segunda-feira, 10 de setembro de 2012

SEMENTES DA MENTE

      Após discussão entre o casal, a mulher empunha o revólver e dispara contra a cabeça do próprio esposo. Desmembra o cadáver, enrola os pedaços em sacos plásticos e, logo após, cumpre o tétrico percurso, para desvencilhar-se das provas incriminadoras. Em síntese, este é o relato do assassinato de um jovem milionário, registrado na capital paulista. O motivo do crime, fora a traição perpetrada pelo marido, que mais uma vez, estava se apaixonando por uma “garota de programa” (Eufemismo usado para designar as prostitutas de luxo). Então, é de se perguntar: Por quais motivos um jovem  rico mantinha predileções por prostitutas para amar e ser amado? Qual a intensidade do ódio que moveu a assassina e quais os traumas que corroíam ou repousavam em suas mentes?   
        Dizem os especialistas em comportamentos humanos, que aquelas pessoas que receberam pouco amor na infância, ofertarão pouco amor na fase adulta; e quem sofreu violência, responderá no futuro com igual violência.  Porém, tais afirmativas, são contestadas por outros estudiosos do assunto, ao afirmarem que é errôneo generalizar reações individuais. Em geral, os traumas são proveniente de maus-tratos, abusos, traição, abandono; entre outros fatores e,  se desdobram em  insegurança e medo por anos adiante, no que é conhecido por transtorno do estresse pós- traumático. Os traumas emocionais e psicológicos podem  envolver pessoas ou serem gerados por situações desagradáveis, motivando mudanças no cérebro, afetando o  comportamento e influindo na formação da personalidade  da vítima. Esta, procura meios de “se proteger” e evitar quaisquer possibilidades de reviver o episódio. No “ bullying, registra-se ações repetitivas contra a mesma pessoa, tais como piadas, apelidos, abusos, violência e comentários  maldosos; gerando  na pessoa agredida, sintomas que vão do medo aos sentimentos  de injustiça e revolta.  Qualquer espécie de trauma é um dano emocional e não existe a cura mágica; pois, se  a consciência esquece,  o mesmo não acontece com o subconsciente.  As razões  do trágico assassinato ora descrito,  podem repousar  em datas pretéritas, pois tanto a esposa assassina, quanto o marido vítima do hediondo crime, camuflaram seus conflitos internos e não souberam  superar seus recalques individuais. Sabemos que é tênue a linha que separa o bem do mal !      

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