terça-feira, 3 de setembro de 2013

CENA A SE DESNUDAR



     A chacina  que se registrou no interior de uma residência, no  bairro de Brazilândia, na zona norte da capital paulista, vitimou um casal de policiais militares, seu filho Marcelo  Eduardo, de 13 anos de idade e duas senhoras, todos, integrantes da mesma família,  oportunidade em que  cada um recebeu um tiro na cabeça.  O sargento era integrante da ROTA, equipe de elite; enquanto sua esposa, pertencia ao 18º Batalhão da força miliciana. Ambos, eram possuidores de invejáveis  condutas . Logo após a descoberta dos crimes, a Polícia civil, na pessoa do delegado do Departamento  de Homicídios e Proteção à pessoa (DHPP),  principal  responsável pelas investigações, se arvorou, em tempo recorde, a apontar o menor Marcelinho (como era conhecido) como autor das mortes  e, que o mesmo se suicidara em seguida.  A  autoridade judiciária chegou a declarar textualmente :” Estão descartados outros suspeitos, que não seja o menor” . Sabemos, que os mortos não falam. Assim, o  clamor público e diversos peritos  se mostraram estupefatos com tal declaração, afirmando não concordarem com a solução simplista  apresentada pelo delegado,de que tudo não passava de uma tragédia familiar.Com o passar dos dias, outros fatos vieram à tona, a  exemplo do que afirmara o Oficial comandante  do Batalhão  em lide, de  que  a mãe do menor ora acusado, integrara um grupo de militares que descobrira o envolvimento  de alguns dos seus pares, nos frequentes  assaltos e roubos em diversas agências bancárias; fato que poderia motivar represálias. Alguns peritos e autoridades da área criminal, atestaram que a arma  (uma . 40) usada nos homicídios, tem peso considerável  e forte “recuo” após o tiro, não podendo ser facilmente manejada por uma criança. Alegam também, que a posição em que o menor foi encontrado morto, com a  mão esquerda sob o corpo e ainda segurando  a pistola, contradiz a  mirabolante tese do suicídio. O menor  sofria de fibrose cística, uma doença degenerativa.
           Testemunhas e filmagens ratificam que Marcelinho compareceu às aulas no dia da tragédia, se portando normalmente. O véu que encobre as verdades dos fatos, repousa também no dia e na  própria cena do crime, ao ser constatado que  inúmeras pessoas adentraram ao interior da casa, alterando ou inviabilizando pistas, impressões digitais e vestígios; que as roupas usadas por Marcelinho, ao ser encontrado morto,  eram diferentes das que ele comparecera ao colégio; que não havia pegadas, nem machas de sangue no chão, nem nas paredes da moradia, mas, só nas vítimas, cobertores e travesseiros; além dos intrigantes telefonemas perguntado as razões de Marcelinho “ter faltado ao colégio”. Nas redes sociais e nas inúmeras reportagens veiculadas nas mídias nacional e estrangeiras, o percentual de 82%( oitenta e dois por cento) inocenta a criança. Às vezes, a Polícia investigativa, por ser menos eficaz, procura a solução que mais lhe apetece. As provas circunstanciais, sem uma comprovação científica, são nulas de pleno direito e, não embasam  condenações. Se faz mister que,  outras vertentes para o esclarecimento de caso tão hediondo sejam investigadas. E que não tenhamos manipulações, interesses escusos, mentiras  ou  que  inverdades sejam forjadas. Não desejamos mais  um mistério, dentre os  milhões dos casos arquivados !

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