O fogo na boate “Kiss”, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, no domingo, dia 27 de janeiro, iluminou os céus, queimou corpos
de jovens estudantes universitários, transformou sonhos em cinzas e futuros em sombras. De sã consciência, não sabemos como responder a pergunta-título do que ora
escrevemos; mas , estamos convicto, de
que o “não fazer”, já tão incrustado em nossa sociedade, foi o somatório negativo
que positivou tal desenlace. Segundo estatísticas, foi uma das maiores tragédias acontecidas nos
últimos cinquenta anos, no Brasil.
O brilho do encontro dos estudantes, desencantou-se num infeliz acender de luz , deixando rastilhos de afirmações, contradições, evasivas, negações e reticências ; em desastroso desencontro de palavras e acusações mútuas ,entre órgãos e pessoas responsavelmente irresponsáveis. A palavra “Quis”, no presente caso, deve ser assim traduzida: dar motivos para..., ter a vontade de..., permitir, admitir , supor e tolerar.
Quis ,quem ainda não implantou documentos legais para proteção de crianças, jovens e adultos em tal ambiente e similares. Quis, quem deixou de fiscalizar, de modo preventivo, as reais condições que o prédio ostentava. Quis, quem permitiu superlotar o ambiente com tantas pessoas, ignorando a capacidade máxima estipulada (inclusive com a presença de menores de 18 anos de idade), na busca do lucro fácil e imediato. Quis, quem ordenou ou permitiu o uso da espuma fabricada com cianeto na cobertura acústica da boate. Quis ,quem tomou conhecimento prévio da utilização dos fogos de artifícios naquela noite. Quis, quem tentou impedir a fuga daqueles ameaçados pelas labaredas e densa fumaça. Quis, quem ignorou fornecer aos seguranças, meios para que os mesmos se comunicassem entre si; entre outros fatores. Enfim, quis, todos os atores que fizeram parte desse elenco e, de uma forma ou de outra, colaboraram para transformar a casa de show numa câmara crematória, que se traduziu em horrendo filme de terror.
O brilho do encontro dos estudantes, desencantou-se num infeliz acender de luz , deixando rastilhos de afirmações, contradições, evasivas, negações e reticências ; em desastroso desencontro de palavras e acusações mútuas ,entre órgãos e pessoas responsavelmente irresponsáveis. A palavra “Quis”, no presente caso, deve ser assim traduzida: dar motivos para..., ter a vontade de..., permitir, admitir , supor e tolerar.
Quis ,quem ainda não implantou documentos legais para proteção de crianças, jovens e adultos em tal ambiente e similares. Quis, quem deixou de fiscalizar, de modo preventivo, as reais condições que o prédio ostentava. Quis, quem permitiu superlotar o ambiente com tantas pessoas, ignorando a capacidade máxima estipulada (inclusive com a presença de menores de 18 anos de idade), na busca do lucro fácil e imediato. Quis, quem ordenou ou permitiu o uso da espuma fabricada com cianeto na cobertura acústica da boate. Quis ,quem tomou conhecimento prévio da utilização dos fogos de artifícios naquela noite. Quis, quem tentou impedir a fuga daqueles ameaçados pelas labaredas e densa fumaça. Quis, quem ignorou fornecer aos seguranças, meios para que os mesmos se comunicassem entre si; entre outros fatores. Enfim, quis, todos os atores que fizeram parte desse elenco e, de uma forma ou de outra, colaboraram para transformar a casa de show numa câmara crematória, que se traduziu em horrendo filme de terror.
Na afirmação de que “
O acaso não existe”; qualquer fato primariamente evitável, se transforma num acontecimento fatídico, quando permeado pelas mais nefastas
negatividades da condição humana; sepultando mortos, como também, omissões,
erros, cumplicidades e incompetências. O
fato que hoje causa clamor público e
nos traz tamanha tristeza,
amanhã, será facilmente esquecido. E,
para muitos, as lembranças já
foram levadas pelos frevos, arlequins e colombinas do carnaval que passou. Só restaram as indeléveis feridas, jamais cicatrizadas, daqueles
que perderam muito de si,
nos sucessivos atos do
adeus. Não nos contenta qualquer pensamento agourento. Porém, temos dúvidas, se essas dezenas de mortes,
promoverão mudanças. Por conseguinte,
permanecemos no aguardo dos positivos desdobramentos que os fatos motivarão. Ou do
próximo desastre !