segunda-feira, 3 de setembro de 2012

AS ELEIÇÕES NA UNIVERSIDADE


No inicio do ano passado, quando estivemos no complexo da universidade federal de alagoas (UFAL), nos surpreendemos negativamente.
                        O campus universitário apresentava um quadro desolador,com ausência de
placas indicativas, informações desencontradas aos visitantes e condições não elogiáveis
de higiene e limpeza.
                        já tínhamos conhecimento sobre a violência que rondava o local e da escuridão
noturna que amedrontava aos que ali estudam.
                        Recentemente,o  protesto realizado pelos alunos do Núcleo de Conscientização Estudantil,  no pátio do Prédio do Espaço Cultural da UFAL,revela uma realidade   que      nos remete ao passado. Eles, os estudantes, reclamavam das péssimas  condições   estruturais  e
físicas ora existentes; banheiros  imprestáveis,  inexistência de um restaurante , falta de água  e de instrumentos musicais para quem estuda dança, teatro ou música.
                     Portanto, as reivindicações apresentadas objetivavam melhorias nas qualidades
do ensino e do  aprendizado .
                  Alguns dias depois, foram realizadas as eleições na mesma Universidade Federal de Alagoas , para escolha do seu novo Reitor ou Reitora.

                O tão esperado momento,   dentre  professores,  estudantes,  técnicos  e funcionários, é o salutar exercício democrático e do engajamento daqueles que fazem o circulo universitário e se traduz no direito do  voto de escolha . E,  se necessário,  promovendo  mudanças.
                Porém, os números finais das urnas,  registraram significativo  percentual  maior    que 50%  (cinqüenta por cento) de estudantes  não compareceram para  colocar nas  urnas     suas preferências  pessoais.
             Esse quantitativo traz-nos inquietante mensagem a respeito daquela,  que é,  a maior  referência  no   ensino superior de nossa Alagoas.
                 Podemos aperceber de tamanha abstenção, é de que  algo anômalo esteja  a corroer
Os  pujantes ideais  inerentes    aos universitários .
                Para inesperada constatação, as justificativas ou explicações,  serão sempre evasivas.
                A  implicitude de tal número, nos  remete a oportuna reflexão. Pois, o  implícito nos parece explicito.
                Ademais,  os comentários sobre a  existência de irregularidade  durante o       pleito, ensejará o encaminhamento de recurso à justiça,    por  parte  daqueles   que    se   julgarem
prejudicados.  Tudo isso, causa indignação aos que enxergam o possível nivelar das  eleições
universitárias às entranhas do submundo político.
                Nas  Universidades, a disputa por nobre tarefa, deve ser moldurada por licitude      e
 transparência.  Estas,  não se devem macular por influências externas;  principalmente,      de
quem   não tem o direito de assim proceder.
               
                Imaginamos que a pessoa dirigente de uma  Universidade, seja eleita  por méritos, tais
como, capacidade intelectual,  iniciativa, liderança, no trato com o diálogo,  saber  administrar      e   pautada ousadia.  A ética também é indispensável .
                A  UFAL reúne esmerados  Corpos docente   e discente,     ávidos   de  conhecimentos
específicos  e  cultura  abrangente; que  a despeito dos óbices encontrados, lutam irmanados
e buscam o soerguimento desse rincão no qual habitamos e  amamos.
              Ao novo Reitor, votos de almejadas conquistas e realizações.
                Nunca é  demais repetir, que um povo é construído  por homens e livros.

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