A
participação do Brasil na última olimpíada, deve ser encarada como simples figurante ,ou no melhor dos
elogios, coadjuvante de segunda categoria, numa peça esplendorosa. Podemos
também, acolher os resultados, como um alerta para o futuro que há de vir.
Permanecemos aquém da competência dos dirigentes e treinadores adversários e do
talento de outros atletas. Os Estados Unidos sagraram-se os grandes campeões da
competição, arrebatando cento e quatro medalhas, sendo 46 de ouro, 29 de prata
e 29 de bronze, coadjuvados pela China e Grã-Bretanha, nas segunda e terceira
posições. Rússia, Coréia do Sul, Alemanha, França, Itália , Hungria e
Austrália, completaram o elenco dos dez melhores colocados, em número de
troféus ganhos. A mídia brasileira mais
influente, que engloba os estados de São Paulo e Rio de janeiro, cantou em
prosa e versos, “os fenômenos” que possuíamos e, com certeza absoluta,
surpreenderiam o mundo esportivo, com várias conquistas. O ufanismo surrealista
apenas nos traz prejuízo e direciona
parcela da população, a acreditar no pseudo arco-íris que se encontra à frente.
Não é,e Jamais será assim, que
alcançaremos o nível das nações, que fazem do esporte, um pedestal na formação de
jovens atletas e orgulhosos cidadãos e cidadãs.
Triste e lastimável papel. Até o
Cazaquistão (!), do qual desconhecemos qualquer trajetória esportiva, ficou à
nossa frente, tendo subido ao pódio, ao conquistar sete medalhas de ouro e,
conseguido o décimo segundo lugar na computação final. O Brasil foi o
vigésimo segundo colocado, ganhando apenas
3 de ouro, 5 de prata e 9 de bronze. A Etiópia, Croácia, África do Sul e
Azerbajão, também obtiveram três medalhas de ouro e fazem parte do “bloco”, ou
seja, foram os nossos assemelhados. Logo após, aparecem Belarus e Quênia.
Lamentamos as pífias apresentações do
futebol, esgrima, tiro, hipismo, handebol, nado sincronizado, basquete e tênis de mesa;entre outros desastres.Para
termos a dimensão do fracasso, basta sabermos que o atleta e corredor jamaicano
Usain Bolt, sozinho, foi merecedor de três ouro.
As nossas poucas alegrias
repousaram nas apresentações individuais, nas modalidades de judô, boxe,
natação, ginástica, pentatlo ou nas duplas de vôlei de praia; enquanto o vôlei
feminino foi a única equipe coletiva a brilhar.
Temos a ressaltar a persistência,
abnegação e coragem pessoal e dos
familiares desses vencedores, que a
despeito das dificuldades enfrentadas e da falta de apoio governamental, levantaram com orgulho a bandeira nacional. Tamanha pequenez é injustificável e faz-nos
presumir o que nos aguarda nas olimpíadas de 2016, que será realizada em terras
tupininquins. Que os acontecimentos de Londres nos sirvam de lições e que a
mensagem tenha sido aprendida e apreendida. Vamos esperar e torcer!
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