Afirmam os historiadores, que quando os portugueses
aportaram em nossas terras, os
habitantes aqui encontrados, os índios,
perfaziam uma população estimada em quatro milhões de nativos. Em 2010, o
censo diagnosticou a existência de
novecentos mil indígenas, vivendo em tribos, nas áreas urbanas e em
países vizinhos. Atualmente, lamentamos não haver políticas públicas e investimentos voltados aos mesmos. Tudo que existe é um verdadeiro
“faz de conta”, deixando-os ao completo abandono; proveniente da omissão,
cumplicidade e incompetência de quem devia protegê-los .Tanto é assim, que os
suicídios continuam sendo registrados
entre os jovens das florestas e, as
drogas, males do mundo moderno, já se infiltraram nas aldeias. A exploração predatória de suas riquezas, em todo o seu potencial, por pessoas e
empresas inescrupulosas , como também, a dizimação da cultura de um povo, se
concretizam há muitos anos; sem existir
ações eficazes para se debelar tal acinte.
Sem quaisquer direitos, eles vivem à margem da sociedade. Não são vistos,
não são ouvidos e, agora, perdem até o que lhes é intrínseco, no
atendimento às suas necessidades básicas como ser humano, ou seja, viverem no seu próprio habitat, cultivar suas tradições e
a envolvente cultura dos seus ancestrais; perpetuando-as aos seus descendentes.
Os embates
constantes destes guerreiros, se transformaram em verdadeira
odisséia. Nos últimos cinco anos, duzentos e cinquenta índios foram mortos na região norte brasileira. O recente confronto
acontecido numa reintegração de posses, em Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul, deixou de mais trágico, a
morte do índio terena Gabriel Oziel, de 35 anos de idade , pai de dois filhos menores. O fato, foi amplamente divulgado nas redes
sociais do exterior. A Fundação Nacional
do Índio (FUNAI) criticou esta mesma
ordem de reintegração, afirmando que para o caso em tela, fora impetrado recurso no
Tribunal Regional Federal (TRF) e, que
se encontrava em andamento. Segundo estudos, existem no País, 212 áreas rurais que há décadas geram conflitos. Enquanto isso, o poder da mídia, tal como
antigamente, continua a direcionar questionamentos e formar opiniões. Nos conflitos anteriores e atuais, envolvendo ruralistas e fazendeiros contra os índios, nota-se o
viés intolerante como os canais de comunicação trata os fatos,
apresentando sempre os posseiros invasores como os heróis destemidos e os indígenas como os algozes das discórdias. Parece-nos
recordar os filmes de cowboys do velho oeste americano, quando os soldados com
seus uniformes azul e bege, em maior número e munidos de melhores armamentos, trucidavam os
comanches, mocainos e apaches. E, nós, inocentemente, aplaudíamos a
carnificina. Enfim, observamos que o
Conselho Indígena Missionário (CIMI) , se transformou ,no principal sustentáculo de apoio às causas dos
povos das tabas, os quais, tendem à
extinção. É a constatação de que o
governamental slogan “O Brasil é um País
de todos”; é um ledo engano !
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