terça-feira, 5 de agosto de 2014

CINQUENTA ANOS DEPOIS



       No dia 22 de novembro de 1963, às 12:30 horas, o presidente americano John Fritzgerald Kennedy, era assassinado na cidade de Dallas, no estado do Texas.  Naquele momento, ele  se encontrava, juntamente com sua esposa e o governador Texano, no  interior de um carro aberto, pelas ruas do município, sendo saudado por centenas  de pessoas. Canais de TV, repórteres,  jornalistas , o FBI e dezenas de seguranças  acompanhavam o cortejo , que era transmitido em tempo real para milhões de ouvintes. De repente, ouviram-se tiros. Uma primeira  bala atravessou o pescoço de Kennedy e, em fração de segundos, outro projétil lhe arrancava parte da cabeça. JFK foi levado de imediato ao Memorial Hospital. Logo após, um padre foi chamado à sala das emergências , no prévio anúncio da morte divulgada minutos depois.Durante as horas restantes daquela sexta-feira, um número incalculável de pessoas, em todo o planeta, se postou em frente aos seus aparelhos de televisão  e rádio; enquanto era continuamente repetidas as cenas dessa tragédia  inacreditável.Logo é anunciada a prisão de   Lee Oswald,  ex- integrante do Corpo de Fuzileiros, acusado de ter  disparado os tiros que mataram Kennedy, usando um rifle com mira telescópica, do 6* andar de um  edifício de depósito de livros escolares.  Durante os interrogatórios a que foi submetido, o acusado negou veementemente ser o autor do crime. E, como a copiar um filme policial em preto e branco,  de segunda categoria, o pretenso autor do crime que abalou o mundo, é também assassinado a tiros, dois dias após, por Jack Ruby, proprietário de um clube noturno,diante de fotógrafos e agentes federais, ao ser transferido para uma prisão de segurança máxima.Todo o País assistiu ao desenrolar dos fatos diante da televisão. Tudo parecia inverossímil.
          Até os dias de hoje, muitas perguntas ainda se encontram  sem as respostas que possam deslindar  as teorias sobre uma possível conspiração, engendrada nos porões do submundo político,do crime organizado ou  da máfia,que teimavam em  desenvolver seus tentáculos nos Estados Unidos. Muitos livros, documentários, reportagens, palestras, estudos  forenses,filmes e opiniões pessoais, teimam em aceitar como verdade, o resultado apresentado pela Comissão Warren em setembro de 1964, que em 26 volumes, concluiu que Kennedy fora morto por um fanático solitário. Lee Oswald continua a ser um enigma, um personagem de contornos indefinidos, cujas razões para o seu tresloucado gesto nunca foram totalmente explicadas.Um escritor asseverou :”É possível acreditar em quase tudo  que se diga sobe ele; mas, praticamente impossível saber o que é verdade”. Em 1988, numa pesquisa do New YorK Times, 66% (Sessenta e seis por cento)dos americanos disseram acreditar  ter havido uma conspiração. Outros fatos marcantes durante o mandato de John Kennedy, foi seu apoio ao  término dos conflitos raciais  que ali se desenrolavam; o romance que o mesmo mantinha com a exuberante  e famosa atriz Marilyn Monroe e os conflitos da guerra do Vietnã. Assim,longos  anos  nos separam  da perda do carismático  líder mundial e das verdades que se perderam no tempo ! 

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