Um sábio queria descobrir qual a melhor descrição à
pergunta “O que é ser mãe?” . Uma das respostas foi “Ser mãe é
simplesmente ser mãe; não há palavras”. No último dia 11 do corrente
mês, celebramos o dia das mães. Nesta data, todos se irmanam aos
versos queridos e cantados, que dizem :” Em cada mulher que a terra
criou, um traço de Deus, Maria deixou ...”. Sabemos que Deus é AMOR e,
desde os primórdios dos tempos Cristãos até nossos dias, esse amor é
simbolizado pela palavra MÃE. Em nosso idioma, por sua sublimidade, o
vocábulo mãe não tem rima; a despeito das tentativas dos poetas, em
suas prosas e versos. Nós, que integramos o Terço dos Homens, somos
agradecidos por termos a Maria Santíssima venerada como MÃE RAINHA,
Três vezes admirável. Mãe, porque ela nos foi dada pelo próprio Cristo;
Rainha, porque é mãe de Cristo, o Rei do Universo e três vezes
admirável por ser filha do Pai, mãe do Filho e esposa fidelíssima do
Espírito Santo. E, em sua imagem, Jesus se encontra em seus braços
fraternos. Mãe e filhos formam um binômio sacrossanto. Basta
relembrarmos o diálogo existente no Evangelho de São João, entre mãe e
Filho, quando da passagem Bíblica da Bodas de Caná. Aquele instante ,
se percebe e se traduz, de como aquela que gera a vida , pode conhecer o
fruto do seu ventre, no mais íntimo do Ser. Maria tinha a clara
consciência que chegara o momento de Jesus realizar o primeiro milagre. E
a maravilha realmente aconteceu.
Todas as mães são
incrivelmente felizes ao perdoar; naturalmente espontâneas ao se doar
e, em algumas oportunidades , ao defender seus rebentos, se tornam
indefesas. Noutras ocasiões, o seu chorar, a encontra solitária. Não
devemos esquecer a fábula “A coruja e a águia”, do escritor francês La
Fontaine. Nela, a coruja pede para a águia não comer seus filhotes,
exaltando-os como os mais belos do reino animal. Porém, no outro dia, ao
voltar ao ninho, a coruja o encontra vazio, pois as suas crias tinham
sido comidas pela águia; que não percebera nos pequeninos animais, a
beleza que fora descrita pela mãe coruja. O mesmo acontece na
humanidade. Para cada mãe , seus filhos não têm imperfeições. Num
alento para os filhos e filhas, órfãos maternos, eis uma nova chance
de presenteá-las. Seja recordando as saudáveis lembranças vividas em
família ou elevando preces aos céus. Não se envergonhe se uma lágrima
lhe rolar à face; logo um sorriso lhe aflorará aos lábios, na certeza
de que os dias prazerosos do passado superam a dor da saudade. Então,
você dirá consigo mesmo “ Ah! Mãe, mais uma vez, a senhora me enleva e
me conforta “. Na nossa fé, repousa a confirmação de que cada uma
delas permanece diariamente ao lado de quem ama. Devemos acrescentar
que, a mulher ao se tornar vovó, renova suas emoções de forma e modo
diferentes , pois, a vovó é duplamente mãe. Para todas essas valorosas
mulheres, como num canto coral, eis que as vozes se unem , abençoando
o “Feliz dia das mães “.
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