domingo, 21 de setembro de 2014

A VITRINE DOS MISERÁVEIS



                                         A  VITRINE  DOS  MISERÁVEIS
         De acordo com a Lei 13.305 /2010, emanada pelo Governo Federal, todos os municípios brasileiros deveriam  solucionar , de maneira eficaz, o grave problema dos lixões a céu aberto.  Mesmo já transcorridos quatro anos após sua publicação, a grande maioria dos governos municipais ignoraram tal determinação e, perpetuam  a contaminação do meio ambiente.  No Brasil, diariamente,  os lixões recebem mais de 126 mil toneladas de resíduos . Porém,  mais da metade tem destinação inadequada, sem  qualquer tratamento ou procedimentos que evitem as consequências  negativas nos aspectos sociais e ambientais. A decomposição dos resíduos gera o chorume (líquido  escuro  que   escorre do lixo)  que penetra  pela terra, levando substâncias contaminantes para o solo e o lençol freático, podendo trazer prejuízos irreversíveis à sociedade.
        O que esses  lixões  nos mostram, são milhares de crianças, jovens , adultos e idosos,  buscando entre urubus, pássaros, moscas, baratas, escorpiões, ratos, cães e cavalos , restos de alimentos,muito embora,  o  alimento se mostre inadequado para o consumo humano. Em algumas oportunidades,  homens e mulheres se digladiam entre si, na disputa por roupas , calçados e eletrodomésticos usados  ou velhos, mas que ainda lhes serão de serventia. Frequentemente, pelo exercício do trabalho a que são submetidos , contraem os  mais variados tipos de doenças. O contato manual  com materiais perigosos, tais como, baterias de veículos e celulares, embalagens de produtos químicos, corrosivos e tóxicos, além da exposição  ao desenvolvimento das larvas dos mosquitos da dengue e da leishmaniose, os transformam em potenciais vítimas. Em outras oportunidades, são feridos por vidros, pregos, arames ou demais objetos ali encontrados;  para dias depois, morrerem por falta de assistência médica. Não há dignidade para quem trabalha nos lixões.
       Mesmo vegetando  diariamente entre os animais, os catadores de lixo temem que o fim dos lixões a céu aberto  tirem sua única fonte de renda, geradora de sua própria  sobrevivência  e a  de  seus familiares;  pois é dali que  eles retiram e vendem  latinhas, plásticos e papelão, que lhes possam trazer minguados tostões.
       Alguns prefeitos alegam que o tempo oferecido foi demais curto (!) para promover as mudanças necessárias; enquanto outros, com a  mesma  desfaçatez, explicam que a falta de recursos financeiros  motivou a omissão para o cumprimento da determinação em tela. Na verdade, esses gestores, com raríssimas exceções, primam pela incompetência administrativa e pela falta de compromisso com seus  respectivos munícipes.  Eles são sabedores da certeza da impunidade futura  e que, os conchavos políticos, por certo, os acobertarão. Por outro lado, ressalvamos aqueles que, em respeito às normas impostas, colocaram em prática os aterros sanitários ou centrais  para tratamento de resíduos ,beneficiando a natureza e a saúde do ambiente coletivo. Teimamos em acreditar que, um dia , não mais daremos exemplos tão degradantes para o mundo !
                                                               Marcelo Ronadson Costa
                                                                  Coronel  PMAL da R/R
                                                                     Membro da   A.A.I.                                      

falência dos órgãos



                         FALÊNCIA  DOS  ÓRGÃOS
            A maléfica corrupção que há muitos anos  grassa o Brasil e, atualmente,  de maneira explicitamente  desenfreada, continua a contaminar  outras  instituições  brasileiras. Estas, outrora consideradas ilibadas. Vejamos os fatos  trazidos ao conhecimento público, através  da mídia : O Serviço Social da Indústria ( SESI ) cuja atual direção se mostra subalterna ao Governo Federal, se omite em respeito  às  mazelas  ali perpetradas.     O SESI  possui  uma agência na cidade de São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo, onde casos escabrosos foram descobertos e nos  envergonham. São bandalheiras  que chegamos a imaginar surrealistas. Na agência em tela, uma tal de Marlene  da Silva, aconchegada  dos governantes de plantão, foi agraciada com vencimentos mensais de R$  13.500,00 (Treze mil e quinhentos reais); o mesmo acontecendo com Márcia Cunha,  ex- esposa  de um deputado federal  envolvido no processo do mensalão do PT.  Ela, foi  contemplada com “apenas” R$ 22.000,00 ( Pasmem! Vinte e dois mil reais ) a cada mês.  São  vísceras necrosadas entre tantas outras  ora existentes.
               A Petrobrás, empresa que dignifica os brasileiros, anda atolada num pântano petrolífero que chega a  nos amedrontar. A Operação Lava- Jato, realizada  pela Polícia Federal,  após minuciosas investigações, descobriu  o germe danoso  nas  entranhas da  própria empresa ; daí,  indiciando  o ex- Diretor da área de abastecimento e outros funcionários,  como  (in)responsáveis  pelo desvio dos  BILHÕES de reais  que escorreram pelas veias  da moribunda. Entrementes,  vários diretores da PETROS, fundo de pensão da Petrobrás,  são acusados de receberem  vultosas quantias  das mãos de  conhecido doleiro; para realização de   cirurgias  obscuras  e  nocivas  à saúde financeira de um patrimônio nacional.
               Outrossim, lamentamos o envolvimento da Cruz  Vermelha Brasileira , que mesmo tendo 150 anos de trabalho em favor de milhões  de brasileiros e brasileiras,  tenha  também se quedado aos “mal feitos”. Sob o sangue  vermelho , jazem   quase 200 milhões  de reais em transfusões  acontecidas  nos estados do Maranhão, Ceará e na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro. A  Federação Internacional da Cruz Vermelha, já deu “um puxão de orelha” no Governo Federal; exigindo respeitosamente, os esclarecimentos devidos.  Não esqueçamos que  o nome e o conceito  dos Correios  foram jogados à sarjeta, bem abaixo dos membros inferiores;  deixando-nos  um gosto amargo de fel.
              
              Com certeza, num diagnóstico pais apurado,  inúmeros  órgãos   “contaminados”  serão conhecidos; pois, a hemorragia continuada, pode não ter antídoto. Vários “Correios”, “Sesi”, “Cruz Vermelha” e “Petrobrás”, já  corroídos pela  ação do vício espúrio  que maltrata,  nos anunciam a marcha fúnebre. A  Controladoria Geral da União  (CGU)  que,  tem o dever de  fiscalizar a aplicação do dinheiro público, se transformou num coração que não mais pulsa. Porém, urge que procedimentos profiláticos sejam adotados , ao tempo em  que se  extirpem  os  vermes  que envenenam o corpo desse gigante que adormece !             

                                                             Marcelo Ronaldson  Costa                                                                                                                                                   
                                                                  Coronel  PMAL da R/R
                                                                     Membro da   A.A.I.                                      

a suja ficha limpa



                   A  SUJA  FICHA  LIMPA
            A Lei complementar   135, sancionada em  junho de 2010 e conhecida como “ a lei da ficha limpa”, condena o agente público e torna inelegível o político condenado por órgão colegiado pelo  ato doloso de improbidade administrativa, enriquecimento ilícito e lesão ao patrimônio público. Como também, por crimes eleitorais, compra de votos, falsificação de documento, lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Por tais atos, o réu fica impedido de ocupar cargos eletivos, desde a sua condenação até oito anos após o término do cumprimento da pena imposta. À época, o  Supremo Tribunal Federal  (STF), asseverou  aos quatro cantos  que, tal  aplicação  jurídica  teria início a partir das eleições do ano de 2012  (repetimos: ano de 2012). A constatação  que vivemos  em permanente estado de impunidade , se afirma mais uma vez, ao constatarmos no atual pleito de 2014, os nomes de conhecidos e reconhecidos  contraventores, que vestidos de terno e gravata, se travestem de autoridades.  Sabemos que a aplicação da ficha limpa foi motivada pelo povo e  continua sendo  uma aspiração da sociedade brasileira,  já cansada da corrupção que avassala todos os gabinetes da República; sem exceção. Nas eleições que ora se propagam  pelo quadrante do nosso País,os eleitores se encontram sem opção de escolha. São tantos e quantos os nefastos pretendentes  em busca de sua respectiva  vitória nas urnas, o que  torna difícil  escolher  “Quem é o mais ruim e  o menos pior”  entre as figuras expostas.
                                  
