quinta-feira, 19 de março de 2015

A proclamação dos réus públicos



A  PROCLAMAÇÃO  DOS  RÉUS  PÚBLICOS 
           O 15 de novembro se  tornou uma data duplamente festiva. Primeiro, pela anunciada República  feita por  Deodoro e uma plêiade  de  bravos brasileiros, que fizeram ruir o Império.Agora, pela prisão dos maiores  trapaceiros  das últimas décadas;  quando  políticos, funcionários públicos, empresários e órgãos diversos, se integraram numa nefasta quadrilha que agia nos gabinetes atapetados de Brasília; com o  beneplácito  da “estrela vermelha”. Sob o comando do então ministro-chefe da Casa Civil do Governo Federal, do  tesoureiro e  do presidente do Partido dos Trabalhadores, eles  urdiram o plano de compra e venda de consciências e,cooptaram corruptos e corruptores; para alcance dos objetivos comuns. Era o início dos mais espúrios  conchavos; mensalmente reciclados. Iniciado no Governo passado, o lodaçal que invadia a “ilha da fantasia”,teimava em continuar agindo livremente. Tão logo descobertos, a sociedade passou a exigir  ações imediatas do judiciário e daqueles que fiscalizam o trato com o bem público .Iniciada a peça processual,  na conhecida “ Ação Penal 470 “ que  se arrasta por longos anos, a despeito das prisões ora impostas a alguns facínoras. Alguns  verecditos ainda não foram anunciados. Enfim, julgados e condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foram  levados às celas da Polícia Federal, locais que mais se  adequam aos seus atos nocivos. Na oportunidade, cada  “mensaleiro” tentou  se  travestir  de “preso político”, quando ensaiou  mais demonstrações ridículas dos seus atos; a exemplo de, repentinamente, se transformar num quase moribundo, para cumprir prisão no luxuoso apartamento da filha ou conseguir emprego(!) em um hotel de cinco estrelas.
           Numa volta ao passado, podemos afirmar que   a  Anistia ampla e geral, motivou o retorno de  vários idealistas  ilustres, mas também, uma corja de falsos guerrilheiros, que se aproveitaram e se aproveitam de um título que não merecem nem respeitam. Documentos nos asseveram que, alguns daqueles que se titulam “lutadores pela Pátria”, conquistaram  a liberdade em troca das delações feitas, no ato de trair “ os companheiros” que estavam ao seu lado. Ao chegarem ao Brasil, as  palavras honra e moral  ficaram para trás. Sob a roupagem de heróis, muitos se ombrearam no sentido de recuperar o tempo perdido, ludibriando as esperanças de milhões de pessoas  que neles acreditaram. Daí, a formação de um partido eleitoral, os embates das idéias,  até o alcance da  esperada vitória nas urnas.Poucos meses após, como novos donos do bastão de mando, usando dos mais  engenhosos  artifícios, iniciaram a busca desenfreada  ao ouro,mormente  ao  elevar a corrupção como  o principal lema; como a bestificar a sociedade brasileira. Ao povo, restava  o circo e o pão. O Supremo Tribunal Federal deve prosseguir  altaneiro e incólume às armadilhas dos salteadores  e de setores da mídia nacional;  não se deixando ludibriar e fazendo valer a imposição dos Códigos. A  paz vivida por um País, é fruto  da justa justiça que ali se pratica.                                                         

         Hoje, mais que ontem, como cidadãos e cidadãs,  devemos premiar ou punir conceitos de  valores.   Amanhã, mais que hoje, sejamos verdadeiramente iguais diante dos ditames  da Lei.

                                                  MARCELO RONALDSON COSTA
                                                       Coronel PMAL da R/R
                                                           Membro da A.A.I.                                           

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