segunda-feira, 21 de outubro de 2013

ABUTRES, HIENAS E RATAZANAS


       Verdadeiramente, o Congresso Nacional, reunindo a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, se transformou numa nova  vitrine da imoralidade desenfreada  que se registra em nosso País. É o viés de uma democracia capenga, com partidos políticos  e seus integrantes sem credibilidades. Lamentar que aqueles e aquelas que foram escolhidos pelos eleitores, para bem representar os interesses da sociedade, promovem continuadamente, deprimentes fatos que desonram a  ética. Lá, o dinheiro fácil, se esvai facilmente nos pagamentos suspeitos, nas diárias dadas graciosamente, nas horas-extras  não trabalhadas, nas locações de veículos, nos conluios e “outros demais”; num amontoado de desfaçatez. Lá, o Congresso, que é a casa das Leis, ignora  a Constituição  Federal e promove a farra do dinheiro público, premiando inúmeros  funcionários e comissionados, com salários mensais entre R$ 15.000,00 (Quinze mil reais) ao teto vencimental de  R$ 28.000,00 (Vinte e oito mil reais); num verdadeiro  deboche aos cidadãos e cidadãs brasileiros. Lá, os ditos apaniguados, verdadeiros parasitas, são parentes ou serviçais de quem se encontra no poder.  É só constatarmos os nomes incluídos  nas benesses.  Ao todo, são mil e  quinhentos e sessenta e quatro servidores, nas duas casas, que percebem além do  valor do teto ora explicitado. A despeito desses espúrios salários, ocorrerem há mais de cinco anos, só agora, o Tribunal de Contas da União (TCU) resolveu adotar providências, no sentido de parar a sangria, proibindo a continuidade dos pagamentos  e o devido ressarcimento dos valores excedentes. Temos certeza de que não irá conseguir o intento, assim  também, que tudo permanecerá como dantes. É só um jogo de cena. Nada poderá deter a sanha avassaladora desses animais sanguinários, todos, imunes ao veneno da Lei. Enquanto isso, a sociedade assiste passivamente ao desenrolar dos continuados escândalos.          
     O desconto  anunciado será irrisório e, todos, continuarão donos de vultosos salários; igualmente a atual governadora do estado do Maranhão, filha do ex-presidente do Senado, aposentada com R$ 27.000,00 (Vinte e sete mil reais). Parece piada, mas, não é. Ao mesmo tempo, a mídia finge acreditar e transmite aos telespectadores o pseudo moralismo. Mormente, quando a miséria campeia em cada canto deste nosso País, eliminando sonhos, desfazendo sorrisos, sombreando futuros, destruindo esperanças  e aniquilando vidas. O que se registra em Brasília, imaginamos acontecer nas demais casas legislativas espalhadas pelo Brasil afora; num círculo vicioso que tende a se perpetrar. E quantas mais ilegalidades existem... ? Diante dessa realidade, resta-nos filosofar: “ Uns com tanto; outros sem nada. Uns com muito; outros sem pouco. Uns com mais ;outros sem menos. Uns com o ter; outros sem o ser. Poucos, sabendo aonde ir; muitos, perdidos, sem saber!” chegamos ao limite. Infelizmente, não sabemos  o que mais poderá advir !

domingo, 6 de outubro de 2013

AS TREVAS DO ANALFABETISMO



       Nos últimos quarenta anos, o ensino público vem sendo reprovado anualmente, apresentando desempenho frustrante,  recebendo as notas mais baixas em seguidas  avaliações. Resta-nos  a felicidade de voltarmos no tempo, recordando com prazer o elevado conceito que tal aprendizado era revestido,  quando a busca do saber fluía harmoniosamente, moldando valores e lapidando gerações de cidadãos e cidadãs. O cantar dos hinos do Brasil, de Alagoas, À Bandeira Nacional e do próprio colégio, era componente do lapidar do amor à Pátria. A admiração que tínhamos por nossos educadores e educadoras, além do respeito mútuo, serviam de fortes alicerces para o futuro que se avizinhava.  Hoje, podemos facilmente  atentar para o que acontece no nosso País, ao tomarmos conhecimento do que acontece no estado de São Paulo, considerado o mais  rido da Federação. A atual realidade, registra   professores desmotivados para o exercício da profissão, recebendo  salários aviltantes, sofrendo ameaças físicas e verbais dos seus alunos, condições de trabalho  que chega às raias do ridículo e, a desvalorização dessa arte tão nobre. As escolas estão sucateadas, e, não raro,  incrustadas em localidades com elevados índices de criminalidade e consumo de drogas; colocando em risco as  vidas dos que fazem  da educação o seu sacerdócio. Segundo estatísticas  do governo  paulista, durante o ano de 2011, quase 3000  deles desistiram de dar aulas nas escolas estaduais; enquanto 798  nas municipais. No mês de setembro,  quase ao final do  presente ano  letivo, quatro mil e oitocentas turmas não possuem docentes nas matérias de matemática, física, química, geografia e sociologia. Pois, os  professores, ao perceberem  que não têm mais atrativos ou quando conseguem  emprego com melhor remuneração, eles vão embora. Lamentavelmente, outros ingressam no magistério, pela dificuldade em conseguir diferente caminhada profissional.  Por esse quadro tão sombrio, registra-se  a diminuição e a falta de interesse pela carreira de professor. É uma realidade  nacional. Basta sabermos que, o quantitativo de alunos nos cursos de Licenciatura e Pedagogia caiu  9% (nove por cento ) de 2006 a 2011; conforme dados apresentados.       
      São décadas e décadas de descasos com a cultura e o futuro de milhões de crianças, jovens e adultos. Se esse é o perfil da educação nas cidades paulistas, não temos como mensurar as  demais escolas públicas espalhadas  pelo País, em pequenas cidades, povoados e vilas. Quem não sabe ler nem escrever, permanece na escuridão total, tateando vagamente sem se encontrar. Conforme  constatado através da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD), o estado de Alagoas ostenta o último lugar em termos de uma educação positiva. Que profundas mudanças e vontade de se mudar o caótico  sejam implementadas; senão, jamais encontraremos o fim do túnel. Por enquanto, não  há luz !