Foi
bastante triste, desanimador e preocupante, termos conhecimento das precárias e
vergonhosas condições pelas quais passam os hospitais universitários espalhados pelo nosso País. Não podemos nem
devemos silenciarmos ante tamanha ignomínia ,cuja culpabilidade recai sobre os ombros daqueles
que deveriam melhor equacionar as vultosas e bilionárias somas
financeiras que gerenciam. Principalmente,
quando vidas humanas não se traduzem em números. Cremos que a expressão “prioridade social” não se
encontra inclusa nas agendas dos
gestores (ir)responsáveis pelo
atendimento à saúde de grande parcela da população brasileira; os quais,
possuem outras preocupações, sendo estas, nem sempre elogiáveis. Um hospital
universitário deve servir de referência conceitual para toda uma comunidade . A existência de
centenas de itens hospitalares, adquiridos há anos ou recém-comprados, que permanecem
encaixotados, sendo negada a sua serventia aos enfermos, se transfigura em
verdadeira ação assassina. Enquanto
isso, incontáveis jovens universitários, ávidos por conhecimentos e desejosos
da dignidade futura, permanecem alijados da prática médica, instrumental
imprescindível à lapidação dos conhecimentos teóricos, sendo-lhes ofertado
apenas o ensino ministrado nas salas de aulas.Que profissionais teremos ,
por exemplo, nas especialidades da medicina, enfermagem, fisioterapia, nutrição
e odontologia ?
Devemos atentar que, serão eles e elas, a
quem confiaremos nossas doenças e enfermidades, entregando-nos de corpo e alma,
nutrindo a esperança acalentadora, pelo término das nossas dores. Porém, se os
atuais parâmetros de ensino/aprendizado persistirem, o caos na saúde se
aprofundará, quando eles e elas serão testemunhas silenciosas das mortes com
possibilidades de serem evitadas. Serão cúmplices de verdadeiro genocídio de
pessoas idosas e adultas. Serão
igualmente culpados e culpadas pelos atestados de óbitos que assinarão
com mãos vacilantes, de crianças e
adolescentes . Serão coniventes com o descalabro de uma estrutura perniciosa e que
continuará atingindo aos mais miseráveis. Serão parte integrante da elitização
mercantilista que afronta aos mínimos princípios da sobrevivência humana. Não deixem o sangue manchar seus
uniformes. Por outro lado, não devemos olvidar , que o Brasil, já foi celeiro de nomes ilustres dentro dos mais variados
campos da ciência.Atualmente, a falta de incentivos para tal continuidade, motiva “a
exportação“ de mentes brilhantes para outras
plagas, onde, os gastos financeiros
visando o bem-estar individual ou
coletivo , são considerados como investimentos. Assim, se faz mister, uma
reação e um levantar uníssono de vozes. Jovens brasileiros, conscientizem-se das
nobres missões que os aguardam e lutem pelo ideal , que as gerações passadas
não puderam ou não tiveram forças para concretizar !
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