segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O CANTO DOS DESENCANTOS

        A participação do Brasil na última olimpíada, deve ser encarada  como simples figurante ,ou no melhor dos elogios, coadjuvante de segunda categoria, numa peça esplendorosa. Podemos também, acolher os resultados, como um alerta para o futuro que há de vir. Permanecemos aquém da competência dos dirigentes e treinadores adversários e do talento de outros atletas. Os Estados Unidos sagraram-se os grandes campeões da competição, arrebatando cento e quatro medalhas, sendo 46 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze, coadjuvados pela China e Grã-Bretanha, nas segunda e terceira posições. Rússia, Coréia do Sul, Alemanha, França, Itália , Hungria e Austrália, completaram o elenco dos dez melhores colocados, em número de troféus ganhos. A mídia brasileira  mais influente, que engloba os estados de São Paulo e Rio de janeiro, cantou em prosa e versos, “os fenômenos” que possuíamos e, com certeza absoluta, surpreenderiam o mundo esportivo, com várias conquistas. O ufanismo surrealista apenas  nos traz prejuízo e direciona parcela da população, a acreditar no pseudo arco-íris que se encontra à frente. Não é,e Jamais  será assim, que alcançaremos o nível das nações, que fazem do esporte, um pedestal na formação de jovens atletas e orgulhosos cidadãos e cidadãs.
       Triste e lastimável papel. Até o Cazaquistão (!), do qual desconhecemos qualquer trajetória esportiva, ficou à nossa frente, tendo subido ao pódio, ao conquistar sete medalhas de ouro e, conseguido  o décimo segundo  lugar na computação final. O Brasil foi o vigésimo segundo colocado, ganhando apenas  3 de ouro, 5 de prata e 9 de bronze. A Etiópia, Croácia, África do Sul e Azerbajão, também obtiveram três medalhas de ouro e fazem parte do “bloco”, ou seja, foram os nossos assemelhados. Logo após, aparecem Belarus e Quênia. Lamentamos as pífias apresentações  do futebol, esgrima, tiro, hipismo, handebol, nado sincronizado, basquete  e tênis de mesa;entre outros desastres.Para termos a dimensão do fracasso, basta sabermos que o atleta e corredor jamaicano Usain Bolt, sozinho, foi merecedor de três ouro.
        As nossas poucas alegrias repousaram nas apresentações individuais, nas modalidades de judô, boxe, natação, ginástica, pentatlo ou nas duplas de vôlei de praia; enquanto o vôlei feminino foi a única equipe coletiva a brilhar.  Temos a ressaltar  a persistência, abnegação  e coragem pessoal e dos familiares  desses vencedores, que a despeito das dificuldades enfrentadas e da falta de apoio governamental,  levantaram com orgulho a bandeira nacional.  Tamanha pequenez é injustificável e faz-nos presumir o que nos aguarda nas olimpíadas de 2016, que será realizada em terras tupininquins. Que os acontecimentos de Londres nos sirvam de lições e que a mensagem tenha sido aprendida e apreendida. Vamos esperar e torcer!

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