A farsa engendrada pelo Governo Federal e anunciada com loas,
sob às luzes dos holofotes e da grande mídia; começa a ruir. O
programa que se destinava a promover a vinda de médicos
estrangeiros para ofícios nos rincões pobres do nosso solo pátrio,
oferecendo um salto de qualidade e quantidade aos atendimentos na área
da saúde daqueles que residem nessas comunidades. Arquitetado nos
porões dos palácios, mas, sem mudanças em sua estrutura decadente
ou qualquer fiscalização na sua verticalidade hierárquica, o mesmo foi
posto em prática, porém, os vícios continuaram os mesmos. Tal
programa, se mostra claramente como palco de caráter eleitoreiro, sem
qualquer nexo com a melhoria da saúde dos brasileiros e, aos poucos, se
transforma num truque de ilusionismo; onde tudo parece , mas não é.
Sabemos que os conluios internacionais, principalmente em época que
antecede as eleições, ignoram aos preceitos básicos da ética , a
moralidade jurídica e os ditames da legalidade.Nos surpreende como a
Organização Internacional do Trabalho (OIT) e demais Organismos
congêneres, tenham se deixado convencer por tão estapafúrdia
comercialização de pessoais e profissionais; se acumpliciando e não
tomando as providências cabíveis.
No que diz respeito aos
oriundos de Cuba, os mesmos são vigiados 24 horas por dia, numa afronta
ao livre arbítrio, motivando ameaçadora perseguição , a qual fere
frontalmente os direitos individuais. Para esses profissionais, seus
ganhos vencimentais não compensam a rotina de trabalho; numa
exploração análoga ao trabalho escravo, pois, recebem menos que 10%
(dez por cento) do salário que é direito a cada um. Tudo sob os olhares e
a vergonhosa complacência dos plantonistas que estão no poder.
Explicita-se assim, uma posição subalterna de uma republiqueta de
bananas que se mistura ao amargo açúcar e aos embriagantes cachimbos
exportados da “ilha”. Como poderia advir, eis que a médica cubana
Ramona Matos , que trabalhava em um município do estado do Pará,se
desligou do programa e solicitou asilo político para sua permanência em
nosso País. Os médicos Luiz Herrera , Armando Corzo e Anisley Perez ,
oficializaram afastamentos e não estão mais credenciados ; enquanto
Ortélio Guerra,de igual nacionalidade, conseguiu fugir de uma pequena
cidade do interior de São Paulo , localidade onde exercia suas funções e
,já se encontra nos Estados Unidos. Eles se dizem ludibriados pelo
Governo dos Castros e pelo “canto da sereia” vindo de Brasília.
Há poucos dias, o Diário Oficial da União (DOU) publicou que
outros 89 (Oitenta e nove) médicos abandonaram seus postos e
encaminharam documentação ao Ministério da Saúde, versando sobre seus
respectivos desligamentos do famigerado programa . Tal publicação, é
prova inconteste de que algumas “verdades ocultas” ainda virão à
tona, desnudando todo o
arcabouço da tramóia. Os brasileiros
estão carentes de verdadeiros médicos. Não nos satisfaz aqueles apenas
formados em medicina. Apesar de tudo, permanecemos perseverantes.
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