Após
discussão entre o casal, a mulher empunha o revólver e dispara contra a cabeça
do próprio esposo. Desmembra o cadáver, enrola os pedaços em sacos plásticos e,
logo após, cumpre o tétrico percurso, para desvencilhar-se das provas
incriminadoras. Em síntese, este é o relato do assassinato de um jovem
milionário, registrado na capital paulista. O motivo do crime, fora a traição
perpetrada pelo marido, que mais uma vez, estava se apaixonando por uma “garota
de programa” (Eufemismo usado para designar as prostitutas de luxo). Então, é
de se perguntar: Por quais motivos um jovem
rico mantinha predileções por prostitutas para amar e ser amado? Qual a
intensidade do ódio que moveu a assassina e quais os traumas que corroíam ou repousavam
em suas mentes?
Dizem os especialistas em
comportamentos humanos, que aquelas pessoas que receberam pouco amor na
infância, ofertarão pouco amor na fase adulta; e quem sofreu violência, responderá
no futuro com igual violência. Porém, tais
afirmativas, são contestadas por outros estudiosos do assunto, ao afirmarem que
é errôneo generalizar reações individuais. Em geral, os traumas são proveniente
de maus-tratos, abusos, traição, abandono; entre outros fatores e, se desdobram em insegurança e medo por anos adiante, no que é
conhecido por transtorno do estresse pós- traumático. Os traumas emocionais e
psicológicos podem envolver pessoas ou
serem gerados por situações desagradáveis, motivando mudanças no cérebro, afetando
o comportamento e influindo na formação
da personalidade da vítima. Esta,
procura meios de “se proteger” e evitar quaisquer possibilidades de reviver o
episódio. No “ bullying, registra-se ações repetitivas contra a mesma pessoa,
tais como piadas, apelidos, abusos, violência e comentários maldosos; gerando na pessoa agredida, sintomas que vão do medo
aos sentimentos de injustiça e revolta. Qualquer espécie de trauma é um dano emocional
e não existe a cura mágica; pois, se a
consciência esquece, o mesmo não acontece
com o subconsciente. As razões do trágico assassinato ora descrito, podem repousar
em datas pretéritas, pois tanto a esposa assassina, quanto o marido
vítima do hediondo crime, camuflaram seus conflitos internos e não souberam superar seus recalques individuais. Sabemos
que é tênue a linha que separa o bem do mal !
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