             No objetivo da perpetuação do poder, os candidatos fazem  seus  caminhos de vida calcados nos atos mais abjetos e nocivos . Eles (e elas) têm em seus currículos as faces tristes das crianças que não recebem as merendas escolares; as  mãos ágeis nas cumplicidades das licitações combinadas;  as notas fiscais fraudulentas; os recebimentos  das  propinas;    os pagamentos altíssimos por serviços  não realizados;  as lágrimas pela fome implacável que vitima inúmeras famílias; as escolas inóspitas e desestruturadas na oferta do conhecimento; as dores  pelas  mortes que poderiam ser evitadas nos corredores fétidos dos hospitais; os olhares  indiferentes para com nossos indígenas; os  desvios de milhões de reais enviados aos bancos no exterior;  os pés doloridos dos  que dormem nas frias calçadas e da  insegurança que ronda as ruas e amedronta.  Após o clamor popular e aprovação aos  ditames da ficha limpa, se faz mister que a mesma seja posta em prática, de forma imediata e em toda sua abrangência e  plenitude. Se assim não  acontecer, nos  tornará mais notório que, o lado podre da política conseguiu  acomodar os outros Poderes em sua algibeira; colocando como praticável apenas o que interessa aos seus propósitos. Não podemos nem devemos permitir que  pessoas  usurpem  os nossos valores e permaneçam  ditando ordens. De há muito, nos imbuímos  de esperanças  e almejamos  o pátrio soerguimento ético. O destino da Nação, se encontra  na nossa  dignidade, quando estivermos diante das urnas.  A Nação somos  nós !
                                                              Marcelo Ronadson Costa
                                                                  Coronel  PMAL da R/R
                                                                     Membro da   A.A.I.                                      

terça-feira, 2 de setembro de 2014

FALÊNCIA DOS ÓRGÃOS

       A maléfica corrupção que há muitos anos grassa o Brasil e, atualmente, de maneira explicitamente desenfreada, continua a contaminar outras instituições brasileiras. Estas, outrora consideradas ilibadas. Vejamos os fatos trazidos ao conhecimento público, através da mídia : O Serviço Social da Indústria ( SESI) cuja atual direção se mostra subalterna ao Governo Federal, se omite em respeito às mazelas ali perpetradas. O SESI possui uma agência na cidade de São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo, onde casos escabrosos foram descobertos e nos envergonham. São bandalheiras que chegamos a imaginar surrealistas. Na agência em tela, uma tal de Marlene da Silva, aconchegada dos governantes de plantão, foi agraciada com vencimentos mensais de R$ 13.500,00 (Treze mil e quinhentos reais); o mesmo acontecendo com Márcia Cunha, ex- esposa de um deputado federal envolvido no processo do mensalão do PT. Ela, foi contemplada com “apenas” R$ 22.000,00 ( Pasmem! Vinte e dois mil reais ) a cada mês. São vísceras necrosadas entre tantas outras ora existentes.
       A Petrobrás, empresa que dignifica os brasileiros, anda atolada num pântano petrolífero que chega a nos amedrontar. A Operação Lava- Jato, realizada pela Polícia Federal, após minuciosas investigações, descobriu o germe danoso nas entranhas da própria empresa ; daí, indiciando o ex- Diretor da área de abastecimento e outros funcionários, como (in)responsáveis pelo desvio dos BILHÕES de reais que escorreram pelas veias da moribunda. Entrementes, vários diretores da PETROS, fundo de pensão da Petrobrás, são acusados de receberem vultosas quantias das mãos de conhecido doleiro; para realização de cirurgias obscuras e nocivas à saúde financeira de um patrimônio nacional.
       Outrossim, lamentamos o envolvimento da Cruz Vermelha Brasileira , que mesmo tendo 150 anos de trabalho em favor de milhões de brasileiros e brasileiras, tenha também se quedado aos “mal feitos”. Sob o sangue vermelho , jazem quase 200 milhões de reais em transfusões acontecidas nos estados do Maranhão, Ceará e na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro. A Federação Internacional da Cruz Vermelha, já deu “um puxão de orelha” no Governo Federal; exigindo respeitosamente, os esclarecimentos devidos. Não esqueçamos que o nome e o conceito dos Correios foram jogados à sarjeta, bem abaixo dos membros inferiores; deixando-nos um gosto amargo de fel.

