segunda-feira, 10 de setembro de 2012

MÃE RAINHA

         Quando o anjo Gabriel se apresentou naquela casa simples, na cidade de Nazaré, na Galiléia, a história do mundo começou o seu verdadeiro esplendor. Ao chegar, o mensageiro saudou a jovem Maria: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”  para logo após completar “Não temas, pois encontraste graça diante de Deus;  concebereis  e darás luz um filho”. Tais saudações, são tão significativas, que talvez não as compreendamos  na  profundidade do seu simbolismo. A resposta imediata, corajosa e espontânea, se enobrece, na afirmativa “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim, segundo a tua palavra”; e se transforma num dos mais expressivo e tocante momento da história universal. E  meses após, O menino nasceu  em Belém, na Judéia;  recebendo o nome de Jesus.  
           Em toda a sua vida, Maria se faz permanecer em sua sublime humildade, comportamento que para nós,  paradoxalmente, se reveste toda  sua grandeza  como mulher, esposa e  MÃE. Pois, ao permanecer em papel coadjuvante, Ela SABIA que assim devia proceder; para que os homens, ainda pouco esclarecidos sobre a pessoa de seu filho, não se afastassem da Verdade e da boa nova que seria anunciada. Se fazia preciso e necessário que pecadores e pecadoras saíssem das trevas e buscassem o caminho da luz. Ela não realizou curas, nem motivou parábolas, embora saibamos da extensão da caridade  que norteava sua caminhada. Como simples exemplo, devemos atentar aos fatos relatados nas bodas de Caná na Galiléia, que nos permite imaginar o que Dela se  irradiava através do Espírito Santo. Pois, ao tomar conhecimento de que o vinho acabara, Ela olhou para Jesus e disse “Eles já não têm vinho”; ao que Cristo respondeu “Minha hora ainda não chegou”. Porém, como sabemos, o primeiro milagre aconteceu e, a água contida nos barris, foi transformada em saboroso vinho. Tais acontecimentos nos asseveram duas conclusões, ou seja, que só a Mãe SABIA que seu filho já possuía  o PODER do Pai;  como também, que o Filho,  em sua Divina misericórdia,  sempre atende ao humilde pedido daquela que O trouxe ao mundo.
             Não podemos mudar os escritos. A salvação da humanidade começa POR Maria e jamais será demasiado lhe atribuir o lugar de  honra  que  Ela merece. Sabemos, que o amor é o mais belo dos sentimentos e que o amor materno transcende tal ápice. Assim, o mais puro amor se revela em Maria. Estamos no mês de maio, o festejado tempo Mariano, consagrado às mães. São mulheres santas, guerreiras, frágeis, heroínas, anônimas, nobres, sofredoras, sábias; entre tantas, que por dádiva da natureza, nos trazem o desabrochar de existências, na fecundidade dos seus ventres.  Que o dia das mães, para nós, se perpetue como data de alegria e profunda reflexão, nos fazendo refletir os reais valores da família cristã  e dos deveres  que nos são legados enquanto filhos e filhas.                                                                                                                  

Nenhum comentário:

Postar um comentário