A situação vivida hoje pelos brasileiros, se compara ao de um
povo nômade, à procura de um lugar acolhedor e que lhe seja seguro, na
busca de paz para viver em família. Há décadas, não temos líderes ( na
verdadeira acepção da palavra)ou alguém que possamos nos espelhar e que
, sirva de guia nos errantes momentos pelos quais estamos vivenciando.
Olhamos aos quatro cantos e não vislumbramos bons exemplos. Estamos à
deriva, rodando em círculos, sem noção do que virá no amanhã.Somos
jogados de um lado para outro, ao sabor dos caprichos de terceiros;
oportunidade, em que perdemos nossa própria identidade. Não sabemos
nossos Direitos , não lutamos por eles e, passivamente, declinamos dos
mesmos. A situação é tão caótica que não nos sentimos representados,
por aqueles que legalmente nos representam. Estamos órfãos de um pulso
forte que comande o barco como um verdadeiro timoneiro, que segure com
firmeza o leme da embarcação, na direção de um porto seguro. Ao
contrário, cada vez mais , percebemos o enorme lodaçal de indignidades
que nos cerca,impedindo o deslizar suave ao sabor dos ventos
promissores. Hoje, as conquistas do pretérito, são vilipendiadas a cada
momento. Quem nos governa, não atenta para a sanha avassaladora da
carga tributária , a inflação galopante,a decadência e as abjetas
prestações dos serviços oferecidos ao povo, os baixos salários pagos
aos cidadãos e cidadãs que fazem o coração deste Brasil pulsar;
indicadores que geram uma procissão de miseráveis . Nossa sociedade,
retrocede diariamente, aos mais rudimentares Índice de Desenvolvimento
Humano (IDH); a despeito de sermos a sétima economia mundial.
Os falsos deuses que mantém o poder de mando, mais se assemelham
aos arautos das más notícias. Não trabalham. Nada produzem. Não nos
honram. Nessa selva de pedra, apenas o futuro ou como enfrentá-lo
,interessa a cada um. É a emblemática afirmativa do “salve-se quem
puder”. O vil metal separa as pessoas, colocando-as nos diversos
patamares sociais, no torpe pressuposto de que o joio se encontra entre
os pobres e excluídos; enquanto o trigo floresce na elite social. Ledo
engano.
Estão distantes os tempos dos nossos heróis e
heroínas, homens e mulheres, ora esquecidos pela subcultura que teima
em não reverenciar as pessoas que lutaram para a consecução de um país
melhor e mais justo. Essa galeria, é composta por vultos de políticos,
militares, cientistas, intelectuais, professores, poetas, médicos,
artistas, escritores e aqueles que saíram do seio do povo, anônimos que
lideraram a busca de ideais. Eles nos ofereceram legados de honradez,
coragem e nacionalismo. Porém, tais legados, ora se atrofiam e tendem a
desaparecer. Resta-nos imitar o filósofo Diógenes, nascido 413 a.C.,
que perambulava pelas ruas de Atenas, em plena luz do dia, com uma
lanterna na mão e que, ao ser perguntado, dizia
que “procurava
um homem”. É assim que também nos encontramos. Estamos sem bússola e o
gigante adormecido ruma ao precipício. Nosso Brasil , no seu todo, se
encontra acéfalo .
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