terça-feira, 5 de agosto de 2014

A PROCLAMAÇÃO DOS RÉUS PÚBLICOS

       O 15 de novembro se tornou uma data duplamente festiva. Primeiro, pela anunciada República feita por Deodoro e uma plêiade de bravos brasileiros, que fizeram ruir o Império.Agora, pela prisão dos maiores trapaceiros das últimas décadas; quando políticos, funcionários públicos, empresários e órgãos diversos, se integraram numa nefasta quadrilha que agia nos gabinetes atapetados de Brasília; com o beneplácito da “estrela vermelha”. Sob o comando do então ministro-chefe da Casa Civil do Governo Federal, do tesoureiro e do presidente do Partido dos Trabalhadores, eles urdiram o plano de compra e venda de consciências e,cooptaram corruptos e corruptores; para alcance dos objetivos comuns. Era o início dos mais espúrios conchavos; mensalmente reciclados. Iniciado no Governo passado, o lodaçal que invadia a “ilha da fantasia”,teimava em continuar agindo livremente. Tão logo descobertos, a sociedade passou a exigir ações imediatas do judiciário e daqueles que fiscalizam o trato com o bem público .Iniciada a peça processual, na conhecida “ Ação Penal 470 “ que se arrasta por longos anos, a despeito das prisões ora impostas a alguns facínoras. Alguns verecditos ainda não foram anunciados. Enfim, julgados e condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foram levados às celas da Polícia Federal, locais que mais se adequam aos seus atos nocivos. Na oportunidade, cada “mensaleiro” tentou se travestir de “preso político”, quando ensaiou mais demonstrações ridículas dos seus atos; a exemplo de, repentinamente, se transformar num quase moribundo, para cumprir prisão no luxuoso apartamento da filha ou conseguir emprego(!) em um hotel de cinco estrelas.
       Numa volta ao passado, podemos afirmar que a Anistia ampla e geral, motivou o retorno de vários idealistas ilustres, mas também, uma corja de falsos guerrilheiros, que se aproveitaram e se aproveitam de um título que não merecem nem respeitam. Documentos nos asseveram que, alguns daqueles que se titulam “lutadores pela Pátria”, conquistaram a liberdade em troca das delações feitas, no ato de trair “ os companheiros” que estavam ao seu lado. Ao chegarem ao Brasil, as palavras honra e moral ficaram para trás. Sob a roupagem de heróis, muitos se ombrearam no sentido de recuperar o tempo perdido, ludibriando as esperanças de milhões de pessoas que neles acreditaram. Daí, a formação de um partido eleitoral, os embates das idéias, até o alcance da esperada vitória nas urnas.Poucos meses após, como novos donos do bastão de mando, usando dos mais engenhosos artifícios, iniciaram a busca desenfreada ao ouro,mormente ao elevar a corrupção como o principal lema; como a bestificar a sociedade brasileira. Ao povo, restava o circo e o pão. O Supremo Tribunal Federal deve prosseguir altaneiro e incólume às armadilhas dos salteadores e de
setores da mídia nacional; não se deixando ludibriar e fazendo valer a imposição dos Códigos. A paz vivida por um País, é fruto da justa justiça que ali se pratica.

       Hoje, mais que ontem, como cidadãos e cidadãs, devemos premiar ou punir conceitos de valores. Amanhã, mais que hoje, sejamos verdadeiramente iguais diante dos ditames da Lei.

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