terça-feira, 5 de agosto de 2014

OS SETE GOLS DA VOLKS

       A Copa do Mundo de futebol, disputada em nosso País, nos trouxe uma amarga realidade, ou seja, o futebol se nivelou por baixo. As trinta e duas seleções participantes nos apresentaram jogos enfadonhos e, por vezes, sonolentos. Durante os noventa minutos, as jogadas se sucediam em lances previsíveis , com trocas de passes miúdos e sem objetividade para o gol adversário; salvo honrosas exceções. Os números dos tentos marcados , se deve mais à fragilidade das defesas do que propriamente aos ataques avassaladores das equipes. Chegamos a observar, quando um jogador atacante, de posse da bola após a linha do meio de campo e, ao se sentir cercado pelos defensores contrários, atrasar a pelota para o seu próprio goleiro. Então, inicia-se tudo de novo; outra vez e novamente. Teimo em imaginar que, algum treinador da modalidade do antigo futebol de salão (atualmente, futsal), em alguma parte do mundo, tenha introduzido o esquema tático da modalidade ,para o futebol de campo. Os esquemas adotados, antes distintos, agora se assemelham. Transformou-se num jogo de paciência. Perdeu a maestria de nos maravilhar. Comentar mais precisamente acerca da nossa seleção (!), lamentamos os espetáculos ridículos, em vexames consecutivos e vencendo as partidas após tamanha dramaticidade. Assim, as dúvidas começaram a nos rondar, na mesma proporção que temíamos o insucesso que se avizinhava . Em cada prélio, a apresentação ridícula. Pode ser que o colorido dos estádios e a emoção de se encontrar sentado nas arquibancadas, tenham o poder de oferecer ao torcedor instantes de uma beleza ilusória. A realidade era bem diferente.
       Comentar os acontecimentos do jogo contra a seleção da Alemanha, é desnecessário. Milhões de opiniões já foram emitidas , em dissertações objetivas , destrutivas ou nos “achismos” subjetivos. Porém, tecer criticas após as derrotas é mais fácil para os oportunistas de plantão.Mesmo no menor espaço de tempo que a irracionalidade nos permite, jamais sonharíamos tal pesadelo. A derrota foi simplesmente humilhante. Lamentamos que os jogadores que participaram dessa fatídica campanha esportiva, carreguem consigo o estigma da maior goleada sofrida pelo escrete verde e amarelo. Eles não são os únicos culpados. E os principais, onde se esconderam...?. Nunca é demais ressaltar as Copas futebolísticas de 1958,1962 e a de 1970, no México, onde nos sagramos tri campeões mundiais. Foram espetáculos esportivos reunindo atletas possuidores de acentuado nível técnico, com esmero trato com a pelota, toques sutis, dribles maravilhosos, tabelinhas e jogadas que chegavam à perfeição. O coroamento no momento sublime que vinha com o gol marcado.Equipes formadas por verdadeiros craques e autênticos patriotas; em lutas renhidas pelas cores do nosso Brasil. O nosso Hino à Bandeira, traz: ”Sobre a imensa Nação Brasileira,nos momentos de festa ou de dor, paira sempre a sagrada Bandeira...Querido símbolo da Terra, da amada Terra do Brasil “. Procuremos ressurgir das cinzas !

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