quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
O NATAL DE PAPAI DO CÉU
Algumas vozes criticam o modo como vem sendo realizadas as festividades do natal. Dizem que grande parte da sociedade desvirtua estas comemorações, privilegiando o natal de papai Noel. As trocas de presentes, jantares suntuosos, viagens, compras de roupas e carros novos, entre outros desejos de consumo; desvirtuam o divino sentimento destas comemorações. Afirmam também, que o verdadeiro Aniversariante pouco é lembrado e, em muitas das residências, não está sendo convidado a adentrar e fazer parte da mesa natalina. Que algumas famílias, ao esquecerem que cada membro, é parte integrante do Reino de Deus, fazem do comparecimento às missas, simples formalidade de um gesto tradicional. E, que muitos pais, fazem seus filhos perceberem que o natal se traduz no instante em que o telefone celular, notebook, tablete, TV digital e outras geringonças tecnológicas chegam às mãos dos seus herdeiros; não os fazendo perceber a santa religiosidade que envolve tão magnífica data.
Porém, mesmo respeitando tais opiniões, não as aceitamos “in totum”, nem devemos ter um olhar tão crítico sobre as transformações que se concretizam no nosso mundo moderno e capitalista. A princípio, devemos lembrar que a troca de presentes é demonstração simbólica dos presentes ofertados pelos três Reis Magos ao menino Jesus. Que quando no natal, as famílias se reencontram e se reúnem , numa viva demonstração de felicidade, devemos atentar que é o Cristo que opera tal milagre. Quando grupos de pessoas anônimas se unem em ações práticas e tentam aliviar as dores de centenas de pobres e necessitados, ofertando viveres, brinquedos, utensílios domésticos e vestimentas; são exemplos de que parte das sementes do Semeador continuam a germinar. Quando jovens e crianças , permanentemente “sondados pelo SENHOR” , “deixam a luz do céu entrar” em seus corações; são felizes acontecimentos que são perseverados nos dias atuais.
Assim, permitamos que o papai Noel, montado em seu trenó e guiado pelas renas, distribua seus presentes aos quatro cantos do universo, concretizando sonhos e levando alegria aos olhos de tantos aqueles ,que durante os meses do ano, não souberam sorrir. Concordemos que as minúsculas luzes enfeitem ,brilhem e possam colorir becos, casas, ruas, avenidas, lojas, árvores ; ou talvez, um pouco de nossas vidas. E, até mesmo, não critiquemos os que fizeram dos seus cartões de crédito, o tapete voador em busca de suas maravilhas; mesmo que nem tudo venha a lhe ser maravilhoso. Queiramos ou não, o bondoso e sorridente papai Noel , se incorporou, de há muito, às festas do fim de ano. Ademais, temos a convicta fé, de que a magia do natal repousa em Cristo. Vivamos o ano novo !
domingo, 16 de dezembro de 2012
AGÊNCIAS DE NEGÓCIOS
Uma das principais razões para a criação das agências reguladoras , seria fiscalizar a prestação de serviços públicos
praticados pela iniciativa privada, buscando-se maior eficiência e eficácia no
atendimento aos anseios da população
brasileira. As agências estão ligadas ao
poder público, têm funções definidas em lei, sendo responsáveis pela definição
de regras e a devida fiscalização dos serviços essenciais aos governos nos
âmbitos federal, estadual e municipal. Lamentavelmente, o que aparentava ser;
não era e não é.
Os resultados obtidos durante a operação “porto seguro”, realizada pela Polícia Federal, em diversos órgãos da esfera federativa, nos mostra mais um vergonhoso e continuado esquema de corrupção, com a compra e venda de pareceres técnicos , envolvendo servidores públicos de alto escalão, empresários, empresas particulares ,políticos e advogados. As ações, tinham seu começar, quando particulares ofereciam propinas a funcionários, para agilizar e aprovar processos na esfera governamental, numa troca de favores espúrios; vindo a se constituir o início da linha de um grande novelo, que se transformou em nebulosa novela ou intricado labirinto; onde e quando os faustos dividendos eram divididos. Até o momento, estão relacionados integrantes do Ministério de Educação e Cultura (MEC), Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Agência Nacional de Água (ANA), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Secretaria do Patrimônio da União (SPU), Advocacia Geral da União (AGU) e a ex-chefe de Gabinete da Presidência da República, em São Paulo. Ela, considerada no inquérito em andamento, como “o braço político da quadrilha”. Ao todo, dezoito pessoas foram indiciadas nos crimes de falsidade ideológica, tráfico de influência, corrupção ativa, formação de quadrilha e corrupção passiva. Com certeza, no caminhar das investigações, outros tentáculos virão à tona.
Devemos atentar que os dirigentes gestores destes e de outros órgãos reguladores, são indicados politicamente e submetidos em sabatinas realizadas diante das Comissões do Senado, no propósito de avaliação dos conhecimentos técnicos e específicos dos então postulantes aos cargos. Pela relevância da questão, a seriedade e a ética deveriam formar o arcabouço dessas reuniões inquisitórias; porém, a realidade constante, nos faz avaliar, que tais sabatinas avaliadoras se restringiam em meras conversas informais entre amigos ou em questionamentos de “cartas marcadas”. Bastava marcar o “x”. E, assim, começavam os problemas. Ao serem aprovados pelos Senadores, cada gestor, ganhava longo período de mandato para se aboletar no seu respectivo pote de ouro. Enquanto os interesses do Governo ultrapassarem os interesses do Estado, o País continuará sendo um verdadeiro balcão de negociatas. Sem hipocrisia, sem pudor, sem castigo... e sem limites!
