quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A C R A C I A


                   Vivemos num País,  onde a falta de autoridade é aviltante em todos os níveis e, em todos os setores ;  mui principalmente, no que tange à  segurança de seus habitantes.
                   Ao descriminar  o campo da segurança pública, colocando-o como fator secundário        e de somenos importância, as autoridades de plantão fingem não perceber que a criminalidade “mata” seus próprios recordes,  dia  após dia .  Em  1980 ocorria um homicídio a cada 53  minutos.  Atualmente, apenas 12  minutos separam  cada crime ocorrido em solo brasileiro;      sem contar aqueles que ficaram fora das estatísticas ou foram propositalmente ignorados.
                  Já é por demais conhecido o fosso social aqui existente, onde  o luxo e o lixo  têm endereços  e vidas tão desiguais, numa perpetuação que nos envergonha  aqui e alhures.
              Devemos atentar que o desemprego, a  fome,  a  não esperança no futuro  e    a   injustiça,  são molas de desagregação da família  e do encontro  de pais, adultos e jovens ao  submundo  da criminalidade.                
                 Basta avaliarmos que numa pesquisa realizada em nossa principais Capitais,  o quesito  “falta de segurança” ficou em primeiro lugar . Tal fato , foi registrado há quase uma década e,o que mudou, entre o passado e o presente, foram apenas o crescente das lágrimas derramadas  , das  vidas que ficaram pelo caminho, das saudades sufocadas,  da revolta  contida e da  impotência  em exercemos a nossa vontade de ir e vir.
              Enquanto a corrupção e a impunidade continuarem destaques  no cenário nacional, numa
 cumplicidade entre corruptores e corrompidos ;  os maléficos  dessa nociva associação  recaem  no âmago da sociedade.Enquanto os julgamentos   permanecerem  tardios   e   a   aplicação da Lei não atingir os   “nobres doutores”;    permaneceremos    sob o lodaçal      da iniqüidade  jurídica.  Enquanto  as  Polícias   Militares e  Civis dos    Estados da     Federação, presumíveis  mantenedoras  da  Ordem  Pública , continuarem sucateadas e  servindo     aos interesses do poder político;  suas ações estarão sempre norteadas pela vontade de quem se encontra com o bastão de  mando. Enquanto os integrantes dessas Organizações forem tidos como profissionais de segunda classe , precisando  fazer “bico” (mesmo que a função paralela lhe seja abjeta ou exija desvios  de conduta) para a sobrevivência familiar;  a  população permanecerá  irrestritamente desprotegida.
                Donde, todos nós,  permaneceremos de joelhos e  cabisbaixos , na espera que o inesperado não  nos aconteça.           
                 A questão da violência urbana tem raízes no desrespeito praticado  aos     Direitos elementares do ser humano. Jamais  e em tempo algum,  equacionaremos problemas sociais com medidas policialescas.   A presença do Policial nas ruas é um importante  elo da   grande corrente  que deve ser concretizada, no objetivo de circundarmos e debelarmos tal  endemia, a qual tanto nos  amedronta, condena e mata.
              Um  provérbio da sapiência humana, diz : “Educai a criança e não precisarás castigar o jovem, nem  punir o adulto “.

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