Fatos
estarrecedores são registrados diariamente nos quadrantes do nosso Amado País.
Alguns deles, após todo o desenrolar, expõem-se para a
sociedade, como peças de imaginosa ficção. Somos motivados ao encontro do crime de trânsito acontecido em 1997, na
Capital da República, quando o filho de
um Ministro, dirigindo em alta
velocidade, atropelou e matou o pedreiro Elias Barbosa Oliveira Junior e, em seguida, empreendeu fuga do
local. Posteriormente, a juíza da 3ª Vara de Delitos de Trânsito do Distrito
Federal, desqualificou a tese de crime
culposo (doloso, nem pensar) e
que não houve omissão de socorro, alegando que a vítima falecera no
pontual instante do atropelamento. A douta
magistrada demonstrou
poderes de mediunidade e amparou-se
em abominável e surpreendente jogo de raciocínio; no qual deixou implícito que ,matar no
trânsito é circunstância atenuante. Ao
réu foi imputada a pena de doação de cestas básicas.
Por tal, nada nos surpreenderá, na possibilidade que o filme
venha a se repetir , na morte do
ajudante de caminhoneiro Wanderson Pereira dos Santos, que
pedalava uma bicicleta , sendo atropelado e morto pelo “playboy” Thor Batista, filho de riquíssimo empresário brasileiro. O crime registrou-se há alguns dias, entre as cidades do Rio de Janeiro e Juiz de Fora, quando o
condutor dirigia à noite um possante
veículo Mercedes (tem capacidade de desenvolver
330 Km/h); depois de estar com amigos em um restaurante. A
impunidade já se vislumbra quando as autoridades de trânsito permitiram que o
automóvel fosse rapidamente retirado da cena do crime, enquanto o corpo do
operário permanecia estendido no asfalto; quando o nobre delegado responsável pelas
apurações, se posicionou pela culpabilidade do morto; a despeito das
testemunhas asseverarem que o atropelamento ocorreu no acostamento da estrada; quando
a Polícia de trânsito tentara inocentar
o assassino, após o teste do bafômetro realizado
no posto policial mais próximo;
contrariando o que foi descoberto pela mídia, ou seja, da não existência de bafômetro no referido posto. O tresloucado matador já
tinha onze multas e contava com 51 pontos negativos, razões que o impediria legalmente
de continuar dirigindo. A amizade entre o pai de Thor, o Governador carioca e membros do Palácio do Planalto, é por
demais sabida, fato que “facilitará o processo” e o veredicto que será
engendrado nas alcovas. Sabe-se agora
que, o irresponsável
motorista, há meses atrás, também
atropelara um idoso e o caso ficara sob
sigilo.
A complacência com os réus dos
crimes de trânsito, se desdobra em inaceitável impunidade ,quando os direitos
humanos são colocados à deriva dos ditames sociais ou simplesmente jogados em
putrefato lodaçal .É...,no
Brasil, o CPF faz a diferença e nos deixa mais desiguais diante da lei . Triste presságio !
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