segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O ONTEM HOJE


                  O ininterrupto avançar da tecnologia e da ciência; os limites ultrapassados pelo homem; a escalada da violência urbana; a corrida desenfreada pelo ter material; entre outros fatores, são  verdadeiras metamorfoses que se processam ao redor de todos nos. E quase não as percebemos.
                   Imaginemos Maceió,  outrora  cidade provinciana, numa ensolarada manhã de segunda-feira. Os bondes e ônibus transportando pessoas, as ruas de paralelepípedos  e   o motorista  do “carro de praça” aguardando  passageiro,sob o olhar atento do Guarda-Civil.                                   
                   A juventude  estudiosa  buscando as escolas  e  colégios,  enfeitando  os  caminhos com  seus  impecáveis uniformes.
                    Ao meio-dia , os comércios fechando suas portas para o merecido descanso.
                    As noites são palcos das conversas entre vizinhos e amigos, sentados às portas de suas residências.
                    Os dias passando numa repetição  agradável . E,eis  que chega a     sexta-feira, prenúncio de  praias,  peripécias infantis,  piqueniques e do  aconchego familiar.             Nas ,mercearias ,  “vendas de esquinas” e  açougues, se  processam  as  compras  do       carvão, querosene,  a cera para enceradeira, óleo de peroba,     o sarapatel, um par de tamanco novo, um bule de ágate, o  carretel de linha,  uma caixinha de pond’s e o boneco  pingüim         para colocar sobre a geladeira;  etcétera.
                    Lavadeiras buscando nas cacimbas a água para lavar as roupas.                   
                    O sábado chega.  Logo,  os engenhosos   brinquedos  e as   brincadeiras vão se alternando  nos momentos de lazer, antecipando  os “rachas” ou “peladas” de futebol      nos terrenos baldios de terra batida.
                    Ao anoitecer, os encontros nas praças e a troca de gibis  de cowboys e as aventuras dos reis dos faroestes, que  trazem imagens ao imaginário.
                    Os  casais indo aos cinemas, para uma  romântica exibição na “sessão soirée” .                        
                    O domingo matinal é sinônimo da Sagrada Missa, dos festivos mergulhos no mar e dos filmes de desenhos  animados.  À  tarde, são assistidos os jogos nos campos de várzea e ouvidas as transmissões  esportivas dos prélios locais.  Tantos mais,  se dividem em visitar parentes, a Igreja da Catedral, os mirantes, o campo de aviação ou o gogó da ema.
                   Os momentos festivos são  ornamentados pelas cores do carnaval ( o banho  de mar à fantasia na praia da avenida), os blocos carnavalescos,  as escolas de samba;  pelas comidas do São João e  quadrilhas juninas que se apresentam pelo prazer dos aplausos ; pelas luzes do Natal e Ano Novo. Na disputa entre o vermelho e o azul dos guerreiros, pastoril e cavalhada.
             A presença de um circo “tomara que não chova”,  transforma a  realidade em fantasia.                
               É madrugada e a lua reina absoluta, num silêncio envolvente, fazendo repousar a  nossa “Cidade Sorriso”.

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