O 15 de novembro se tornou uma data duplamente festiva.
Primeiro, pela anunciada República feita por Deodoro e uma plêiade de
bravos brasileiros, que fizeram ruir o Império.Agora, pela prisão dos
maiores trapaceiros das últimas décadas; quando políticos,
funcionários públicos, empresários e órgãos diversos, se integraram numa
nefasta quadrilha que agia nos gabinetes atapetados de Brasília; com o
beneplácito da “estrela vermelha”. Sob o comando do então
ministro-chefe da Casa Civil do Governo Federal, do tesoureiro e do
presidente do Partido dos Trabalhadores, eles urdiram o plano de compra
e venda de consciências e,cooptaram corruptos e corruptores; para
alcance dos objetivos comuns. Era o início dos mais espúrios conchavos;
mensalmente reciclados. Iniciado no Governo passado, o lodaçal que
invadia a “ilha da fantasia”,teimava em continuar agindo livremente. Tão
logo descobertos, a sociedade passou a exigir ações imediatas do
judiciário e daqueles que fiscalizam o trato com o bem público .Iniciada
a peça processual, na conhecida “ Ação Penal 470 “ que se arrasta por
longos anos, a despeito das prisões ora impostas a alguns facínoras.
Alguns verecditos ainda não foram anunciados. Enfim, julgados e
condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foram levados às celas
da Polícia Federal, locais que mais se adequam aos seus atos nocivos.
Na oportunidade, cada “mensaleiro” tentou se travestir de “preso
político”, quando ensaiou mais demonstrações ridículas dos seus atos; a
exemplo de, repentinamente, se transformar num quase moribundo, para
cumprir prisão no luxuoso apartamento da filha ou conseguir emprego(!)
em um hotel de cinco estrelas.
Numa volta ao passado,
podemos afirmar que a Anistia ampla e geral, motivou o retorno de
vários idealistas ilustres, mas também, uma corja de falsos
guerrilheiros, que se aproveitaram e se aproveitam de um título que não
merecem nem respeitam. Documentos nos asseveram que, alguns daqueles que
se titulam “lutadores pela Pátria”, conquistaram a liberdade em troca
das delações feitas, no ato de trair “ os companheiros” que estavam ao
seu lado. Ao chegarem ao Brasil, as palavras honra e moral ficaram
para trás. Sob a roupagem de heróis, muitos se ombrearam no sentido de
recuperar o tempo perdido, ludibriando as esperanças de milhões de
pessoas que neles acreditaram. Daí, a formação de um partido eleitoral,
os embates das idéias, até o alcance da esperada vitória nas
urnas.Poucos meses após, como novos donos do bastão de mando, usando dos
mais engenhosos artifícios, iniciaram a busca desenfreada ao
ouro,mormente ao elevar a corrupção como o principal lema; como a
bestificar a sociedade brasileira. Ao povo, restava o circo e o pão. O
Supremo Tribunal Federal deve prosseguir altaneiro e incólume às
armadilhas dos salteadores e de
setores da mídia nacional; não
se deixando ludibriar e fazendo valer a imposição dos Códigos. A paz
vivida por um País, é fruto da justa justiça que ali se pratica.
Hoje, mais que ontem, como cidadãos e cidadãs, devemos premiar ou
punir conceitos de valores. Amanhã, mais que hoje, sejamos
verdadeiramente iguais diante dos ditames da Lei.
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