Estamos voltando aos tempos da barbárie. Vivemos momentos nos
quais a crueldade humana se mostra de forma mais cruel e animalesca.
Leis ultrapassadas e o não cumprimento dos seus artigos, se acumpliciam
às ações do “Dente por dente, olho Por olho”; impulsionando de modo
célere a sangrenta escalada da criminalidade entre nós. Crescem as
estatísticas,numa visão negativa, dos homicídios, latrocínios, roubos,
furtos, assaltos e escândalos financeiros; envolvendo desde o
meliante freqüentador das páginas policiais, ao famosos engravato das
páginas sociais. Um se esconde no anonimato; o outro desembolsa apenas
irrisória fiança. Sem punição, os fatos se sucedem e a sociedade
parece anestesiada diante tais acontecimentos.Nesse cenário, destacamos
a prisão e o linchamento de um ladrão na “cidade maravilhosa” do Rio
de Janeiro, no bairro do flamengo, zona sul carioca, quando o mesmo foi
deixado despido e amarrado com uma trava de bicicleta a um poste. A
mulher que o socorreu e telefonou para a Polícia, com o objetivo de
terminar tão degradante cena, foi veemente criticada e ameaçada através
das redes sociais .
Dias depois, na cidade de Itajaí,
em Santa Catarina, um malfeitor foi preso por populares e amarrado em
um poste,onde permaneceu por várias horas. Segundo comentários , as
pessoas que passavam pelo local permaneceram indiferentes ante o que
não era mais inusitado. Na mesma semana, na cidade de Belford Roxo, na
baixada fluminense, registrou-se a execução de outro meliante. A
vítima foi trucidada com três tiros na cabeça, numa das vias mais
movimentadas do município, em plena luz do dia e na presença de várias
pessoas.As câmeras postadas em uma loja,filmaram quando um homem desce
do banco carona da moto, se aproxima calmamente da vítima e executa os
disparos. Trazendo a realidade para o nosso rincão e, de acordo com o
Boletim Anual de Estatística Criminal, em Alagoas , durante o ano de
2012, contabilizou-se 2.260 (Por extenso: Dois mil duzentos e
sessenta) homicídios. Nos demais Estados , a desordem não é tão
diferente. Porém, a revolta da população, de há muito contida, por
tantos descalabros na área da segurança e proteção à vida e ao
patrimônio das pessoas ordeiras e trabalhadoras, parece se predispor a
soar mais alto que a erupção de um vulcão. Devemos atentar que casos
semelhantes estão se repetindo com maior freqüência e com tal
radicalismo, que estamos a perder o pouco da civilidade ora ostentada.
Assim, cabe-nos oportuna reflexão sobre o somos individualmente ou no
coletivo. Que caminhos estamos trilhando, quais os que teremos de
percorrer e, onde tais passos nos levarão ? –
Por certo,
nos afastarão dos ensinamentos de Cristo e dos valores em sermos
Cristãos. Muitos corações continuam de pedra e na Idade da Pedra,
mormente, enquanto permanecermos indignos do SENHOR entrar em nossa
morada. Sem dúvida, estamos
perdendo o elo que nos liga aos céus.
Tomara que não. O que nos resta como certeza é de que sem justiça, não
há paz. E, sem paz ...!
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