terça-feira, 5 de agosto de 2014

ANÔNIMAS HEROINAS

       Um sábio queria descobrir qual a melhor descrição à pergunta “O que é ser mãe?” . Uma das respostas foi “Ser mãe é simplesmente ser mãe; não há palavras”. No último dia 11 do corrente mês, celebramos o dia das mães. Nesta data, todos se irmanam aos versos queridos e cantados, que dizem :” Em cada mulher que a terra criou, um traço de Deus, Maria deixou ...”. Sabemos que Deus é AMOR e, desde os primórdios dos tempos Cristãos até nossos dias, esse amor é simbolizado pela palavra MÃE. Em nosso idioma, por sua sublimidade, o vocábulo mãe não tem rima; a despeito das tentativas dos poetas, em suas prosas e versos. Nós, que integramos o Terço dos Homens, somos agradecidos por termos a Maria Santíssima venerada como MÃE RAINHA, Três vezes admirável. Mãe, porque ela nos foi dada pelo próprio Cristo; Rainha, porque é mãe de Cristo, o Rei do Universo e três vezes admirável por ser filha do Pai, mãe do Filho e esposa fidelíssima do Espírito Santo. E, em sua imagem, Jesus se encontra em seus braços fraternos. Mãe e filhos formam um binômio sacrossanto. Basta relembrarmos o diálogo existente no Evangelho de São João, entre mãe e Filho, quando da passagem Bíblica da Bodas de Caná. Aquele instante , se percebe e se traduz, de como aquela que gera a vida , pode conhecer o fruto do seu ventre, no mais íntimo do Ser. Maria tinha a clara consciência que chegara o momento de Jesus realizar o primeiro milagre. E a maravilha realmente aconteceu.
       Todas as mães são incrivelmente felizes ao perdoar; naturalmente espontâneas ao se doar e, em algumas oportunidades , ao defender seus rebentos, se tornam indefesas. Noutras ocasiões, o seu chorar, a encontra solitária. Não devemos esquecer a fábula “A coruja e a águia”, do escritor francês La Fontaine. Nela, a coruja pede para a águia não comer seus filhotes, exaltando-os como os mais belos do reino animal. Porém, no outro dia, ao voltar ao ninho, a coruja o encontra vazio, pois as suas crias tinham sido comidas pela águia; que não percebera nos pequeninos animais, a beleza que fora descrita pela mãe coruja. O mesmo acontece na humanidade. Para cada mãe , seus filhos não têm imperfeições. Num alento para os filhos e filhas, órfãos maternos, eis uma nova chance de presenteá-las. Seja recordando as saudáveis lembranças vividas em família ou elevando preces aos céus. Não se envergonhe se uma lágrima lhe rolar à face; logo um sorriso lhe aflorará aos lábios, na certeza de que os dias prazerosos do passado superam a dor da saudade. Então, você dirá consigo mesmo “ Ah! Mãe, mais uma vez, a senhora me enleva e me conforta “. Na nossa fé, repousa a confirmação de que cada uma delas permanece diariamente ao lado de quem ama. Devemos acrescentar que, a mulher ao se tornar vovó, renova suas emoções de forma e modo diferentes , pois, a vovó é duplamente mãe. Para todas essas valorosas mulheres, como num canto coral, eis que as vozes se unem , abençoando o “Feliz dia das mães “.

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