quinta-feira, 6 de setembro de 2012

QUO VADIS, ALAGOAS ?


Para onde vais, Alagoas  ?
                 Esta é a pergunta que se impõe aos alagoanos,  ao comemorarmos  194   anos de        Emancipação Política e,  tomarmos conhecimento que o nosso Estado lidera os piores índices das estatísticas realizadas no País, envergonhando-nos de sobremaneira.  Todos nós, sem quaisquer distinções, devemos nos impor, através de palavras e ações, numa somatória positiva que nos traga novos rumos.
                 Estivemos ligados  à Capitania de Pernambuco por quase trezentos anos, até que na  data de 16 de setembro de 1817, D. João VI assinou o Decreto concedendo a Emancipação
Política de Alagoas.

                  O Cântico do Hino da  Terra dos Marechais embala as afirmativas  “Alagoas, estrela radiosa, que refulge  ao sorrir das manhãs”  e “Alagoas, Magna estrela, entre estrelas  irmãs”.
Não podemos nem devemos  permitir a continuidade do caos administrativo, a completa falta
De parâmetros éticos  , a  incompetência dos  muitos gestores  e a desenvoltura imoral  no trato com o que é público . A omissão da sociedade nos torna cúmplices  das mazelas que ora acontecem,trazendo prejuízos  ao atendimento  das necessidades básicas de cada cidadão e cidadã , numa continuidade propositalmente sórdida e irracional.
A sociedade alagoana se encontra triste, calada , insegura e, principalmente, envergonhada .Se
Pudesse gritar, os ecos dos anseios clamariam por trabalho, educação, saúde, segurança e habitação;  aliados aos fundamentos de uma simples palavra: RESPEITO.

                      Para onde vais, Alagoas ?
                      Hoje, com certeza,  não sabemos afirmar qual o futuro que nos reserva o destino.
Porém, estamos imbuídos de otimismo, a despeito de tudo que acontece.
                        É imperioso que se restabeleçam cordatas relações, tal como a atual situação exige,  sem melindres, vencidos ou vencedores; sob pena de sermos tragados pelo naufrágio que se avizinha e não termos um timoneiro para conduzir o barco.
                      As pelejas de bastidores não trazem benefícios , nem tampouco enobrece o homem público ou aquele que  na efemeridade do cargo que ocupa, trata com vilipêndio aos
Demais.  Ao contrário, desmerece e torna vil quem  assim procede.
                    
                     Senhores mandatários, não aniquilem o brilho que ainda resta nos olhos dos nossos avós. Não transformem nossa juventude em jovens errantes. Não apaguem a beleza da
Infância e o futuro dos nossos filhos e netos. Mostrem-se dignos  da confiança  e da esperança
Que lhes foram depositadas, desçam do fugaz pedestal em que se encontram ; saiam às ruas e adentrem à realidade que nos cerca. Motivem o que nos resta de orgulho de sermos filhos deste pedaço de chão , berço de tantas figuras imortais.
                       A multidão não só quer pão e circo. Os tempos  de Roma e da  Grécia  antigas 
Passaram.

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