domingo, 11 de novembro de 2012

FATOS NO PLURAL



      Os propalados “fatos isolados”, registrados e noticiados pela mídia, nos  diversos segmentos da vida em sociedade,  quase sempre, nos trazem implícita ( ou explícita) mensagem à nossa reflexão. Nesta oportunidade, nos referimos aos acontecimentos verificados nas eleições municipais da Capital paulista. A começar ,quando o ex- presidente do PT, José Genoino, foi votar cercado de mais de cinquenta seguranças e militantes do seu partido político, os quais formaram um cordão de isolamento e,  na intenção de proteger a integridade física do ex-chefe, chegaram a agredir várias pessoas  e integrantes da imprensa. Mesmo assim, o mesmo foi hostilizado por populares, recebendo adjetivos nada elogiosos e brindado com maços de cigarros para desfrutar durante “o tempo que passar na cadeia”. Como sabemos, “o figurão” foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do mensalão, por formação de quadrilha e corrupção ativa, ou seja, a compra de apoio político para a base de sustentação do Governo Lula; entre 2003 e 2010.
       Também em São Paulo, o Ministro do STF, Ricardo Lewandowski, quando da realização das eleições no segundo turno, recebeu idêntico tratamento, sendo nominado de “Liberandowski”, que por absolver diversos réus do mensalão,  teve  sua imagem ligada como defensor dos  ora julgados. Após votar e ao  abandonar o recinto, o próprio mesário da seção eleitoral lhe dirigiu a frase: “ Um abraço no José Dirceu “. Tal provocação, se transforma num insulto, por sabermos que José Dirceu foi e  continua sendo  integrante da cúpula do Governo Federal ,sendo apontado , no início das investigações ,como o chefe da quadrilha que operou o mensalão. Ele, se  encontra inserido no rol dos condenados. Hoje, vivenciamos pessoas anônimas tendo a petulância ou a coragem necessária de ofender verbalmente algumas autoridades constituídas, a exemplo de membros do Congresso Nacional e da mais alta Corte do País. Uma frase aqui, uma ofensa ali e um enfrentamento acolá, devem ser somados e motivar que seja aceso o “sinal de alerta” naqueles que  procuram maquiar as verdades desses fatos , como a imaginar que as faculdades do cérebro humano só a eles pertencem. Há alguns anos, tais “fatos isolados” nos pareciam irreais. Tais agressões, atingem diretamente o arcabouço das Instituições brasileiras,  ao lembrarmos  que  a credibilidade pessoal ou de um órgão de classe, não se impõe; se conquista com o passar dos tempos.
        Hoje, quando os Poderes legalmente constituídos se mostram tão fragilizados ,se faz  mister,  refletirmos quais os possíveis desdobramentos que os “fatos isolados” podem  desencadear num  futuro não tão longínquo. A sabedoria popular assevera que contra fatos não há argumentos. Mesmo, a despeito das razões que se queiram produzir!

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