segunda-feira, 11 de novembro de 2013

OS DONS DA GENIALIDADE



        Muito ainda há de se  elogiar, a respeito da genialidade dos grandes pintores que nos presentearam com suas belíssimas obras. Através dos tempos, as telas nos encantam, exibindo uma profusão de cores, forma e tamanho diversos. Tal sucesso, pode ser asseverado  pelo crescente número de público às galerias e exposições dos trabalhos desses artistas. A escolha dos tons, as texturas, as perspectivas das figuras apresentadas e o contraste entre o  brilho e a sombra, são traços marcantes  do estilo de cada um. A grande maioria,oriunda de famílias simples ,  iniciaram o contato com os pincéis a partir dos dez anos de idade, em  continuados estudos sobre a arte, na  busca da sonhada perfeição. Santos, guerreiros, reis, rainhas, nobres, pessoas  anônimas, animais, castelos, ambientes fechados ou ao ar livre.Momentos da história mundial também foram imortalizados ou retratados .
          Iniciamos por Fra Angelico, nascido em 1387,  exímio na  iluminação e na  riqueza de detalhes, tão vistas no quadro “A deposição de Cristo”.Dai, a ascensão da pintura italiana nos séculos XV e XVI, com inúmeros artistas; dentre esses, Giovanni Bellini, Sandro Botticelli, Michelângelo e os  afrescos do teto da Capela Sistina e a escultura “Pietá”; Titian, Veronese com “Casamento em Caná”, Tintoretto, Canaletto,  Modigliani, Rafael  com  “Ressurreição de Cristo” e “A Virgem com o Menino”, Caravaggio e Veronese com “Casamento em Caná”.As pintoras Artemisia e Sofonisba,esta, a primeira mulher e adquirir fama internacional com seu quadro “Jogo de xadrez”; sem esquecermos Leonardo da Vinci, “A Santa Ceia”, “Mona Lisa “ (A Gioconda),o gênio , o  homem  de múltiplos conhecimentos, ou seja, anatomista, engenheiro, matemático, arquiteto, escultor e inventor. Destacar  o nome de Clara Peeters, que em 1607,aos treze anos de idade, com o quadro “Café da manhã”, foi a percussora do estilo denominado Natureza Morta. A França mostrou a pujança dos admiráveis Manet com “Piquenique no bosque”, Matisse, Degas,  Monet com “Montes de feno”, Seurat, Lautrec, Coubert, Delacroix com “Massacre em Quios”, Poussin, Cezanne, Corot , Gauguin e Renoir com “Subida através da relva”; entre tantos outros.A Espanha bem representada por Goya, Rubens com “O chapéu de palha”, Velasquez com “Velha fritando ovo”; além dos renomados Salvador Dali com a tela “Cabeça” e Picasso com “Mulher chorando”. Da Holanda ,temos Rembrandt com “O Arcanjo Rafael” e “Descida da cruz”, Mondrian, Vermeer e Van Gogh, o pintor dos girassóis e “O velho moinho”.Poderíamos citar inúmeros  mestres dessa bela arte, oriundos das mais diversas Nações, a exemplo do americano  Hopper com “O bebedor de absinto”; o inglês Cole com “São João Batista na natureza”; o austríaco Klimt com “Três idades de mulher” e o alemão Munch  com “O Grito”.Muitos dos artistas, foram vítimas não só de terríveis doenças, mas, pela medicina praticada à época. A malária, sífilis, câncer, febre, problemas cardíacos, difteria, tuberculose,  pneumonia, problemas mentais e o suicídio, foram as principais causas. Porém, resta-nos o consolo de que daqui a mil anos, continuaremos a  nos encantar com tão grandiosos talentos; quando uma tela pode deixar o mundo mais bonito !

