Quando
o anjo Gabriel se apresentou naquela casa simples, na cidade de Nazaré, na Galiléia,
a história do mundo começou o seu verdadeiro esplendor. Ao chegar, o mensageiro
saudou a jovem Maria: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” para logo após completar “Não temas, pois
encontraste graça diante de Deus;
concebereis e darás luz um
filho”. Tais saudações, são tão significativas, que talvez não as compreendamos na profundidade do seu simbolismo. A resposta
imediata, corajosa e espontânea, se enobrece, na afirmativa “Eis aqui a serva
do Senhor, faça-se em mim, segundo a tua palavra”; e se transforma num dos mais
expressivo e tocante momento da história universal. E meses após, O menino nasceu em Belém, na Judéia; recebendo o nome de Jesus.
Em toda a sua vida, Maria se faz
permanecer em sua sublime humildade, comportamento que para nós, paradoxalmente, se reveste toda sua grandeza
como mulher, esposa e MÃE. Pois, ao
permanecer em papel coadjuvante, Ela SABIA que assim devia proceder; para que os
homens, ainda pouco esclarecidos sobre a pessoa de seu filho, não se afastassem
da Verdade e da boa nova que seria anunciada. Se fazia preciso e necessário que
pecadores e pecadoras saíssem das trevas e buscassem o caminho da luz. Ela não
realizou curas, nem motivou parábolas, embora saibamos da extensão da
caridade que norteava sua caminhada.
Como simples exemplo, devemos atentar aos fatos relatados nas bodas de Caná na
Galiléia, que nos permite imaginar o que Dela se irradiava através do Espírito Santo. Pois, ao tomar
conhecimento de que o vinho acabara, Ela olhou para Jesus e disse “Eles já não
têm vinho”; ao que Cristo respondeu “Minha hora ainda não chegou”. Porém, como
sabemos, o primeiro milagre aconteceu e, a água contida nos barris, foi
transformada em saboroso vinho. Tais acontecimentos nos asseveram duas
conclusões, ou seja, que só a Mãe SABIA que seu filho já possuía o PODER do Pai; como também, que o Filho, em sua Divina misericórdia, sempre atende ao humilde pedido daquela que O
trouxe ao mundo.
Não podemos mudar os
escritos. A salvação da humanidade começa POR Maria e jamais será demasiado lhe
atribuir o lugar de honra que Ela merece. Sabemos, que o amor é o mais belo
dos sentimentos e que o amor materno transcende tal ápice. Assim, o mais puro
amor se revela em Maria. Estamos no mês de maio, o festejado tempo Mariano,
consagrado às mães. São mulheres santas, guerreiras, frágeis, heroínas,
anônimas, nobres, sofredoras, sábias; entre tantas, que por dádiva da natureza,
nos trazem o desabrochar de existências, na fecundidade dos seus ventres. Que o dia das mães, para nós, se perpetue
como data de alegria e profunda reflexão, nos fazendo refletir os reais valores
da família cristã e dos deveres que nos são legados enquanto filhos e filhas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário