Durante a vida, em diversos momentos desfrutamos da
alegria e, quando em vez, a tristeza cruza nossos caminhos. Do mesmo
modo, como as lágrimas e os sorrisos se alternam em cada um de nós,
também temos o medo como uma das emoções que nos envolvem. Sentir medo é
normal. É uma reação natural do ser humano e, por incrível que pareça,
ele nos protege ,ao alertar sobre possíveis perigos que se aproximam.
Sempre convivemos com tais sentimentos, desde ao nos perceber como ser
pensante. Porém, nos últimos anos, o famigerado lado podre dos direitos
humanos preconiza os atos marginais, em detrimento às consequências
sofridas pelas pessoas vitimadas por essa selvageria crescente.
Hoje, o sentimento de medo é uma constante em cada trabalhador e
trabalhadora do nosso País. O vergonhoso clima de insegurança que se
espalhou e já predomina, pode se transformar numa neurose coletiva. A
população se mostra tão inquieta e assustada que, um mal imaginário,
tem o poder de causar calafrios da mesma maneira que um perigo real;
prestes a acontecer. Como exemplo, podemos citar o fato de estarmos
dirigindo automóvel no horário noturno e o semáforo nos impõe parar,
todos nós desobedeceremos a legalidade de trânsito , por nos sentirmos
desprotegidos e, colocaremos nossa salvaguarda em primeiro lugar;
ultrapassando o sinal vermelho. Também, o direito de ir e vir , já se
transformou em temeroso desafio.
É o pavor
sobrepujando os sorrisos e as lágrimas naturais, que antes afloravam
nossas faces. O crime organizado dita as regras do conviver. A
sociedade obedece. E a lei se omite. Vivemos os mais profundos estágios
da incompetência e da falta de autoridade, desvalores ora tão
presentes em nossa República Federativa. Não devemos aceitar que
notícias e fatos escabrosos continuem sendo expostos pela mídia
nacional, enquanto a impunidade segue em paralelo, nos explicitando o
“nada se pode fazer”. Não temos como aquilatar a queima de ônibus em
plena via pública, mulheres que são mortas através de linchamentos,
interdições de rodovias por quaisquer motivos e ações nefastas de
pretensos justiceiros. Incrédulos, ante a situação reinante,
permanecemos à própria sorte ( ou azar ) dos futuros acontecimentos.
Outrossim, tememos que os limites da atual desordem social sejam
ultrapassados, gerando em inúmeras pessoas o que denominamos como
fobia, ou seja, o medo desmedido e exacerbado. Sabemos que diversas são
as fobias, entre elas, a de viajar de avião, de lugares escuros, de
elevador, de altura, de lugares fechados e, até mesmo, de ver uma
simples barata aos pés. São aversões originadas de traumas anteriores
e que podem ser revividas em circunstâncias pontuais. Porém, o existir
é contínuo. Urge que medidas drásticas e de caráter efetivo sejam
postas em práticas, no objetivo de evitarmos a crueldade do estado
anárquico que se aproxima. Não temos mais escolha !
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