       Com certeza, num diagnóstico pais apurado, inúmeros órgãos “contaminados” serão conhecidos; pois, a hemorragia continuada, pode não ter antídoto. Vários “Correios”, “Sesi”, “Cruz Vermelha” e “Petrobrás”, já corroídos pela ação do vício espúrio que maltrata, nos anunciam a marcha fúnebre. A Controladoria Geral da União (CGU) que, tem o dever de
fiscalizar a aplicação do dinheiro público, se transformou num coração que não mais pulsa. Porém, urge que procedimentos profiláticos sejam adotados , ao tempo em que se extirpem os vermes que envenenam o corpo desse gigante que adormece !

A GUERRA PRIMEIRA

       Os disparos de arma de fogo ouvidos em 28 de junho de 1914(algumas publicações trazem 28 de julho ) em Sarajevo, foram verdadeiramente os primeiros da I Guerra mundial. Naquela manhã, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono Austro-Húngaro , sua esposa Sofia e grande comitiva, desfilavam alegres e despreocupadamente em carro aberto, sendo saudados pela multidão. Inesperadamente, uma bomba foi arremessada sobre o automóvel e, logo após, soaram dois tiros. O primeiro atingiu o pescoço do arquiduque e o segundo atingiu o abdômen de Sofia .As mortes foram quase imediatas. Os atiradores foram feitos prisioneiros e identificados como integrantes do movimento denominado “A jovem Bósnia”. Seus nomes eram Gavrilo Princip e Nedeljko Cabrinovic. Em Viena, o governo Austro- Húngaro responsabilizou a Sérvia pelas mortes , exigindo a captura dos demais membros da facção criminosa e a imediata dissolução desse e de qualquer outro movimento anárquico em atividade. Comentava-se que a facção terrorista “Mão negra”, liderada pelo professor Danilo Ilic , dera todo o suporte necessário às ações do ataque. Outros estudiosos, asseguram que o assassinato do arquiduque envolve uma teia de acontecimentos que ocorriam, envolvendo fatos econômicos, políticos, sociais e raciais. Porém, a resposta não foi convincente, ensejando o término das relações diplomáticas e, de imediato, a guerra declarada entre os dois Países. Posteriormente, a Rússia se mobilizou em defesa da Sérvia, recebendo o apoio da França , Grã-Bretanha e Estados Unidos; enquanto a Alemanha , Itália , Bélgica, Nova Zelândia, Polônia, Romena, Canadá, Portugal, Japão e Índia, se aliaram ao império Austro- Húngaro , oficializando oposição ao Governo Russo. No final do mês de agosto do mesmo ano, a Europa se encontrava em guerra.

       Ao todo, trinta e dois Países se envolveram na Guerra. Registrou-se mais de 10 milhões de mortos e o dobro de feridos. Os gastos financeiros chegaram a quase 200 milhões de dólares; em valores da época. Foram vários combates, com a utilização de metralhadoras, navios, aviões e armas químicas, a exemplo do gás mostarda. Gavrilo e Cabrinovic foram condenados ,recendo a pena de 20 anos; cada um. Porém, ambos morreram na prisão, antes do término da própria guerra que eles , sem imaginar a dimensão dos seus atos, motivaram. Houve condenações mais brandas; enquanto o líder Ilic foi condenado à morte. Era também o fim do domínio europeu e o começo da ascensão dos Estados Unidos da América. O conflito findou em 1918, mudando os rumos do mundo. Hoje, cabe aos líderes mundiais , não esquecerem as angustias, os desesperos, a destruição de cidades inteiras, a interrupção de jovens vidas e sonhos destruídos, a dilaceração de inúmeros laços familiares, os órfãos e viúvas que permaneceram a esmo e a infelicidade de enterrar os mortos.Hoje, cabe a cada um de nós,
olharmos aos céus e ,na quietude do espírito, rogar que o sentimento de união seja mais forte e permaneça duradouro ; na afirmação da paz que todos nós desejamos !

