A Copa do Mundo de futebol, disputada em nosso País, nos
trouxe uma amarga realidade, ou seja, o futebol se nivelou por baixo. As
trinta e duas seleções participantes nos apresentaram jogos enfadonhos
e, por vezes, sonolentos. Durante os noventa minutos, as jogadas se
sucediam em lances previsíveis , com trocas de passes miúdos e sem
objetividade para o gol adversário; salvo honrosas exceções. Os números
dos tentos marcados , se deve mais à fragilidade das defesas do que
propriamente aos ataques avassaladores das equipes. Chegamos a
observar, quando um jogador atacante, de posse da bola após a linha do
meio de campo e, ao se sentir cercado pelos defensores contrários,
atrasar a pelota para o seu próprio goleiro. Então, inicia-se tudo de
novo; outra vez e novamente. Teimo em imaginar que, algum treinador da
modalidade do antigo futebol de salão (atualmente, futsal), em alguma
parte do mundo, tenha introduzido o esquema tático da modalidade ,para o
futebol de campo. Os esquemas adotados, antes distintos, agora se
assemelham. Transformou-se num jogo de paciência. Perdeu a maestria de
nos maravilhar. Comentar mais precisamente acerca da nossa seleção
(!), lamentamos os espetáculos ridículos, em vexames consecutivos e
vencendo as partidas após tamanha dramaticidade. Assim, as dúvidas
começaram a nos rondar, na mesma proporção que temíamos o insucesso
que se avizinhava . Em cada prélio, a apresentação ridícula. Pode ser
que o colorido dos estádios e a emoção de se encontrar sentado nas
arquibancadas, tenham o poder de oferecer ao torcedor instantes de uma
beleza ilusória. A realidade era bem diferente.
Comentar
os acontecimentos do jogo contra a seleção da Alemanha, é
desnecessário. Milhões de opiniões já foram emitidas , em dissertações
objetivas , destrutivas ou nos “achismos” subjetivos. Porém, tecer
criticas após as derrotas é mais fácil para os oportunistas de
plantão.Mesmo no menor espaço de tempo que a irracionalidade nos
permite, jamais sonharíamos tal pesadelo. A derrota foi simplesmente
humilhante. Lamentamos que os jogadores que participaram dessa fatídica
campanha esportiva, carreguem consigo o estigma da maior goleada
sofrida pelo escrete verde e amarelo. Eles não são os únicos culpados. E
os principais, onde se esconderam...?. Nunca é demais ressaltar as
Copas futebolísticas de 1958,1962 e a de 1970, no México, onde nos
sagramos tri campeões mundiais. Foram espetáculos esportivos reunindo
atletas possuidores de acentuado nível técnico, com esmero trato com a
pelota, toques sutis, dribles maravilhosos, tabelinhas e jogadas que
chegavam à perfeição. O coroamento no momento sublime que vinha com o
gol marcado.Equipes formadas por verdadeiros craques e autênticos
patriotas; em lutas renhidas pelas cores do nosso Brasil. O nosso Hino à
Bandeira, traz: ”Sobre a imensa Nação Brasileira,nos momentos de festa
ou de dor, paira sempre a sagrada Bandeira...Querido símbolo da Terra,
da amada Terra do Brasil “. Procuremos ressurgir das cinzas !
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