segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O BRANCO DE VERMELHO

       Foi bastante triste, desanimador e preocupante, termos conhecimento das precárias e vergonhosas condições pelas quais passam os hospitais  universitários  espalhados pelo nosso País. Não podemos nem devemos  silenciarmos ante tamanha  ignomínia   ,cuja  culpabilidade recai sobre os ombros daqueles que deveriam  melhor equacionar  as vultosas e bilionárias somas financeiras   que gerenciam. Principalmente, quando vidas humanas não se traduzem em números. Cremos  que a expressão “prioridade social” não se encontra inclusa nas  agendas dos gestores (ir)responsáveis  pelo atendimento à saúde de grande parcela da população brasileira; os quais, possuem outras preocupações, sendo estas, nem sempre elogiáveis. Um hospital universitário deve servir de referência conceitual  para toda uma comunidade . A existência de centenas de itens hospitalares, adquiridos há anos ou recém-comprados, que permanecem encaixotados, sendo negada a sua serventia aos enfermos, se transfigura em verdadeira ação assassina.  Enquanto isso, incontáveis jovens universitários, ávidos por conhecimentos e desejosos da dignidade futura, permanecem alijados da prática médica, instrumental imprescindível à lapidação dos conhecimentos teóricos, sendo-lhes ofertado apenas  o ensino ministrado  nas salas de aulas.Que profissionais teremos , por exemplo, nas especialidades da medicina, enfermagem, fisioterapia, nutrição e  odontologia ?               
         Devemos atentar que, serão eles e elas, a quem confiaremos nossas doenças e enfermidades, entregando-nos de corpo e alma, nutrindo a esperança acalentadora, pelo término das nossas dores. Porém, se os atuais parâmetros de ensino/aprendizado persistirem, o caos na saúde se aprofundará, quando eles e elas serão testemunhas silenciosas das mortes com possibilidades de serem evitadas. Serão cúmplices de verdadeiro genocídio de pessoas idosas e adultas. Serão  igualmente culpados e culpadas pelos atestados de óbitos que assinarão com  mãos vacilantes, de crianças e adolescentes . Serão coniventes com o descalabro de uma estrutura perniciosa e que continuará atingindo aos mais miseráveis. Serão parte integrante da elitização mercantilista que afronta aos mínimos princípios  da sobrevivência  humana. Não deixem o sangue manchar seus uniformes. Por outro lado,  não devemos  olvidar , que o Brasil, já foi  celeiro de nomes ilustres dentro dos mais variados campos da ciência.Atualmente, a falta de incentivos  para tal continuidade, motiva “a exportação“  de mentes brilhantes para outras plagas, onde, os gastos financeiros  visando o bem-estar individual  ou coletivo , são considerados como investimentos. Assim, se faz mister, uma reação e um levantar uníssono de vozes. Jovens brasileiros, conscientizem-se das nobres missões que os aguardam  e  lutem pelo ideal , que as gerações passadas não puderam ou não tiveram forças para concretizar !

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