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

ABUTRES, HIENAS E RATAZANAS


       Verdadeiramente, o Congresso Nacional, reunindo a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, se transformou numa nova  vitrine da imoralidade desenfreada  que se registra em nosso País. É o viés de uma democracia capenga, com partidos políticos  e seus integrantes sem credibilidades. Lamentar que aqueles e aquelas que foram escolhidos pelos eleitores, para bem representar os interesses da sociedade, promovem continuadamente, deprimentes fatos que desonram a  ética. Lá, o dinheiro fácil, se esvai facilmente nos pagamentos suspeitos, nas diárias dadas graciosamente, nas horas-extras  não trabalhadas, nas locações de veículos, nos conluios e “outros demais”; num amontoado de desfaçatez. Lá, o Congresso, que é a casa das Leis, ignora  a Constituição  Federal e promove a farra do dinheiro público, premiando inúmeros  funcionários e comissionados, com salários mensais entre R$ 15.000,00 (Quinze mil reais) ao teto vencimental de  R$ 28.000,00 (Vinte e oito mil reais); num verdadeiro  deboche aos cidadãos e cidadãs brasileiros. Lá, os ditos apaniguados, verdadeiros parasitas, são parentes ou serviçais de quem se encontra no poder.  É só constatarmos os nomes incluídos  nas benesses.  Ao todo, são mil e  quinhentos e sessenta e quatro servidores, nas duas casas, que percebem além do  valor do teto ora explicitado. A despeito desses espúrios salários, ocorrerem há mais de cinco anos, só agora, o Tribunal de Contas da União (TCU) resolveu adotar providências, no sentido de parar a sangria, proibindo a continuidade dos pagamentos  e o devido ressarcimento dos valores excedentes. Temos certeza de que não irá conseguir o intento, assim  também, que tudo permanecerá como dantes. É só um jogo de cena. Nada poderá deter a sanha avassaladora desses animais sanguinários, todos, imunes ao veneno da Lei. Enquanto isso, a sociedade assiste passivamente ao desenrolar dos continuados escândalos.          
     O desconto  anunciado será irrisório e, todos, continuarão donos de vultosos salários; igualmente a atual governadora do estado do Maranhão, filha do ex-presidente do Senado, aposentada com R$ 27.000,00 (Vinte e sete mil reais). Parece piada, mas, não é. Ao mesmo tempo, a mídia finge acreditar e transmite aos telespectadores o pseudo moralismo. Mormente, quando a miséria campeia em cada canto deste nosso País, eliminando sonhos, desfazendo sorrisos, sombreando futuros, destruindo esperanças  e aniquilando vidas. O que se registra em Brasília, imaginamos acontecer nas demais casas legislativas espalhadas pelo Brasil afora; num círculo vicioso que tende a se perpetrar. E quantas mais ilegalidades existem... ? Diante dessa realidade, resta-nos filosofar: “ Uns com tanto; outros sem nada. Uns com muito; outros sem pouco. Uns com mais ;outros sem menos. Uns com o ter; outros sem o ser. Poucos, sabendo aonde ir; muitos, perdidos, sem saber!” chegamos ao limite. Infelizmente, não sabemos  o que mais poderá advir !

