A
EXPRESSÃO DA LIBERDADE
A II Guerra
Mundial se transformou num filme que não desejamos mais assistir. O genocídio
de milhares de seres humanos em câmaras
de gás e o fuzilamento coletivo de prisioneiros nos campos de concentração,
mostraram a animalidade humana. O campo de Auschwitz, se tornou o nome-símbolo do holocausto de milhões de
judeus, patrocinado pelos oficiais
nazistas. São sete décadas de tristes memórias , inseridas nas páginas da história .
Lamentavelmente, mais uma vez, a intolerância religiosa se apóia no radicalismo
da fé cega, para o cometimento de atrocidades e assassinatos de pessoas. Os
fatos registrados na cidade de Paris,
praticados por dois jovens irmãos terroristas e um cúmplice, nos apresentam a
ponta de perigoso “iceberg”; ainda
desconhecido. Invisível em todo o seu
potencial, a montanha de gelo pode colocar à deriva a luta dos inúmeros
timoneiros que remam o barco da paz mundial. Sabemos que a tarefa é árdua e,
por vezes, com riscos de naufragar; pois,
o diálogo nos parece algo
utópico. Porém, se permanecermos apenas
nos discursos, estaremos rumando ao precipício. As ações perpetradas pelos que
promovem o terror, no pretérito e agora, são desenlaces de suas fantasiosas lucubrações mentais. A sanha que
envolve tais extremistas é imaginável e,
do mesmo modo, seus ardilosos
comportamentos. Para tanto, exige-se imediato freio e a retomada do
leme. As águas estão revoltas e a
bússola parece não saber apontar o caminho a seguir.Imaginamos que, quando
necessário, o lema “Os meios justificam os fins” deve ser posto em prática. Não
devemos permitir que as mais diversas
sociedades, permaneçam reféns de
grupos formados por pessoas tresloucadas, as quais são movidas pelo vão fanatismo doutrinal.Sabemos que o livre-arbítrio nos oferece a independência dos
nossos atos. Tal independência (Como o termo se anuncia), permite cada ser
humano agir de acordo com sua própria determinação. Porém, ao nosso prisma, não
podemos caracterizar essa liberdade como um direito amplo, geral e irrestrito.
A prudência ensina que a tudo devemos impor limites; sob pena de arcamos com as
responsabilidades de possíveis desdobramentos.
O limite que se
faz mister, visa frear os impulsos
egocêntricos que venham a ultrapassar espaços, quais sejam individual, de pessoas ou
de grupos sociais. Nossos pensamentos ou aquilo que desejamos explicitar, são traduzidos por nossas palavras e atos. A palavra escrita também se insere nesse contexto. Os seculares preceitos da vida asseveram que tudo nos é permitido; mas, nem
tudo nos é conveniente. Não devemos
olvidar, que meros desenhos serviram como
estopins para o cometimento da tragédia.Queremos ressaltar
não termos intenção em justificar
os acontecimentos registrados na Capital
francesa. Apenas ressaltamos, que a valorização do respeito mútuo , em quaisquer circunstâncias, nos fará exercitar o verdadeiro sentido da palavra “liberdade”; sem conotações abusivas.!
Marcelo
Ronaldson Costa
Coronel PMAL R/R
Coronel PMAL R/R
Membro da A.A.I.
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