segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O PROCURADOR DE PALOCCI


               Os novos   escândalos  envolvendo o Ministro da   Casa Civil da     Presidência da República,    Antônio Palocci,      tão   conhecido  por   suas      peripécias anteriores e possuidor de invejável CURRICULUM VITAE,   são mais exemplos  do       despudor
 político   emanado do Distrito Federal.
                Palocci multiplicou por vinte vezes, em  quatro anos, seu patrimônio econômico   financeiro, enquanto integrante do Governo Lula  e coordenador do  grupo de   transição    do    Governo atual, mormente por ter acesso e manipulação de dados sigilosos.
                Quando exercia o mandato de Deputado Federal por São Paulo,   no ano de  2008,     a FUNDAÇÃO CASA DO LIVRO, situada na cidade de Ribeirão Preto ,em São Paulo, pertencente a Heliana da Silva Palocci, cunhada do ministro em pauta, foi agraciada com a verba de 1  milhão de reais. Ribeirão Preto foi onde Palocci iniciou sua carreira política.
                  A Lei de Diretrizes  Orçamentárias  veda  recursos públicos às  entidades     privadas, quando dirigidas  por  parentes de agentes públicos dos três Poderes.
                        Agora , a empresa denominada PROJETO CONSULTORIA   , de  propriedade   do Ministro, arrecadou  10 milhões de reais após  as eleições da  atual Presidente e  40 milhões durante o ano de 2010.
                    O luxuoso  apartamento  de  4 milhões de reais, onde reside Palocci  e família,    se encontra registrado no nome de outra pessoa, possível “laranja”; o que se torna inconcebível e suspeito.
                 Podemos ainda ressaltar a nebulosidade que envolve a firma WTorre, agraciada com
a devolução de mais de 6 milhões de Reais dos cofres públicos,numa transação que demorou
rapidíssimos quarenta dias;  se  levarmos em conta  a intrincada  burocracia  das   repartições
governamentais.
                  Afirma-se que a WTorre era considerada cliente comercial da Projeto  Consultoria.
                  A identidade das pessoas físicas e jurídicas envolvidas nestes  emaranhados, ainda
são desconhecidas do grande público.
                   Na ânsia de defender o  indefensável , a Procuradoria  Geral da República,  que deveria   espelhar   suas opiniões   fundamentadas  no   seu  dever  de Ofício,   enodoa    suas prerrogativas ,   ao direcionar seus  atos  em  acordo com as  ordens recebidas  do  Palácio do Planalto.
               Entrementes, solicitar ou mandar arquivar qualquer instrumento jurídico na busca das elucidações dos fatos, é temerário sob qualquer ótica.
                Ressalte-se que nos  casos em tela,  até o momento,  não houve  investigações      por  parte  de outros  Órgãos responsáveis (!) pela apuração dos delitos em questão.
 Porém,  a despeito da PGR ter atestado não existir vislumbre de crime nas  ações   do
ministro, enquanto dono da Projeto Consultoria, o mesmo foi destituído e substituído.
              A comentada carta de renúncia, assinada por Palocci, se assemelha ao mero truque do ilusionista.  Ele a  retira da manga da camisa  no instante que a desejar , ou seja,  no ápice   do
espetáculo.  E que espetáculo!
              Mais uma vez, a verdade se torna imperativa.
              É lamentável que obscenos episódios enveredem pela sarjeta comum, sob salvaguarda
de quem deveria,  por mister,  ser sustentáculo moral de civilidade.

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