Nos
últimos 50 anos, o povo sírio tem se moldado aos ditames de seguidos ditadores,
numa obediência passiva e obediente;
porém,contida de profundo ódio. Nos idos dos anos sessenta, o governo da Síria tinha seu destino regido
por Hafez Al Assar, que por 30 anos
manteve o poder com mãos implacáveis e
culto personalístico. Desde 2012,
seu filho Bashar Al Assar, se tornou o comandante –chefe do País, mantendo a tradição herdada. Há quinze meses , um grito mais forte ecoou em toda a Síria, quando a maioria da população de Damasco,
capital do País, foi às ruas, exibindo cartazes
e, exigindo primordialmente, o fim do estado de emergência que vigora na Nação desde 1962,
quando estão suspensas as garantias constitucionais de cada cidadão e
cidadã. As outras aspirações faziam referências as ações imediatas para debelar a contundente crise econômica, o
direito da liberdade de expressão do povo, mais emprego para os jovens e adultos e incentivos fiscais para a agricultura.
Em represália, o Exército sírio e
milicianos ligados ao ditador, responderam com extrema violência tais
manifestações, dando início a uma luta desigual entre as forças ditatoriais e a
sociedade civil; motivando as primeiras mortes. Era o começo da luta armada, por mudanças no governo.
Logo, clamores foram ouvidos nas
cidades de Daraa, Homs e Al-Midan, recrudescendo a violência e aumentando substancialmente o
número de mortos e feridos. A situação se agrava com a falta de
eletricidade, água e a escassez de alimentos. Os informes sobre torturas, estupros e assassinatos de mulheres e crianças são noticiados. Então, ocorreram os protestos populares diante das embaixadas estrangeiras em
Damasco e a formação do exército
sírio livre, formado por soldados desertores e civis revoltosos;
daí, a origem da guerra civil que já
acontece há mais de quinze meses, com mais de 14 mil mortes e,aproximadamente,
100 mil prisioneiros. Durante todo o desenrolar
dos sangrentos embates, as Organizações das Nações Unidas (ONU), se absteve de uma participação mais efetiva , se limitando às inócuas reuniões burocráticas de seus membros ou o envio de observadores ;
sem nada de eficaz produzir. Apenas Kofi
Annan, ex- dirigente da entidade, conseguiu mediar um cessar-fogo, em 12 de
abril, mas que de imediato foi desrespeitado por ambos os lados. O atual
Secretário Geral da ONU, Ban Ki Moon, tenta cooptar a Rússia e a China, países que
não apóiam uma intervenção militar na
Síria, o que predispõe, a continuidade da carnificina e as mortes de inocentes , no futuro que se
denota por demais sombrio.
A Síria tem pouco mais de 23
milhões de habitantes, todos, desejosos, mesmo que através da luta armada, de um amanhã
menos infeliz; tal como acontece no
Egito, Líbia e no Iêmen. As quedas dos
ex- ditadores Hosmi Mubarak, Nuamar
Kadafi e Abdulah Salen;
impulsiona-os rumo a um novo tempo. Que venha a liberdade !
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