terça-feira, 5 de agosto de 2014

OS SETE GOLS DA VOLKS

       A Copa do Mundo de futebol, disputada em nosso País, nos trouxe uma amarga realidade, ou seja, o futebol se nivelou por baixo. As trinta e duas seleções participantes nos apresentaram jogos enfadonhos e, por vezes, sonolentos. Durante os noventa minutos, as jogadas se sucediam em lances previsíveis , com trocas de passes miúdos e sem objetividade para o gol adversário; salvo honrosas exceções. Os números dos tentos marcados , se deve mais à fragilidade das defesas do que propriamente aos ataques avassaladores das equipes. Chegamos a observar, quando um jogador atacante, de posse da bola após a linha do meio de campo e, ao se sentir cercado pelos defensores contrários, atrasar a pelota para o seu próprio goleiro. Então, inicia-se tudo de novo; outra vez e novamente. Teimo em imaginar que, algum treinador da modalidade do antigo futebol de salão (atualmente, futsal), em alguma parte do mundo, tenha introduzido o esquema tático da modalidade ,para o futebol de campo. Os esquemas adotados, antes distintos, agora se assemelham. Transformou-se num jogo de paciência. Perdeu a maestria de nos maravilhar. Comentar mais precisamente acerca da nossa seleção (!), lamentamos os espetáculos ridículos, em vexames consecutivos e vencendo as partidas após tamanha dramaticidade. Assim, as dúvidas começaram a nos rondar, na mesma proporção que temíamos o insucesso que se avizinhava . Em cada prélio, a apresentação ridícula. Pode ser que o colorido dos estádios e a emoção de se encontrar sentado nas arquibancadas, tenham o poder de oferecer ao torcedor instantes de uma beleza ilusória. A realidade era bem diferente.
       Comentar os acontecimentos do jogo contra a seleção da Alemanha, é desnecessário. Milhões de opiniões já foram emitidas , em dissertações objetivas , destrutivas ou nos “achismos” subjetivos. Porém, tecer criticas após as derrotas é mais fácil para os oportunistas de plantão.Mesmo no menor espaço de tempo que a irracionalidade nos permite, jamais sonharíamos tal pesadelo. A derrota foi simplesmente humilhante. Lamentamos que os jogadores que participaram dessa fatídica campanha esportiva, carreguem consigo o estigma da maior goleada sofrida pelo escrete verde e amarelo. Eles não são os únicos culpados. E os principais, onde se esconderam...?. Nunca é demais ressaltar as Copas futebolísticas de 1958,1962 e a de 1970, no México, onde nos sagramos tri campeões mundiais. Foram espetáculos esportivos reunindo atletas possuidores de acentuado nível técnico, com esmero trato com a pelota, toques sutis, dribles maravilhosos, tabelinhas e jogadas que chegavam à perfeição. O coroamento no momento sublime que vinha com o gol marcado.Equipes formadas por verdadeiros craques e autênticos patriotas; em lutas renhidas pelas cores do nosso Brasil. O nosso Hino à Bandeira, traz: ”Sobre a imensa Nação Brasileira,nos momentos de festa ou de dor, paira sempre a sagrada Bandeira...Querido símbolo da Terra, da amada Terra do Brasil “. Procuremos ressurgir das cinzas !

PALMAS PARA AS PALMADAS

       Originária do Projeto de lei 7672/2010 e, após quatro anos de enfadonhos debates, ocupantes do Congresso Nacional aprovaram a famigerada “Lei da Palmada”. Esta, traz em seu bojo : “ A criança e o adolescente têm direito de serem educados sem castigos físicos que provoquem dor ou lesão, nem tratamento cruel ou degradante, que ocorre quando o pai ameaça ou humilha o filho “. A presente Lei, foi elaborada e colocada na vitrine apenas como palanque político eleitoreiro, estando recheada de critérios subjetivos e nada acrescentando à legislação existente. Talvez, seja a única resposta que nossos representantes encontraram para solucionar os fatos absurdos que se registram DIARIAMENTE contra as crianças e os adolescentes em solo nacional. A Constituição Federal , que não é cumprida, e o Estatuto da Criança e do adolescente (ECA), que na realidade se tornou letras mortas; já tratam do assunto. Ao nominá-la de “lei do menino Bernardo”, numa alusão ao menor recentemente assassinado pelo próprio pai e a madrasta, o Poder Legislativo e o Governo se acumpliciam ao querer igualar palmadas corretivas com crimes brutais. Tal comparação, é de um absurdo grotesco. Não devemos esquecer que foi a omissão de um juiz e do conselho titular que concorreu para o desfecho do crime em questão; entre tantos outros acontecidos. A Lei da Palmada visa penalizar os pais ou responsáveis quanto ao modo de educar seus pimpolhos. É o Estado adentrando numa esfera que não lhe diz respeito, em nefasta interferência numa questão privada. Aos pais cabe o primordial dever de impor os primeiros limites aos filhos. A escola ou o Governo não deve ditar as normas de como devemos educar e proceder em família, mui principalmente, no momento que ora vivenciamos, onde a escola pública não educa , a Polícia não sabe lidar com os menores e o Estado não os protege. Porém, sabemos que, ao existir as agressões físicas ou atos que ferem os direitos individuais da pessoa, o Estado deve intervir. Sabendo-se que os órgãos criados para a proteção da criança e do adolescente, a exemplo dos Conselhos Tutelares, que nada fiscalizam, a presente Lei torna-se inócua e irrelevante. Nesse campo de atuação, os Governos Federal, Estaduais e Municipais deviam reconhecer suas inércias. As mudanças culturais de um povo, quando introduzidas por decisões politiqueiras, tendem ao fiasco e ao sarcasmo popular. Não é preciso possuir título de sociólogo para proceder tal afirmação.
       Nas palmadas corretivas, a intenção é corrigir um comportamento inadequado socialmente ou ao mau comportamento. Não existem estudos científicos com afirmações que tais correções gerem sequelas ou traumas psicológicos. A preocupação que devíamos ter é com as centenas de menores encarcerados nas masmorras brasileiras; o vergonhoso turismo sexual que violenta meninas e meninos e as drogas que os transformam em zumbis errantes . Necessitamos de ações objetivas e menos discursos, passando a oferecer dignas prestações de serviços nos setores da educação, saúde, segurança e moradia; entre outros pilares básicos do desenvolvimento humano. As palavras “Vinde a Mim as crianças” ainda são desconhecidas ou ignoradas nos salões palacianos.

O MEDO DE VIVER

       Durante a vida, em diversos momentos desfrutamos da alegria e, quando em vez, a tristeza cruza nossos caminhos. Do mesmo modo, como as lágrimas e os sorrisos se alternam em cada um de nós, também temos o medo como uma das emoções que nos envolvem. Sentir medo é normal. É uma reação natural do ser humano e, por incrível que pareça, ele nos protege ,ao alertar sobre possíveis perigos que se aproximam. Sempre convivemos com tais sentimentos, desde ao nos perceber como ser pensante. Porém, nos últimos anos, o famigerado lado podre dos direitos humanos preconiza os atos marginais, em detrimento às consequências sofridas pelas pessoas vitimadas por essa selvageria crescente. Hoje, o sentimento de medo é uma constante em cada trabalhador e trabalhadora do nosso País. O vergonhoso clima de insegurança que se espalhou e já predomina, pode se transformar numa neurose coletiva. A população se mostra tão inquieta e assustada que, um mal imaginário, tem o poder de causar calafrios da mesma maneira que um perigo real; prestes a acontecer. Como exemplo, podemos citar o fato de estarmos dirigindo automóvel no horário noturno e o semáforo nos impõe parar, todos nós desobedeceremos a legalidade de trânsito , por nos sentirmos desprotegidos e, colocaremos nossa salvaguarda em primeiro lugar; ultrapassando o sinal vermelho. Também, o direito de ir e vir , já se transformou em temeroso desafio.
       É o pavor sobrepujando os sorrisos e as lágrimas naturais, que antes afloravam nossas faces. O crime organizado dita as regras do conviver. A sociedade obedece. E a lei se omite. Vivemos os mais profundos estágios da incompetência e da falta de autoridade, desvalores ora tão presentes em nossa República Federativa. Não devemos aceitar que notícias e fatos escabrosos continuem sendo expostos pela mídia nacional, enquanto a impunidade segue em paralelo, nos explicitando o “nada se pode fazer”. Não temos como aquilatar a queima de ônibus em plena via pública, mulheres que são mortas através de linchamentos, interdições de rodovias por quaisquer motivos e ações nefastas de pretensos justiceiros. Incrédulos, ante a situação reinante, permanecemos à própria sorte ( ou azar ) dos futuros acontecimentos. Outrossim, tememos que os limites da atual desordem social sejam ultrapassados, gerando em inúmeras pessoas o que denominamos como fobia, ou seja, o medo desmedido e exacerbado. Sabemos que diversas são as fobias, entre elas, a de viajar de avião, de lugares escuros, de elevador, de altura, de lugares fechados e, até mesmo, de ver uma simples barata aos pés. São aversões originadas de traumas anteriores e que podem ser revividas em circunstâncias pontuais. Porém, o existir é contínuo. Urge que medidas drásticas e de caráter efetivo sejam postas em práticas, no objetivo de evitarmos a crueldade do estado anárquico que se aproxima. Não temos mais escolha !