domingo, 6 de outubro de 2013

AS TREVAS DO ANALFABETISMO



       Nos últimos quarenta anos, o ensino público vem sendo reprovado anualmente, apresentando desempenho frustrante,  recebendo as notas mais baixas em seguidas  avaliações. Resta-nos  a felicidade de voltarmos no tempo, recordando com prazer o elevado conceito que tal aprendizado era revestido,  quando a busca do saber fluía harmoniosamente, moldando valores e lapidando gerações de cidadãos e cidadãs. O cantar dos hinos do Brasil, de Alagoas, À Bandeira Nacional e do próprio colégio, era componente do lapidar do amor à Pátria. A admiração que tínhamos por nossos educadores e educadoras, além do respeito mútuo, serviam de fortes alicerces para o futuro que se avizinhava.  Hoje, podemos facilmente  atentar para o que acontece no nosso País, ao tomarmos conhecimento do que acontece no estado de São Paulo, considerado o mais  rido da Federação. A atual realidade, registra   professores desmotivados para o exercício da profissão, recebendo  salários aviltantes, sofrendo ameaças físicas e verbais dos seus alunos, condições de trabalho  que chega às raias do ridículo e, a desvalorização dessa arte tão nobre. As escolas estão sucateadas, e, não raro,  incrustadas em localidades com elevados índices de criminalidade e consumo de drogas; colocando em risco as  vidas dos que fazem  da educação o seu sacerdócio. Segundo estatísticas  do governo  paulista, durante o ano de 2011, quase 3000  deles desistiram de dar aulas nas escolas estaduais; enquanto 798  nas municipais. No mês de setembro,  quase ao final do  presente ano  letivo, quatro mil e oitocentas turmas não possuem docentes nas matérias de matemática, física, química, geografia e sociologia. Pois, os  professores, ao perceberem  que não têm mais atrativos ou quando conseguem  emprego com melhor remuneração, eles vão embora. Lamentavelmente, outros ingressam no magistério, pela dificuldade em conseguir diferente caminhada profissional.  Por esse quadro tão sombrio, registra-se  a diminuição e a falta de interesse pela carreira de professor. É uma realidade  nacional. Basta sabermos que, o quantitativo de alunos nos cursos de Licenciatura e Pedagogia caiu  9% (nove por cento ) de 2006 a 2011; conforme dados apresentados.       
      São décadas e décadas de descasos com a cultura e o futuro de milhões de crianças, jovens e adultos. Se esse é o perfil da educação nas cidades paulistas, não temos como mensurar as  demais escolas públicas espalhadas  pelo País, em pequenas cidades, povoados e vilas. Quem não sabe ler nem escrever, permanece na escuridão total, tateando vagamente sem se encontrar. Conforme  constatado através da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD), o estado de Alagoas ostenta o último lugar em termos de uma educação positiva. Que profundas mudanças e vontade de se mudar o caótico  sejam implementadas; senão, jamais encontraremos o fim do túnel. Por enquanto, não  há luz !

domingo, 15 de setembro de 2013

O CIRCO DO MENSALÃO



      A sociedade brasileira, em sua maioria, formada por homens e mulheres probos, deve se sentir enojada e envergonhada pelas palhaçadas diárias que acontecem no circo do processo do mensalão. Causa-nos asco, perceber, como brasileiros e brasileiras são tão  desiguais perante os preceitos da nossa Constituição. Como sabemos, os maquiavélicos truques do mensalão, na compra e venda de consciências torpes, envolvem  políticos, empresários, publicitários, funcionários públicos,banqueiros e demais  componentes da trupe.  A quadrilha, à época, era organizada pelo chefe da casa civil da Presidência da República e pelo presidente do  Partido dos Trabalhadores, atuando na compra de votos e de apoio político dos partidos da base aliada ao governo, numa cumplicidade aos mais depravados atos de corrupção que seriam concretizados posteriormente.  O vergonhoso “comércio” era realizado dentro do Congresso Nacional, com o aval escamoteado do Palácio  do Planalto. Após  a descoberta  da tramóia  e intensas investigações, a Procuradoria Geral da República, no ano de 2005, ofereceu denúncias contra  os malabaristas; englobando quase quarenta integrantes, que mais se assemelhavam a uma tropa  mambembe. O  Supremo Tribunal  Federal (STF) ,após   vários meses e intensos blá, blá, blá e datas vênias, procedeu ao julgamento de tais nocivas ações e explicitou as punições individualmente impostas aos acusados. Porém,  os mágicos que, durante tanto tempo fizeram desaparecer dólares e reais , como num passe de ilusionismo,  se acobertaram sob a lona jurídica e  nos ludibriaram;  ao percebermos que as  penas  proferidas  pelos julgadores, não mais faziam parte da realidade. O espetáculo fora cancelado. Que pena, as penas voaram pelos ares.
     Agora, mais uma vez, temos o STF dando sua parcela de contribuição às apresentações circenses que  ora se desenrolam , quando sob os holofotes, prolonga o pomposo picadeiro, numa cantilena monótona e enfadonha. O circo voltou a ser armado. Nele, estão reunidos  novos figurantes , que em reuniões, sessões, conversas, monólogos, diálogos e  contorcionismos verbais, levam o riso aos espectadores. Hoje tem espetáculo, tem sim senhor... é a estréia  da famosa peça cômica  “embargos infringentes”. Talvez, o respeitável público não a entenda e prefira observar as peripécias dos anões éticos, contorcionistas, acrobatas e  artistas dos trapézios. Tal comédia, se resume em acatar os recursos dos defensores dos condenados, reduzindo os castigos já impostos e, até mesmo, absolver todos ou parte do elenco.  A platéia, com gritos, vaias e protestos, anseia pela apresentação do domador de leões que, ao perceber o desejo dos espectadores, brandirá seu chicote, colocando cada fera em sua respectiva cadeia. E, então, receberá o aplauso final. Logo depois, o locutor agradecerá a presença de todos, renovando o convite para outras noites de emoções.
     Que terminem a farsa circense. Cerrem as coloridas cortinas. Retirem suas máscaras. Apaguem as luzes e fechem as portas. Nesse enredo, os palhaços somos nós!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

