A chacina que se registrou no interior de uma
residência, no bairro de Brazilândia, na
zona norte da capital paulista, vitimou um casal de policiais militares, seu
filho Marcelo Eduardo, de 13 anos de
idade e duas senhoras, todos, integrantes da mesma família, oportunidade em que cada um recebeu um tiro na cabeça. O sargento era integrante da ROTA, equipe de elite;
enquanto sua esposa, pertencia ao 18º Batalhão da força miliciana. Ambos, eram
possuidores de invejáveis condutas . Logo
após a descoberta dos crimes, a Polícia civil, na pessoa do delegado do
Departamento de Homicídios e Proteção à
pessoa (DHPP), principal responsável pelas investigações, se arvorou,
em tempo recorde, a apontar o menor Marcelinho (como era conhecido) como autor
das mortes e, que o mesmo se suicidara
em seguida. A autoridade judiciária chegou a declarar
textualmente :” Estão descartados outros suspeitos, que não seja o menor” .
Sabemos, que os mortos não falam. Assim, o clamor público e diversos peritos se mostraram estupefatos com tal declaração,
afirmando não concordarem com a solução simplista apresentada pelo delegado,de que tudo não
passava de uma tragédia familiar.Com o passar dos dias, outros fatos vieram à
tona, a exemplo do que afirmara o Oficial
comandante do Batalhão em lide, de que a
mãe do menor ora acusado, integrara um grupo de militares que descobrira o
envolvimento de alguns dos seus pares,
nos frequentes assaltos e roubos em diversas
agências bancárias; fato que poderia motivar represálias. Alguns peritos e
autoridades da área criminal, atestaram que a arma (uma . 40) usada nos homicídios, tem peso
considerável e forte “recuo” após o
tiro, não podendo ser facilmente manejada por uma criança. Alegam também, que a
posição em que o menor foi encontrado morto, com a mão esquerda sob o corpo e ainda
segurando a pistola, contradiz a mirabolante tese do suicídio. O menor sofria de fibrose cística, uma doença
degenerativa.
Testemunhas e filmagens ratificam que Marcelinho compareceu às aulas no
dia da tragédia, se portando normalmente. O véu que encobre as verdades dos
fatos, repousa também no dia e na própria cena do crime, ao ser constatado que inúmeras pessoas adentraram ao interior da
casa, alterando ou inviabilizando pistas, impressões digitais e vestígios; que as
roupas usadas por Marcelinho, ao ser encontrado morto, eram diferentes das que ele comparecera ao
colégio; que não havia pegadas, nem machas de sangue no chão, nem nas paredes
da moradia, mas, só nas vítimas, cobertores e travesseiros; além dos
intrigantes telefonemas perguntado as razões de Marcelinho “ter faltado ao
colégio”. Nas redes sociais e nas inúmeras reportagens veiculadas nas mídias nacional
e estrangeiras, o percentual de 82%( oitenta e dois por cento) inocenta a
criança. Às vezes, a Polícia investigativa, por ser menos eficaz, procura a
solução que mais lhe apetece. As provas circunstanciais, sem uma comprovação
científica, são nulas de pleno direito e, não embasam condenações. Se faz mister que, outras vertentes para o esclarecimento de caso
tão hediondo sejam investigadas. E que não tenhamos manipulações, interesses
escusos, mentiras ou que inverdades sejam forjadas. Não desejamos
mais um mistério, dentre os milhões dos casos arquivados !
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