, as crianças que brincam de “manja ou de esconder”,os coqueiros que
balançam ao vento , iluminados pelo encanto
da lua. Aos sábados, domingos e feriados, as cidades se engalanavam na
expectativa do prélio de futebol no campinho de várzea, as matinês do único
cinema ali existente, as tocatas da banda de fanfarra no coreto central e os inesquecíveis “bailes” no clube municipal, local,onde
brotavam os namoros e futuros casamentos. Mesmo modestas,
as cidades se apresentavam bem cuidadas, com suas escolas, grupos
escolares , praças e prédios públicos bem asseados. Os nativos sentiam
indisfarçável orgulho de onde moravam e dos seus conterrâneos ilustres. Nos carnavais, a orquestra de frevo trazia a alegria aos
foliões, com seus passistas empunhando sombrinhas multicores. Durante o mês de
maio, as procissões que veneravam Maria, a nossa Mãe Rainha, enquanto as
rezadeiras continuavam em preces na
igrejinha.Nas festas de São João, as comilanças do sabor do milho, as
bandeirolas que ornamentavam ruas, becos
e vielas, à espera dos visitantes que faziam multiplicar a população durante os
folguedos, na alegria das fogueiras,
balões ao céu e as apresentações das quadrilhas juninas,
assistidas sob aplausos de todos. O natal nos oferecia o pastoril, o guerreiro,
o coco de roda, a chegança , roda
gigante, tiro ao alvo, correr de barco,a pescaria e o amigo oculto. Todo esse descrever,
se repetia continuadamente, lapidando cenários que se apresentavam numa paz que hoje nos
parece utópica. Mas, o que aconteceu com
tudo isso?
Atualmente, até cidades que se incorporaram a fatos da
História do Brasil, tais como Marechal Deodoro,
Penedo, União dos Palmares, Porto Calvo,
Delmiro Gouveia, Pilar; entre outras, não têm mais histórias. Vivem apenas um pálido presente, sem passado e sem futuro.
As violências urbana e rural, as drogas, o desemprego, a favelização das moradias, a luta diária
pela sobrevivência, onde poucos têm muito e muitos têm pouco ou quase
nada; deixaram marcas de tristeza nas faces
de cada homem e cada mulher. Nossas raízes tendem ao esquecimento,
transformando-nos num povo sem origem ou
identidade !
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