CENA A SE DESNUDAR



     A chacina  que se registrou no interior de uma residência, no  bairro de Brazilândia, na zona norte da capital paulista, vitimou um casal de policiais militares, seu filho Marcelo  Eduardo, de 13 anos de idade e duas senhoras, todos, integrantes da mesma família,  oportunidade em que  cada um recebeu um tiro na cabeça.  O sargento era integrante da ROTA, equipe de elite; enquanto sua esposa, pertencia ao 18º Batalhão da força miliciana. Ambos, eram possuidores de invejáveis  condutas . Logo após a descoberta dos crimes, a Polícia civil, na pessoa do delegado do Departamento  de Homicídios e Proteção à pessoa (DHPP),  principal  responsável pelas investigações, se arvorou, em tempo recorde, a apontar o menor Marcelinho (como era conhecido) como autor das mortes  e, que o mesmo se suicidara em seguida.  A  autoridade judiciária chegou a declarar textualmente :” Estão descartados outros suspeitos, que não seja o menor” . Sabemos, que os mortos não falam. Assim, o  clamor público e diversos peritos  se mostraram estupefatos com tal declaração, afirmando não concordarem com a solução simplista  apresentada pelo delegado,de que tudo não passava de uma tragédia familiar.Com o passar dos dias, outros fatos vieram à tona, a  exemplo do que afirmara o Oficial comandante  do Batalhão  em lide, de  que  a mãe do menor ora acusado, integrara um grupo de militares que descobrira o envolvimento  de alguns dos seus pares, nos frequentes  assaltos e roubos em diversas agências bancárias; fato que poderia motivar represálias. Alguns peritos e autoridades da área criminal, atestaram que a arma  (uma . 40) usada nos homicídios, tem peso considerável  e forte “recuo” após o tiro, não podendo ser facilmente manejada por uma criança. Alegam também, que a posição em que o menor foi encontrado morto, com a  mão esquerda sob o corpo e ainda segurando  a pistola, contradiz a  mirabolante tese do suicídio. O menor  sofria de fibrose cística, uma doença degenerativa.
           Testemunhas e filmagens ratificam que Marcelinho compareceu às aulas no dia da tragédia, se portando normalmente. O véu que encobre as verdades dos fatos, repousa também no dia e na  própria cena do crime, ao ser constatado que  inúmeras pessoas adentraram ao interior da casa, alterando ou inviabilizando pistas, impressões digitais e vestígios; que as roupas usadas por Marcelinho, ao ser encontrado morto,  eram diferentes das que ele comparecera ao colégio; que não havia pegadas, nem machas de sangue no chão, nem nas paredes da moradia, mas, só nas vítimas, cobertores e travesseiros; além dos intrigantes telefonemas perguntado as razões de Marcelinho “ter faltado ao colégio”. Nas redes sociais e nas inúmeras reportagens veiculadas nas mídias nacional e estrangeiras, o percentual de 82%( oitenta e dois por cento) inocenta a criança. Às vezes, a Polícia investigativa, por ser menos eficaz, procura a solução que mais lhe apetece. As provas circunstanciais, sem uma comprovação científica, são nulas de pleno direito e, não embasam  condenações. Se faz mister que,  outras vertentes para o esclarecimento de caso tão hediondo sejam investigadas. E que não tenhamos manipulações, interesses escusos, mentiras  ou  que  inverdades sejam forjadas. Não desejamos mais  um mistério, dentre os  milhões dos casos arquivados !