quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O BRASIL ENVELHECE


            Nas últimas décadas foram registrados aumentos nos percentuais de pessoas adultas e idosas (co0m idade igual ou superior a 60 anos),  em relação ao quantitativo  geral da   população  brasileira  .Nos idos de l950, éramos 52% de jovens;  42,8% de adultos e  5,2%   de idosos.  Porém, em l991, os idosos totalizavam  11 milhões de habitantes ; em 1997 somavam 13 milhões.  Em  2009, conforme  o  Instituto Brasileiro de Geografia  e Estatísticas (IBGE),   os idosos  eram 21 milhões  entre velhos e velhas. No Brasil, tais  adjetivos, trazem em seu bojo, o s significados de “inútil, inutilidade, demência “  e,  por tal, o idoso,  em sua maioria, com baixa escolaridade, não tem chances de ser chamado para trabalhar ,  a despeito  de a cada ano,  sua minguada  aposentadoria , ser  corroída, com perda do valor aquisitivo. O total 60% dos idosos são responsáveis pela sobrevivência de seus respectivos domicílios familiares  e,  quase 3 milhões  viverem  em completa  miserabilidade.
             Os avanços da ciência e da tecnologia, os serviços de saúde, a prática dos exercícios físicos, e o lazer, serviram de fontes rejuvenescedoras às pessoas, para  se viver melhor e mais tempo.   
             Porém, vários óbices são  apresentados nos dias  atuais para que os idosos usufruam desses  progressos.  O Instituto de Pesquisa  Aplicada  (Ipea ), assevera que o Estado  brasileiro não tem a participação efetiva que lhe cabe, para promover os mecanismos de proteção e cuidados com as pessoas  da terceira idade.  As Instituições  de Longa Permanência ( ILP), como as casas de repouso, asilos e similares, somam 3.600, enquanto temos apenas  218 asilos públicos nas esferas  federal,  estadual  e municipal.  Essas instituições, quase sempre de caráter privado,  as quais apresentam deficiências administrativas e em sua instalações físicas, onde os idosos são  maltratados, passam fome  e até chegam à morte, por falta de cuidados inerentes;  não são fiscalizadas pelo Poder Público. Basta atentarmos que   a carência financeira, a falta de moradia  ou do apoio de familiares, motivam aos idosos  a procurarem tal refúgio, encontrando  enormes dificuldades;  pois  70% das cidades brasileiras não possuem uma única unidade de cuidados e proteção  para com os idosos.  Assim, os mesmos  continuarão sofrendo de diabetes, hipertensão, bronquite crônica, pneumonia, osteoporose, mal de Alzheimer, catarata, infarto; entre  tantos ...
            Conforme estudos publicados, em 2015  teremos 30 milhões  de idosos,para em 2020 chegarmos aos 33 milhões   e, a partir de 2050 , a terceira  idade será 30% da nossa população.
          Fator decisivo para tais números, é a  escalada vertiginosa dos homicídios dos nossos  jovens  pela violência urbana.
         Quem cuidará desses homens e mulheres, no sentido de promover uma melhor qualidade  de  vida, se as famílias estão menores e a mulher já se inseriu de forma  definitiva no mercado de trabalho, portanto, permanecendo horas  fora do lar ?

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