segunda-feira, 22 de outubro de 2012
CANNABIS SATIVA
A maconha, de nome científico Cannabis Sativa, é considerada a droga mais consumida entre jovens e adultos no mundo e, estima-se que 15 milhões de pessoas façam uso regular da mesma. Ela é manuseada como cigarro ou fumada em cachimbo. No inicio do século XX, seu comércio era livre nas periferias das cidades, mesmo tendo restrições das classes sociais mais abastadas, que alardeavam os maléficos produzidos pela droga. Alguns estudos, traziam os efeitos da substância Tetrahidrocanabinol (THC), seu principal componente ativo. Em 1920, durante a “lei seca” no Estados Unidos, quando da severa proibição do comércio de bebidas alcoólicas e da atuante fiscalização dos órgãos de repressão ao crime organizado, fez surgir inúmeros bares que vendiam sigilosamente folhas da maconha ou o próprio cigarro da erva. Afirma-se que a maconha penetrou verdadeiramente naquele País, quando centenas de mexicanos que ali se estabeleciam e por não conseguirem emprego para sustento de suas famílias ou serem marginalizados pela sociedade americana, optavam pelo comércio ilegal da droga, também conhecida como Marijuana. Na Europa, cinco anos depois, foi declarada a sua ilegalidade no contexto internacional, quando foram realçados os aspectos sociais, econômicos, morais, políticos e religiosos da questão. Várias opiniões afirmam que a maconha ocasiona mal à saúde física e traz danos mentais, elencando como seus primeiros efeitos o aumento do apetite, taquicardia, boca seca, tonturas, olhos vermelhos e alteração do humor; além da dilatação dos vasos sanguíneos, alucinação, depressão e a morte gradativa dos neurônios.
No ano de 1961, numa Convenção das Organizações das Nações Unidas (ONU), determinou-se que as drogas são nocivas ao bem-estar da humanidade, motivando a criação nos EUA do Departamento de Coação às Drogas (DEA) ,sendo declarada uma “guerra aberta” contra todas as drogas em solo americano.
Hoje, mesmo estando proibida na maior parte do mundo, alguns Países, tais como a Holanda, Suiça, Bélgica, Itália, Espanha e alguns estados Americanos, estão em processo de descriminalizar o uso da droga, mui principalmente, por parte dos conhecidos “usuários”, ou seja, os não traficantes. No Brasil, mesmo com a grande maioria da população sendo contra a legalização da maconha, asseverando que daí viriam outras aberrações criminais, ao tempo, em que a violência e a insegurança urbana fariam ruir os nossos valores éticos e cristãos , ambos, tão valorosos ao convívio entre as pessoas, o combate às drogas é tímido e vacilante e, por tal, as marchas para sua legalidade já se fazem presentes em muitas cidades. Até o momento, nenhuma pesquisa desmentiu os perigos que a maconha ocasiona ao corpo humano. Atentemos que o vício do cigarro, aceito socialmente, traz funestas consequências e se encontra inserido nas três primeiras causas de mortes entre os brasileiros.
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