A SUJA FICHA
LIMPA
A Lei complementar nº 135, sancionada em junho de 2010 e conhecida como “ a lei da
ficha limpa”, condena o agente público e torna inelegível o político condenado
por órgão colegiado pelo ato doloso de
improbidade administrativa, enriquecimento ilícito e lesão ao patrimônio
público. Como também, por crimes eleitorais, compra de votos, falsificação de documento,
lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Por tais atos, o réu fica impedido de
ocupar cargos eletivos, desde a sua condenação até oito anos após o término do
cumprimento da pena imposta. À época, o Supremo Tribunal Federal (STF), asseverou aos quatro cantos que, tal
aplicação jurídica teria início a partir das eleições do ano de
2012 (repetimos: ano de 2012). A
constatação que vivemos em permanente estado de impunidade , se
afirma mais uma vez, ao constatarmos no atual pleito de 2014, os nomes de conhecidos
e reconhecidos contraventores, que
vestidos de terno e gravata, se travestem de autoridades. Sabemos que a aplicação da ficha limpa foi
motivada pelo povo e continua sendo uma aspiração da sociedade brasileira, já cansada da corrupção que avassala todos os
gabinetes da República; sem exceção. Nas eleições que ora se propagam pelo quadrante do nosso País,os eleitores se
encontram sem opção de escolha. São tantos e quantos os nefastos
pretendentes em busca de sua respectiva vitória nas urnas, o que torna difícil
escolher “Quem é o mais ruim e o menos pior” entre as figuras expostas.
No objetivo
da perpetuação do poder, os candidatos fazem
seus caminhos de vida calcados
nos atos mais abjetos e nocivos . Eles (e elas) têm em seus currículos as faces
tristes das crianças que não recebem as merendas escolares; as mãos ágeis nas cumplicidades das licitações
combinadas; as notas fiscais fraudulentas;
os recebimentos das propinas; os
pagamentos altíssimos por serviços não
realizados; as lágrimas pela fome
implacável que vitima inúmeras famílias; as escolas inóspitas e desestruturadas
na oferta do conhecimento; as dores
pelas mortes que poderiam ser
evitadas nos corredores fétidos dos hospitais; os olhares indiferentes para com nossos indígenas; os desvios de milhões de reais enviados aos
bancos no exterior; os pés doloridos dos
que dormem nas frias calçadas e da insegurança que ronda as ruas e amedronta. Após o clamor popular e aprovação aos ditames da ficha limpa, se faz mister que a
mesma seja posta em prática, de forma imediata e em toda sua abrangência e plenitude. Se assim não acontecer, nos tornará mais notório que, o lado podre da
política conseguiu acomodar os outros
Poderes em sua algibeira; colocando como praticável apenas o que interessa aos
seus propósitos. Não podemos nem devemos permitir que pessoas usurpem os nossos valores e permaneçam ditando ordens. De há muito, nos
imbuímos de esperanças e almejamos
o pátrio soerguimento ético. O destino da Nação, se encontra na nossa
dignidade, quando estivermos diante das urnas. A Nação somos nós !
Marcelo Ronadson Costa
Coronel PMAL da R/R
Membro da A.A.I.
Coronel PMAL da R/R
Membro da A.A.I.
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