No
Brasil , os livros de História nos contam
que, os portugueses quando aqui
chegaram, encontraram nossas terras habitadas por homens, mulheres e crianças
que viviam em contato direto com a
natureza , sobrevivendo da caça e da pesca, numa população estimada em 4
milhões . Eles eram os nossos índios
brasileiros. Estes, considerados os legais
donos das terras. Logo, Cabral se apossou destas terras, passando a enganar,
escravizar e, até mesmo, matar os indígenas revoltosos. E este extermínio tem continuidade até nossos
dias, a exemplo dos 250 que foram mortos nos últimos cinco anos em Mato Grosso
do Sul. Um indício da difícil realidade atual nas comunidades indígenas, é que
quando adoecem, são levados em canoas, sob chuva e sol, chegando debilitados
aos postos médicos (!) e, quase sem
condições de cura.
O Censo indígena de 2010 assevera a existência de apenas 900 mil índios
brasileiros, somando-se os que vivem em tribos, nas áreas urbanas e em
Países fronteiriços .A grande maioria está concentrada nos estados do Amazonas, Pará, Rondonia, Roraima,
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Alagoas e Bahia. Por serem vistos como coisa sem valia, os índios não são considerados como parte integrante
da vida nacional. A existência da
Fundação Nacional do Índio (FUNAI), serve mais como cabide de emprego para
dirigentes e funcionários sem quaisquer
conhecimentos e empatia com a causa indígena (raríssimas
exceções) ; simbolizando tão somente , o falso protecionismo ou amparo de quem dela precisa.
Os Governos
Federal , Estaduais e Municipais,
têm imensa dívida social a saldar com os povos das aldeias. A princípio, protegendo-os contra a matança indiscriminada
de seus integrantes; a exploração
persistente e predatória das florestas e de matérias-primas; pelo reconhecimento do que verdadeiramente lhes pertencem; assim como, de suas
necessidades básicas como ser humano. De há muito, se percebe a ausência de
políticas públicas e investimentos nas
áreas da educação, saúde, agricultura familiar e melhorias em seu habitat; entre outras. Nos conflitos
acontecidos entre os índios e posseiros,
já se tornou comum o olhar
preconceituoso como a mídia trata os fatos, apresentando os índios como os algozes dos conflitos; a despeito de que os mesmos, por serem o lado mais
fraco nos embates, estarem
sendo anualmente dizimados. O Conselho Indigenista
Missionário (CIMI), oriundo da Igreja
Católica, que envolve pessoas com amor à
causa e vontade de servir , é o que melhor representa no Brasil, a luta em
tutela da raça, almejando e buscando mudanças na estrutura e em recursos humanos na
Funai; a começar que seu presidente seja
alguém de origem indígena. Os suicídios registrados entre os jovens índios, nos
traduz uma clara mensagem, a qual, por razões infames, ainda não mereceu a devida atenção
por quem de direito. A omissão em deixar morrer é uma maneira perversa
em deixar matar !
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