quinta-feira, 6 de setembro de 2012

JOGOS MORTAIS


            Foi com o título “Deadly games” que conceituada rede de comunicação dos Estados Unidos,  rotulou os futuros jogos que serão realizados no Brasil, na próxima copa do Mundo de futebol, em 2014.
            Por ser a sede principal do evento, a cidade do Rio de Janeiro começa a ser colocada na vitrine mundial,  a ser notada, vista  e comentada.
            Possuindo uma topografia irregular, trânsito caótico e um sistema ineficaz de transporte coletivo, onde metrôs, ônibus e táxis se entrelaçam numa complexidade absurda; sem oferecer rotas alternativas em casos de fatos violentos que porventura venham a ocorrer. Tratando-se de uma competição com  tamanha envergadura e envolvendo centenas de pessoas.
             Os aeroportos, com seus atrasos e cancelamentos de vôos, aliado ao incompetente atendimento público, se tornam um capítulo especial.               
             A violência urbana e a impunidade dos seus autores, amedrontam  os cariocas e despertam medo e incertezas nos  dirigentes, atletas e demais visitantes.
            As ações de assaltantes, sequestradores, traficantes e assemelhados são “protegidas e alimentadas” pelos ultrapassados instrumentos jurídicos brasileiros, onde o crime organizado dita sua própria lei; amedrontado, ferindo e matando pessoas inocentes.
         Os órgãos de segurança pública vivem ao sabor das injunções políticas e apresentam quadros de Policiais Militares e Civis abnegados, mas que recebem salários ultrajantes, cumprem árdua jornada de trabalho, necessitam de melhores condições de operacionalidade e ainda lidam com os fatores estressantes proporcionados pelos riscos da profissão.            
            Hotéis, pousadas, estádios, ginásios e parques esportivos, os quais serão utilizados por dirigentes e jogadores das seleções estrangeiras, são margeados por  morros e favelas, comunidades ignoradas pelo  poder público  por décadas e décadas. A miséria e a pobreza reinantes nesses locais são demonstrações simbólicas do abismo  social   entre o luxo e o lixo da Cidade  antes maravilhosa.   
                O Governo do Rio, através da mídia nacional, tenta maquiar a realidade e impor uma postura de enfrentamento ao  banditismo  com  as     Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) instaladas em algumas comunidades problemáticas.  Ainda  é  muito pouco.
            Devemos atentar que atos terroristas não devem ser descartados num evento internacional, com abertura para todos os continentes.
            Como fazer para reverter tal situação,  em tão pouco espaço de tempo?
             O Cristo Redentor continua de braços  abertos.
             Bem, afora isso, o Rio de Janeiro continua lindo ...

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