ANÔNIMAS HEROINAS

       Um sábio queria descobrir qual a melhor descrição à pergunta “O que é ser mãe?” . Uma das respostas foi “Ser mãe é simplesmente ser mãe; não há palavras”. No último dia 11 do corrente mês, celebramos o dia das mães. Nesta data, todos se irmanam aos versos queridos e cantados, que dizem :” Em cada mulher que a terra criou, um traço de Deus, Maria deixou ...”. Sabemos que Deus é AMOR e, desde os primórdios dos tempos Cristãos até nossos dias, esse amor é simbolizado pela palavra MÃE. Em nosso idioma, por sua sublimidade, o vocábulo mãe não tem rima; a despeito das tentativas dos poetas, em suas prosas e versos. Nós, que integramos o Terço dos Homens, somos agradecidos por termos a Maria Santíssima venerada como MÃE RAINHA, Três vezes admirável. Mãe, porque ela nos foi dada pelo próprio Cristo; Rainha, porque é mãe de Cristo, o Rei do Universo e três vezes admirável por ser filha do Pai, mãe do Filho e esposa fidelíssima do Espírito Santo. E, em sua imagem, Jesus se encontra em seus braços fraternos. Mãe e filhos formam um binômio sacrossanto. Basta relembrarmos o diálogo existente no Evangelho de São João, entre mãe e Filho, quando da passagem Bíblica da Bodas de Caná. Aquele instante , se percebe e se traduz, de como aquela que gera a vida , pode conhecer o fruto do seu ventre, no mais íntimo do Ser. Maria tinha a clara consciência que chegara o momento de Jesus realizar o primeiro milagre. E a maravilha realmente aconteceu.
       Todas as mães são incrivelmente felizes ao perdoar; naturalmente espontâneas ao se doar e, em algumas oportunidades , ao defender seus rebentos, se tornam indefesas. Noutras ocasiões, o seu chorar, a encontra solitária. Não devemos esquecer a fábula “A coruja e a águia”, do escritor francês La Fontaine. Nela, a coruja pede para a águia não comer seus filhotes, exaltando-os como os mais belos do reino animal. Porém, no outro dia, ao voltar ao ninho, a coruja o encontra vazio, pois as suas crias tinham sido comidas pela águia; que não percebera nos pequeninos animais, a beleza que fora descrita pela mãe coruja. O mesmo acontece na humanidade. Para cada mãe , seus filhos não têm imperfeições. Num alento para os filhos e filhas, órfãos maternos, eis uma nova chance de presenteá-las. Seja recordando as saudáveis lembranças vividas em família ou elevando preces aos céus. Não se envergonhe se uma lágrima lhe rolar à face; logo um sorriso lhe aflorará aos lábios, na certeza de que os dias prazerosos do passado superam a dor da saudade. Então, você dirá consigo mesmo “ Ah! Mãe, mais uma vez, a senhora me enleva e me conforta “. Na nossa fé, repousa a confirmação de que cada uma delas permanece diariamente ao lado de quem ama. Devemos acrescentar que, a mulher ao se tornar vovó, renova suas emoções de forma e modo diferentes , pois, a vovó é duplamente mãe. Para todas essas valorosas mulheres, como num canto coral, eis que as vozes se unem , abençoando o “Feliz dia das mães “.