Não sabemos os
motivos que levaram um ator famoso e rico, a abandonar as luzes das ribaltas,
isolando-se em “seu próprio mundo “, num lugar bucólico, onde a beleza do local,
não esconde a sua solidão. As razões,
por nós, desconhecidas, podem ser idênticas
em tantas outras pessoas, surgindo
repentinamente e repousando nos
recônditos da alma humana. Ele, quase sempre, rodeado por notórias figuras dos
segmentos das artes e da cultura, nos parecia irradiar permanente alegria. Porém,
não se imaginava a dor lacerante que lhe
ruía as entranhas. Talvez, tenha se cansado dos falsos sorrisos, dos elogios
gratuitos e dos abraços; nem sempre sinceros.
Quiçá, o lodo que permeia os tapetes vermelhos do “show business” tenha descolorido
os seus cabelos brancos e enodoado os
seus passos, mostrando quão vazia pode
ser a vida e quão inócuo pode ser um
existir; principalmente, quando nos
sentimos nosso próprio deus. Pode ser que tamanha revolta lhe tomara os sentidos,
no minuto em que as cortinas se fecharam ao mesmo tempo em que os aplausos eram
substituídos por passos que se afastavam. Sentiu-se só no meio da multidão. Sua
vida era palco de dúvidas e incertezas. E a felicidade não fazia parte do
enredo.
É possível, que num momento de intensa reflexão, no seu mais íntimo interior, tenha percebido que os holofotes já lhe turvavam a visão, impedindo-o de vislumbrar coisas mais dignas e importantes para fazer parte do seu viver. Sem alarde, o ator preferiu ser o autor da peça que incluiu os últimos capítulos do seu drama pessoal. Então, sem adeus ou um até logo, esqueceu de todos e por todos foi esquecido. No seu novo set de filmagem, ele cria monólogos para afugentar a sua mais amarga realidade. Só voltou a ser lembrado, e mais uma vez idolatrado, após o trágico gesto final. Ah! Doce hipocrisia. Agora, o ator repousa no seu último abrigo, enquanto pessoas passam ao seu redor, num ambiente meramente protocolar; sem emoções. Tudo o mais, é tão frio quanto o corpo que ali jaz. Assim, a vida e os fatos da vida se sucedem. Enfim, o fim e a busca da paz.
Quando um artista procura o anonimato, se concretiza o mais estranho dos paradoxos. Tal gesto parece explicitar várias perguntas e nenhuma resposta. Sabemos que o homem é um ser social e, por tal, se incompleta, quando se transmuda num eremita. E, em muitas das vezes, extremado orgulho o envolve em torturas, quando estas, desencadeiam comportamentos egoístas , muito além do que podemos imaginar. O narcisismo delirante coloca-o numa ilha cercada de águas turbulentas e areias movediças. Ninguém o alcança.
Saber como encontrar a “tal felicidade” depende de cada um de nós. Dizem que é necessário procurar com paciência e sabedoria. Todavia, nem sempre as possuímos. Temos a única certeza : A felicidade está onde a colocamos !
É possível, que num momento de intensa reflexão, no seu mais íntimo interior, tenha percebido que os holofotes já lhe turvavam a visão, impedindo-o de vislumbrar coisas mais dignas e importantes para fazer parte do seu viver. Sem alarde, o ator preferiu ser o autor da peça que incluiu os últimos capítulos do seu drama pessoal. Então, sem adeus ou um até logo, esqueceu de todos e por todos foi esquecido. No seu novo set de filmagem, ele cria monólogos para afugentar a sua mais amarga realidade. Só voltou a ser lembrado, e mais uma vez idolatrado, após o trágico gesto final. Ah! Doce hipocrisia. Agora, o ator repousa no seu último abrigo, enquanto pessoas passam ao seu redor, num ambiente meramente protocolar; sem emoções. Tudo o mais, é tão frio quanto o corpo que ali jaz. Assim, a vida e os fatos da vida se sucedem. Enfim, o fim e a busca da paz.
Quando um artista procura o anonimato, se concretiza o mais estranho dos paradoxos. Tal gesto parece explicitar várias perguntas e nenhuma resposta. Sabemos que o homem é um ser social e, por tal, se incompleta, quando se transmuda num eremita. E, em muitas das vezes, extremado orgulho o envolve em torturas, quando estas, desencadeiam comportamentos egoístas , muito além do que podemos imaginar. O narcisismo delirante coloca-o numa ilha cercada de águas turbulentas e areias movediças. Ninguém o alcança.
Saber como encontrar a “tal felicidade” depende de cada um de nós. Dizem que é necessário procurar com paciência e sabedoria. Todavia, nem sempre as possuímos. Temos a única certeza : A felicidade está onde a colocamos !
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