Para onde vais, Alagoas
?
Esta
é a pergunta que se impõe aos alagoanos,
ao comemorarmos 194 anos de Emancipação Política e, tomarmos conhecimento que o nosso Estado
lidera os piores índices das estatísticas realizadas no País, envergonhando-nos
de sobremaneira. Todos nós, sem
quaisquer distinções, devemos nos impor, através de palavras e ações, numa somatória
positiva que nos traga novos rumos.
Estivemos
ligados à Capitania de Pernambuco por
quase trezentos anos, até que na data de
16 de setembro de 1817, D. João VI assinou o Decreto concedendo a Emancipação
Política de Alagoas.
O Cântico do Hino da Terra dos Marechais embala as afirmativas “Alagoas, estrela radiosa, que refulge ao sorrir das manhãs” e “Alagoas, Magna estrela, entre
estrelas irmãs”.
Não podemos nem devemos
permitir a continuidade do caos administrativo, a completa falta
De parâmetros éticos
, a incompetência dos muitos gestores e a desenvoltura imoral no trato com o que é público . A omissão da
sociedade nos torna cúmplices das
mazelas que ora acontecem,trazendo prejuízos
ao atendimento das necessidades
básicas de cada cidadão e cidadã , numa continuidade propositalmente sórdida e
irracional.
A sociedade alagoana se encontra triste, calada , insegura
e, principalmente, envergonhada .Se
Pudesse gritar, os ecos dos anseios clamariam por trabalho,
educação, saúde, segurança e habitação; aliados
aos fundamentos de uma simples palavra: RESPEITO.
Para onde vais, Alagoas ?
Hoje, com certeza, não sabemos afirmar qual o futuro que nos
reserva o destino.
Porém, estamos imbuídos de otimismo, a despeito de tudo que
acontece.
É imperioso que se restabeleçam cordatas relações, tal como a atual
situação exige, sem melindres, vencidos
ou vencedores; sob pena de sermos tragados pelo naufrágio que se avizinha e não
termos um timoneiro para conduzir o barco.
As pelejas de bastidores não trazem
benefícios , nem tampouco enobrece o homem público ou aquele que na efemeridade do cargo que ocupa, trata com
vilipêndio aos
Demais. Ao contrário,
desmerece e torna vil quem assim
procede.
Senhores mandatários, não aniquilem o brilho que ainda resta nos olhos
dos nossos avós. Não transformem nossa juventude em jovens errantes. Não apaguem
a beleza da
Infância e o futuro dos nossos filhos e netos. Mostrem-se
dignos da confiança e da esperança
Que lhes foram depositadas, desçam do fugaz pedestal em que
se encontram ; saiam às ruas e adentrem à realidade que nos cerca. Motivem o
que nos resta de orgulho de sermos filhos deste pedaço de chão , berço de
tantas figuras imortais.
A multidão não só quer pão e circo. Os tempos de Roma e da
Grécia antigas já
Passaram.
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