quinta-feira, 19 de março de 2015

lares sobre areias



                            LARES  SOBRE  AREIAS
        No Livro do Gênesis, encontramos a  passagem  na qual Deus criou o homem e a mulher.  Em seguida, os abençoou e disse : ” Multiplicai-vos! “ Esse é o  momento divino da formação da célula mater  social,  qual seja,  a família. Conceituada  como o conjunto de pessoas que possuem grau de parentesco entre si   e, de modo mais particular, a família tradicional,  pessoas que vivem sob o mesmo teto , sendo  composta pelo pai e pela mãe, os quais são responsáveis pela educação dos seus filhos. Nela, se consolida a instituição familiar que transmite os valores morais que servirão de base no processo de socialização; além da perpetuação dos  princípios da obediência,  dos bons  costumes  e  das tradições culturais, componentes  que serão  transmitidos de gerações a gerações. O lar é inviolável e deve ser sinônimo de proteção aos que ali residem; no desejo que a harmonia e o afeto mútuo se façam presentes. Porém, nos  últimos anos, estamos percebendo que  a ausência de autoridade das  autoridades, vem motivando o enfraquecimento dos  eternos laços de ascendência e descendência  sanguíneas; fragilizando  os pilares do principal sustentáculo  de  qualquer sociedade.  Pouco a pouco, os membros  de gabinetes  atapetados , aliados aos seus cúmplices, bem  alojados em  vários endereços  da mídia nacional, investem     e adentram aos lares brasileiros. Semelhante a uma facção anarquista, seus  integrantes têm apenas o  desejo de que o coabitar harmônico  entre pessoas ,seja substituído  por uma vivência anárquica. Dissimuladamente, colocam os pressupostos  da cultura e da arte como biombo para mascarar suas manobras. Os conteúdos apresentados , nos mostram irmãos contra irmãos, filhos que odeiam seus genitores e a infidelidade conjugal se banaliza;  exemplos em desconexos com os verdadeiros valores cristãos. É a oferta de um voyeurismo vulgar para crianças, jovens e adultos e, o que podemos  aquilatar  de mais pernicioso  à destruição familiar. A falta de pudor é escancarada na  exibição  diária  de intimidades entre casais e não casais, numa afronta  aos básicos princípios da decência. Respeitamos as preferência s  sexuais desse ou daquela, mas, por favor, poupem-nos constrangimentos.  Sabemos que a  desobediência dos filhos para com os pais , é o limiar da desestruturação de um lar . É na ausência do pátrio poder , que outros males  advirão, animalizando desnorteados seres humanos. Não existindo  a inerente ordem hierárquica numa casa, todos fazem e dizem o que querem. Logo,  a emoção  falará mais  alto, emudecendo a voz da razão.    
                   
                   
                   Sabemos  que, para se edificar,  toda casa  deve  ser assentada sobre a rocha, no propósito de se manter  firme e não vir a ser dilapidada em suas colunas.
               Esclarecemos  de não  estarmos revestidos de moralismos, pelo simples motivo de sermos tão pecadores quanto. Porém, ainda podemos discernir  o bem do mal. Que o Senhor possa , mais uma vez, abençoar  nossas famílias !
                                                                   Marcelo Ronadson Costa
                                                                      Coronel  PMAL da R/R
                                                                        Membro da   A.A.I.                                      


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