domingo, 5 de maio de 2013

O DESINFELIZ



    O  deputado federal e pastor evangélico (um político menor e sem expressão ) pertencente ao PSC-SP, que ora preside a Comissão de Direitos Humanos e Minorias  da Câmara , continua sendo alvo de veementes protestos que visam sua substituição no referido colegiado. Os vexames e as violentas discussões  no ambiente da Câmara, em Brasília, ocorrem  após  a divulgação dos vídeos divulgados nas redes sociais, nos quais , o parlamentar  se diz “contra a podridão dos sentimentos  homoafetivos “, apregoando seu caráter  preconceituoso.  Em oportunidades diversas, o deputado em pauta, tenta explicar  em tom jocoso e com deboche, o assassinato de John Lennon, ídolo dos The Beatles e  o acidente aéreo que vitimou os jovens  integrantes da banda musical  Mamonas assassinas.  Por tais comentários, podemos vislumbrar  a personalidade delirante de quem não reúne  as condições elementares  de um homem público. Sua  infantil teimosia em permanecer  no cargo, tem outros objetivos;  entre estes, a continuidade do assunto na mídia nacional, tornando-o mais conhecido, o que facilitaria arrebanhar mais  votos nas próximas eleições de São Paulo. Na política brasileira, os meios justificam o fim ou vice-versa. Deploramos  que nossos representantes, com honrosas exceções, desconheçam o cerne da questão  dos Direitos Humanos, a qual deve se revestir de elevado apreço. O pastor  evangélico e deputado federal  é acusado por crime de estelionato, por não ter comparecido a um show  no Rio Grande do Sul, mesmo recebendo o cachê antecipadamente. Por tal ato, foi denunciado  pelos organizadores do evento e, há alguns dias, foi ouvido no Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme rumores, este  não é o único caso que o envolve. Ele integra o rol de congressistas que respondem por diversos matizes  criminais; mas, a despeito,  continuam soberbos moradores e influentes personagens na ilha da fantasia.
  Relembramos quando em dezembro de 1948, a Assembléia das Organizações das Nações Unidas  (ONU) instituiu a Declaração dos Direitos  Humanos, estes,  aplicados aos homens e mulheres de todo o mundo, sendo hoje, de grande importância nas culturas das  Nações. Os Direitos Humanos estão baseados no princípio do respeito em relação ao próximo, merecedor de  ser tratado com dignidade. Cada pessoa tem direito ao trabalho, liberdade, saúde, justiça e paz; não lhe sendo negadas as chances  e oportunidades para o seu desenvolvimento. Na ausência destes pressupostos, os Direitos Humanos  jamais  estarão presentes.  
     A conquista da igualdade entre os povos será sempre lembrada como uma das principais razões  do flagelo da Segunda Guerra Mundial e, de tantas  memoráveis lutas outrora travadas,  dizimando as vidas daqueles que lutaram para tal conquista e tornaram-se  verdadeiros mártires em busca do sonho que parecia inatingível. O mundo será mais igual, à medida que as  diferenças se completarem.

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