Os resultados obtidos durante a operação “porto seguro”, realizada pela Polícia Federal, em diversos órgãos da esfera federativa, nos mostra mais um vergonhoso e continuado esquema de corrupção, com a compra e venda de pareceres técnicos , envolvendo servidores públicos de alto escalão, empresários, empresas particulares ,políticos e advogados. As ações, tinham seu começar, quando particulares ofereciam propinas a funcionários, para agilizar e aprovar processos na esfera governamental, numa troca de favores espúrios; vindo a se constituir o início da linha de um grande novelo, que se transformou em nebulosa novela ou intricado labirinto; onde e quando os faustos dividendos eram divididos. Até o momento, estão relacionados integrantes do Ministério de Educação e Cultura (MEC), Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Agência Nacional de Água (ANA), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Secretaria do Patrimônio da União (SPU), Advocacia Geral da União (AGU) e a ex-chefe de Gabinete da Presidência da República, em São Paulo. Ela, considerada no inquérito em andamento, como “o braço político da quadrilha”. Ao todo, dezoito pessoas foram indiciadas nos crimes de falsidade ideológica, tráfico de influência, corrupção ativa, formação de quadrilha e corrupção passiva. Com certeza, no caminhar das investigações, outros tentáculos virão à tona.
Devemos atentar que os dirigentes gestores destes e de outros órgãos reguladores, são indicados politicamente e submetidos em sabatinas realizadas diante das Comissões do Senado, no propósito de avaliação dos conhecimentos técnicos e específicos dos então postulantes aos cargos. Pela relevância da questão, a seriedade e a ética deveriam formar o arcabouço dessas reuniões inquisitórias; porém, a realidade constante, nos faz avaliar, que tais sabatinas avaliadoras se restringiam em meras conversas informais entre amigos ou em questionamentos de “cartas marcadas”. Bastava marcar o “x”. E, assim, começavam os problemas. Ao serem aprovados pelos Senadores, cada gestor, ganhava longo período de mandato para se aboletar no seu respectivo pote de ouro. Enquanto os interesses do Governo ultrapassarem os interesses do Estado, o País continuará sendo um verdadeiro balcão de negociatas. Sem hipocrisia, sem pudor, sem castigo... e sem limites!
domingo, 2 de dezembro de 2012
A LENDA DE UM POLVO
Era uma vez um polvo enorme, mas, muito medroso, que vivia com sua família num amplo rio e cercado de bela natureza. As indolentes idas e vindas das espumas, o mudar de cores do rio e as imponentes árvores verdes, eram como ornamentos de um colorido quadro. O polvo trabalhava horas e horas para poder sustentar seus filhotes, numa jornada por demais árdua. Entretanto, existia uma tenebrosa floresta nas cercanias do rio, local, onde habitavam abutres, chacais, hienas, urubus, serpentes, lobos, ratos, ratazanas, raposas e, até morcegos; todos, ferozes e ávidos por encontrar um meio para trucidar o polvo. Os animais mais poderosos moravam numa ilha denominada de “ilha da fantasia”, onde existia um lago. Estes animais eram verdadeiros parasitas, pois, não trabalhavam, nem nada produziam; passavam seus dias à sombra e água fresca.Embora nada fizesse de útil, gozavam de uma vida cheia de benesses e regalias, abocanhavam sempre o melhor bocado e não tinham limites para privilegiar a si próprios e aos seus descendentes. Dizia-se caladamente, que os mesmos possuíam uma colossal quantidade de ostras, recheadas de pérolas, escondidas no fundo do lago. Era um lugar, onde o polvo, seus polvinhos e os pequenos peixes , não podiam entrar. Ali, como se dizia poeticamente, “a vida era um manso lago azul...”
Os peixes menores, rotulados como “sem importância”, ganhavam costumeiramente, bolsas com pequenas iscas , para não morrer de fome e não reclamar da vida vegetativa que lhe era oferecida. Contentavam-se com o tão pouco ou quase nada, repetindo seus dias, seus problemas e suas rotinas, sempre à espera do amanhã. Diariamente, dezenas deles , morriam por falta de socorro ou pela violência que rondava a floresta. Esta, antes, tão verde e tão segura; agora, tão suja e poluída.
Por incrível que pareça, Lá, não havia lei nem justiça que protegesse o sofrido polvo. Por saber que só a justiça traz a paz, o polvo sentia-se desamparado, tendo que fazer verdadeiras acrobacias com seus múltiplos braços, que serviam de refúgio e segurança para ele e sua prole; enquanto esperava ansiosamente quem o defendesse. Diante de tal situação, o polvo se imaginava co-responsável, por não reagir nem demonstrar qualquer gesto de indignação ao que acontecia. Se contentava, de nos fins das semanas que os animais dominantes, permitissem que o ele e os polvinhos brincassem de ser mais felizes, tomando cerveja, ouvindo músicas de gosto duvidoso , dançando , nadando no piscinão ou assistindo futebol aquático. Quando anoitecia, a lua não mais tinha a companhia das estrelas, nem seus reflexos nas águas do caudaloso rio. Talvez, elas estivessem mortas ou apagadas pelo tempo. Restava ao polvo , desejar que Neptuno, o deus dos mares, também fizesse valer os seus poderes nos rios e lagos e, transformasse, o continuar desta estória.
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