domingo, 6 de outubro de 2013

AS TREVAS DO ANALFABETISMO



       Nos últimos quarenta anos, o ensino público vem sendo reprovado anualmente, apresentando desempenho frustrante,  recebendo as notas mais baixas em seguidas  avaliações. Resta-nos  a felicidade de voltarmos no tempo, recordando com prazer o elevado conceito que tal aprendizado era revestido,  quando a busca do saber fluía harmoniosamente, moldando valores e lapidando gerações de cidadãos e cidadãs. O cantar dos hinos do Brasil, de Alagoas, À Bandeira Nacional e do próprio colégio, era componente do lapidar do amor à Pátria. A admiração que tínhamos por nossos educadores e educadoras, além do respeito mútuo, serviam de fortes alicerces para o futuro que se avizinhava.  Hoje, podemos facilmente  atentar para o que acontece no nosso País, ao tomarmos conhecimento do que acontece no estado de São Paulo, considerado o mais  rido da Federação. A atual realidade, registra   professores desmotivados para o exercício da profissão, recebendo  salários aviltantes, sofrendo ameaças físicas e verbais dos seus alunos, condições de trabalho  que chega às raias do ridículo e, a desvalorização dessa arte tão nobre. As escolas estão sucateadas, e, não raro,  incrustadas em localidades com elevados índices de criminalidade e consumo de drogas; colocando em risco as  vidas dos que fazem  da educação o seu sacerdócio. Segundo estatísticas  do governo  paulista, durante o ano de 2011, quase 3000  deles desistiram de dar aulas nas escolas estaduais; enquanto 798  nas municipais. No mês de setembro,  quase ao final do  presente ano  letivo, quatro mil e oitocentas turmas não possuem docentes nas matérias de matemática, física, química, geografia e sociologia. Pois, os  professores, ao perceberem  que não têm mais atrativos ou quando conseguem  emprego com melhor remuneração, eles vão embora. Lamentavelmente, outros ingressam no magistério, pela dificuldade em conseguir diferente caminhada profissional.  Por esse quadro tão sombrio, registra-se  a diminuição e a falta de interesse pela carreira de professor. É uma realidade  nacional. Basta sabermos que, o quantitativo de alunos nos cursos de Licenciatura e Pedagogia caiu  9% (nove por cento ) de 2006 a 2011; conforme dados apresentados.       
      São décadas e décadas de descasos com a cultura e o futuro de milhões de crianças, jovens e adultos. Se esse é o perfil da educação nas cidades paulistas, não temos como mensurar as  demais escolas públicas espalhadas  pelo País, em pequenas cidades, povoados e vilas. Quem não sabe ler nem escrever, permanece na escuridão total, tateando vagamente sem se encontrar. Conforme  constatado através da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD), o estado de Alagoas ostenta o último lugar em termos de uma educação positiva. Que profundas mudanças e vontade de se mudar o caótico  sejam implementadas; senão, jamais encontraremos o fim do túnel. Por enquanto, não  há luz !

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