Nos últimos quarenta anos, o ensino público vem sendo
reprovado anualmente, apresentando desempenho frustrante, recebendo as notas mais baixas em seguidas avaliações. Resta-nos a felicidade de voltarmos no tempo,
recordando com prazer o elevado conceito que tal aprendizado era
revestido, quando a busca do saber fluía
harmoniosamente, moldando valores e lapidando gerações de cidadãos e cidadãs. O
cantar dos hinos do Brasil, de Alagoas, À Bandeira Nacional e do próprio
colégio, era componente do lapidar do amor à Pátria. A admiração que tínhamos
por nossos educadores e educadoras, além do respeito mútuo, serviam de fortes
alicerces para o futuro que se avizinhava. Hoje, podemos facilmente atentar para o que acontece no nosso País, ao
tomarmos conhecimento do que acontece no estado de São Paulo, considerado o
mais rido da Federação. A atual
realidade, registra professores
desmotivados para o exercício da profissão, recebendo salários aviltantes, sofrendo ameaças físicas
e verbais dos seus alunos, condições de trabalho que chega às raias do ridículo e, a
desvalorização dessa arte tão nobre. As escolas estão sucateadas, e, não
raro, incrustadas em localidades com
elevados índices de criminalidade e consumo de drogas; colocando em risco as vidas dos que fazem da educação o seu sacerdócio. Segundo
estatísticas do governo paulista, durante o ano de 2011, quase 3000 deles desistiram de dar aulas nas escolas
estaduais; enquanto 798 nas municipais.
No mês de setembro, quase ao final
do presente ano letivo, quatro mil e oitocentas turmas não
possuem docentes nas matérias de matemática, física, química, geografia e
sociologia. Pois, os professores, ao perceberem
que não têm mais atrativos ou quando
conseguem emprego com melhor
remuneração, eles vão embora. Lamentavelmente, outros ingressam no magistério,
pela dificuldade em conseguir diferente caminhada profissional. Por esse quadro tão sombrio, registra-se a diminuição e a falta de interesse pela
carreira de professor. É uma realidade nacional. Basta sabermos que, o quantitativo
de alunos nos cursos de Licenciatura e Pedagogia caiu 9% (nove por cento ) de 2006 a 2011; conforme
dados apresentados.
São décadas e décadas de descasos com a
cultura e o futuro de milhões de crianças, jovens e adultos. Se esse é o perfil
da educação nas cidades paulistas, não temos como mensurar as demais escolas públicas espalhadas pelo País, em pequenas cidades, povoados e
vilas. Quem não sabe ler nem escrever, permanece na escuridão total, tateando
vagamente sem se encontrar. Conforme constatado através da Pesquisa Nacional de
Amostra de Domicílios (PNAD), o estado de Alagoas ostenta o último lugar em
termos de uma educação positiva. Que profundas mudanças e vontade de se mudar o
caótico sejam implementadas; senão, jamais
encontraremos o fim do túnel. Por enquanto, não há luz !
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