domingo, 21 de setembro de 2014

a suja ficha limpa



                   A  SUJA  FICHA  LIMPA
            A Lei complementar   135, sancionada em  junho de 2010 e conhecida como “ a lei da ficha limpa”, condena o agente público e torna inelegível o político condenado por órgão colegiado pelo  ato doloso de improbidade administrativa, enriquecimento ilícito e lesão ao patrimônio público. Como também, por crimes eleitorais, compra de votos, falsificação de documento, lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Por tais atos, o réu fica impedido de ocupar cargos eletivos, desde a sua condenação até oito anos após o término do cumprimento da pena imposta. À época, o  Supremo Tribunal Federal  (STF), asseverou  aos quatro cantos  que, tal  aplicação  jurídica  teria início a partir das eleições do ano de 2012  (repetimos: ano de 2012). A constatação  que vivemos  em permanente estado de impunidade , se afirma mais uma vez, ao constatarmos no atual pleito de 2014, os nomes de conhecidos e reconhecidos  contraventores, que vestidos de terno e gravata, se travestem de autoridades.  Sabemos que a aplicação da ficha limpa foi motivada pelo povo e  continua sendo  uma aspiração da sociedade brasileira,  já cansada da corrupção que avassala todos os gabinetes da República; sem exceção. Nas eleições que ora se propagam  pelo quadrante do nosso País,os eleitores se encontram sem opção de escolha. São tantos e quantos os nefastos pretendentes  em busca de sua respectiva  vitória nas urnas, o que  torna difícil  escolher  “Quem é o mais ruim e  o menos pior”  entre as figuras expostas.
                                  
             No objetivo da perpetuação do poder, os candidatos fazem  seus  caminhos de vida calcados nos atos mais abjetos e nocivos . Eles (e elas) têm em seus currículos as faces tristes das crianças que não recebem as merendas escolares; as  mãos ágeis nas cumplicidades das licitações combinadas;  as notas fiscais fraudulentas; os recebimentos  das  propinas;    os pagamentos altíssimos por serviços  não realizados;  as lágrimas pela fome implacável que vitima inúmeras famílias; as escolas inóspitas e desestruturadas na oferta do conhecimento; as dores  pelas  mortes que poderiam ser evitadas nos corredores fétidos dos hospitais; os olhares  indiferentes para com nossos indígenas; os  desvios de milhões de reais enviados aos bancos no exterior;  os pés doloridos dos  que dormem nas frias calçadas e da  insegurança que ronda as ruas e amedronta.  Após o clamor popular e aprovação aos  ditames da ficha limpa, se faz mister que a mesma seja posta em prática, de forma imediata e em toda sua abrangência e  plenitude. Se assim não  acontecer, nos  tornará mais notório que, o lado podre da política conseguiu  acomodar os outros Poderes em sua algibeira; colocando como praticável apenas o que interessa aos seus propósitos. Não podemos nem devemos permitir que  pessoas  usurpem  os nossos valores e permaneçam  ditando ordens. De há muito, nos imbuímos  de esperanças  e almejamos  o pátrio soerguimento ético. O destino da Nação, se encontra  na nossa  dignidade, quando estivermos diante das urnas.  A Nação somos  nós !
                                                              Marcelo Ronadson Costa
                                                                  Coronel  PMAL da R/R
                                                                     Membro da   A.A.I.                                      

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