A renúncia do papa Bento XVI, quando de sua abdicação ,
concretizou algo somente acontecido nos
anais da Igreja Católica Apostólica Romana, em 1415,por Gregório XII. Ele, afirmou que a principal razão derivava de sua frágil saúde , em decorrência da idade, a qual não lhe
permitia continuar no leme do barco e conduzir seu rebanho. Que durante seu pontificado, ultrapassou
águas límpidas e tortuosas e, que estas, o fizeram perceber a necessidade de um
novo timoneiro. Ainda na condição de
papa, em suas palavras, prometeu lealdade e obediência ao escolhido para substituí-lo. A renúncia papal é ato jurídico
previsto no Código de Direito Canônico da Igreja. A escolha do sucessor se fazia mister e, os
religiosos cardeais votantes, reunidos
na Capela Sistina, no Vaticano, fizeram
a escolha pelo nome do cardeal argentino
Mário Jorge Bergóglio,o agora
papa Francisco. Este, é o primeiro sacerdote jesuíta e o primeiro latino-americano
a ocupar tão sublime cargo e seus
encargos. Conhecido como defensor dos dogmas da doutrina Católica como também, contrário ao aborto, ao casamento
homossexual , a eutanásia e as injustiças sociais que se destacam pelo mundo;
principalmente na América Latina e na África. País como o Brasil, onde o abismo
entre ricos, pobres e miseráveis cada vez mais se aprofunda, deve envergonhar o santo padre.
O novo líder
espiritual para um bilhão e quinhentos milhões de católicos, espalhados pelos
continentes, enfrentará inúmeros desafios e, entre eles, como abraçará a
corrente dos sacerdotes e fiéis que são
adeptos da Teologia da Libertação, pela qual, Francisco ainda não
demonstrou significativo apreço.
A
fumaça branca que se fez avistar no
segundo dia do conclave, se encontra revestida de ímpar simbolismo, aglutinando
renovadas esperanças ao catolicismo. Os questionamentos que ora são ouvidos,
podem ser respondidos com possíveis mudanças a alguns conceitos que nos parecem
medievais. Por certo, tais respostas
exigem profunda reflexão, sobretudo,
pelo paralelismo do papel relevante da
fé; que vai muito além do simples acreditar. Se torna indispensável a
reabertura de portas àqueles e àquelas que se mantém afastados de Cristo, na procura salvadora e no
acolhimento das ovelhas perdidas.
Outrossim, envidar esforços para
fortalecer as pastorais , os movimentos religiosos e os leigos devotos,
alicerces integrantes de uma Igreja viva e atuante. A fumaça branca nos traz a mensagem de que a
cruz de Jesus deve repousar por instantes nos ombros de cada um, fazendo-nos
caminhar com Cristo e sentirmos responsáveis pela transformação que há de vir.
Mesmo sendo levada pelos ventos, a fumaça permanece a repousar sobre a praça de São Pedro, numa indicação imperativa de que não poderemos
olvidá-la. Que o pontificado Fransciscano
se volte aos carentes e aos injustiçados, na divina afirmação proferida no Sermão da
montanha: De que eles serão os Bem-
Aventurados !
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