quinta-feira, 19 de março de 2015

a expressão da liberdade



                A  EXPRESSÃO  DA  LIBERDADE
       A II Guerra Mundial se transformou num filme que não desejamos mais assistir.  O  genocídio de milhares de seres humanos  em câmaras de gás e o fuzilamento coletivo de prisioneiros nos campos de concentração, mostraram a animalidade humana. O campo de Auschwitz, se tornou o  nome-símbolo do holocausto de milhões de judeus, patrocinado pelos  oficiais nazistas. São sete décadas de tristes  memórias , inseridas nas páginas da história . Lamentavelmente, mais uma vez, a intolerância religiosa se apóia no radicalismo da fé cega, para o cometimento de atrocidades e assassinatos de pessoas. Os fatos registrados  na cidade de Paris, praticados por dois jovens irmãos terroristas e um cúmplice, nos apresentam a ponta de perigoso “iceberg”;  ainda desconhecido. Invisível  em todo o seu potencial, a montanha de gelo pode colocar à deriva a luta dos inúmeros timoneiros que remam o barco da paz mundial. Sabemos que a tarefa é árdua e, por vezes, com riscos de naufragar; pois,  o diálogo  nos parece algo utópico. Porém,  se permanecermos apenas nos discursos, estaremos rumando ao precipício. As ações perpetradas pelos que promovem o terror, no pretérito e agora, são desenlaces de suas  fantasiosas lucubrações mentais. A sanha que envolve tais extremistas é imaginável  e, do mesmo modo, seus ardilosos  comportamentos. Para tanto, exige-se imediato freio e a retomada do leme. As águas estão revoltas  e a bússola parece não saber apontar o caminho a seguir.Imaginamos que, quando necessário, o lema “Os meios justificam os fins” deve ser posto em prática. Não devemos permitir que as mais diversas  sociedades, permaneçam reféns  de grupos formados por pessoas tresloucadas, as quais  são movidas pelo vão fanatismo  doutrinal.Sabemos que o  livre-arbítrio nos oferece a independência dos nossos atos. Tal independência (Como o termo se anuncia), permite cada ser humano agir de acordo com sua própria determinação. Porém, ao nosso prisma, não podemos caracterizar essa liberdade como um direito amplo, geral e irrestrito. A prudência  ensina  que a tudo devemos  impor limites; sob pena de arcamos com as responsabilidades de possíveis desdobramentos.
      O limite que se faz  mister, visa frear os impulsos egocêntricos que venham a ultrapassar  espaços, quais sejam individual, de pessoas ou de grupos sociais. Nossos pensamentos ou aquilo que desejamos explicitar,  são traduzidos por  nossas palavras e atos. A palavra  escrita também se insere nesse contexto.  Os seculares preceitos da vida  asseveram que tudo nos é permitido; mas, nem tudo nos é conveniente. Não  devemos olvidar, que meros desenhos serviram  como estopins  para o cometimento da tragédia.Queremos  ressaltar  não termos  intenção em justificar  os acontecimentos registrados na Capital francesa. Apenas ressaltamos, que a  valorização do respeito  mútuo , em quaisquer  circunstâncias, nos fará exercitar  o verdadeiro sentido da palavra “liberdade”;  sem conotações abusivas.!
                                                                Marcelo Ronaldson Costa
                                                                   Coronel   PMAL    R/R
                                                                    Membro  da   A.A.I.

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