segunda-feira, 19 de novembro de 2012
PÁTRIO DESAMOR
Onde se encontra o ufanismo que cada brasileiro carregava com orgulho em épocas dantes, quando se entoava alegremente o refrão “ Eu te amo, meu Brasil eu te amo !”; ou o que foi feito do prazer de se falar das diversidades dos “brasis”, tão presentes no sul colonizado, no pioneirismo dos bandeirantes, na beleza das praias nordestinas, na Amazônica misteriosa e na miscelânea de cores e raças ? Bem, talvez não mais haja poesia para o que antes era cantado em prosa e verso. Por que nas escolas e colégios, os estudantes não mais entoam nossos hinos e desconhecem os nomes dos nossos vultos históricos? Ora, os heróis da Pátria ficaram esquecidos no tardio passado; enquanto estudantes, atletas famosos e diversas autoridades, também não sabem a letra nem a melodia desses eternos símbolos que nos representam. Quem desbotou o verde e o amarelo da Bandeira Nacional? Talvez os culpados nunca se emocionassem, nem reverenciaram o “Querido símbolo da amada terra do Brasil”. Qual o verdadeiro sentido do “jeitinho brasileiro”, na praticidade das condutas individual ou do coletivo ? Bem, todos nós estamos mais preocupados no “salve-se quem puder” e das vantagens materiais, diante do egoísmo que diariamente nos rodeia. Quais as razões das classes mais abastadas preferirem fazer turismo na Europa e nos Estados Unidos, mesmo sem conhecerem os belos recantos aqui encontrados? Possivelmente o “chic” é fazer compras nos States e sermos imitadores, como marionetes, do que vem lá de fora. Qual o significado das transformações dos belos cachos negros dos cabelos das nossas morenas em lisas ameixas douradas, acontecidas nos ditos “salões de beleza”? Ora, ninguém descobrirá o que se passa nas cabeças femininas: além do embriagante perfume.
Onde se encontram as raízes da corrupção e da impunidade que se alastram e nos envergonham? Imaginamos que os bens públicos não sejam tão públicos e os bens privados sejam tão privados. Quem são os facilitadores do turismo sexual praticado nas alcovas da brasilidade, envolvendo ricos “gringos” e meninas pobres , residentes das periferias das nossas Capitais e nas cidades do interior ? Quiçá, o “vil metal”, a mola mestra do mundo atual, seja menos vil do que os homens. Quais os (i) responsáveis pelas evasões de divisas praticadas contra nossas economias, sob o olhar beneplácito do Estado, permitindo que seja posto em prática o que contraria o legalmente correto? Pode ser que as práticas humanas, até mesmo das classes mais elitizadas, possuam razões que a própria racionalidade desconhece. Que motivos para que nomes de edifícios, lojas, anúncios comerciais, assim como, frases em blusas e camisas, ostentem pomposos nomes estrangeiros ? É provável que a língua portuguesa não seja “light”, nem “top line” ou ofereça gramaticalmente ,difíceis embaraços aos nossos patrícios. Ah!... Dos filhos deste solo, és mãe gentil, pátria amada, Brasil !
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário