OS MÉDICOS E
OS MONSTROS
Os conflitos da alma humana são por demais impenetráveis e, por
tamanha complexidade,
continuamente , motivam estudos,
debates, teses , conceitos e preconceitos. O escritor escocês Robert Louis Stevenson, em seu livro de grande sucesso mundial “ O médico e o monstro”, emite lampejos sobre o tema. No livro em tela, as forças do
bem e do mal se mostram presentes nas ações do Dr. Jekyll e de Mr. Hyde;
enigmaticamente, dois personagens numa só pessoa, durante todo o
desenrolar da história.Enquanto o doutor
Jekyll é um homem íntegro em seus atos, o senhor Hyde encarna horrenda criatura. Curiosamente, em nossos
tempos, de modo plural, fatos quiçá
semelhantes voltam a acontecer ,
quando a imprensa noticia que alguns médicos
se acumpliciaram com venais empresários,
diretores de hospitais , dirigentes de clínicas (e outros comparsas ainda não trazidos ao conhecimento público) e arquitetaram
a formação da “Máfia das próteses”. Conforme já investigado, eles agem de há muito tempo, sem qualquer
preocupação com a punibilidade futura. Para tanto, contam com a inércia dos
órgãos fiscalizadores (?) e o poder da corrupção que avassala o nosso
território. Assim, uma minoria desonrou o juramento proclamado ao fim do curso, para o futuro
exercício da magnífica missão de lutar pela plenitude física e aliviar as
dores dos seus semelhantes. Assim, a
promessa solene se transformou em meras palavras.
Dai, a organização em quadrilha , para prática de crimes dolosos dentro das salas de
cirurgias. Ao realizarem procedimentos
desnecessários ou fazendo uso de
material com prazo de validade vencido, traem a confiança e aniquila a
esperança de centenas de pessoas. Serão fantasmas que um
dia os assombrarão.
Tudo isso, reveste um comércio indigno, amoral
e mortal. Nele, o vil metal se torna mais importante que a voz da consciência;
num atestado inequívoco do ateísmo que reveste algumas mãos enluvadas , mancha de sangue o branco avental e mutila corpos de inocentes. O que nos surpreende, é que tal mercado, tenha
sido descoberto pela mídia investigativa, ao exibir as reuniões , comentários
jocosos e tratativas de subornos entre os envolvidos. Os componentes dos
Conselhos da entidade não foram tão atentos. Nunca, ao
nocivo corporativismo, é permitido servir de escusas para acobertar
males e silenciar identidades pessoais. Nestes
nossos comentários, os verdadeiros médicos estão completamente dissociados dos
monstros. Não podemos generalizar a conduta de alguns mercenários, colocando em
dúvida o trabalho diuturno de homens e mulheres, estes, a honrada maioria da classe médica do País. Se faz mister que,
medidas profiláticas sejam urgentemente concretizadas, levando aos feiticeiros,
a dura punição dos seus feitiços. Não devemos esquecer que os
maus devem pagar por seus pecados; na plena certeza de que, no Juízo final, “O
Senhor dará a cada um, conforme seus méritos !”.
Marcelo Ronaldson Costa
Coronel PMAL R/R
Marcelo Ronaldson Costa
Coronel PMAL R/R
Membro da A.A.I.
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