segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O DIÁRIO DOS ÍNDIOS

          No Brasil , os livros de História nos contam  que, os  portugueses quando aqui chegaram, encontraram nossas terras habitadas por homens, mulheres e crianças que viviam  em contato direto com a natureza , sobrevivendo da caça e da pesca, numa população estimada em 4 milhões . Eles eram  os nossos índios brasileiros. Estes, considerados  os legais donos das terras. Logo, Cabral se apossou destas terras, passando a enganar, escravizar e, até mesmo, matar os indígenas revoltosos.  E este extermínio tem continuidade até nossos dias, a exemplo dos 250 que foram mortos nos últimos cinco anos em Mato Grosso do Sul. Um indício da difícil realidade atual nas comunidades indígenas, é que quando adoecem, são levados em canoas, sob chuva e sol, chegando debilitados aos  postos médicos (!) e, quase sem condições de cura.
              O Censo indígena de  2010 assevera a existência de apenas  900 mil índios  brasileiros,  somando-se  os que vivem em tribos, nas áreas urbanas e em Países fronteiriços .A grande maioria está concentrada nos  estados do Amazonas, Pará, Rondonia, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Alagoas e Bahia.  Por serem vistos como coisa sem valia, os  índios não são considerados como parte integrante da vida nacional.  A existência da Fundação Nacional do Índio (FUNAI),  serve mais como cabide de emprego para dirigentes e funcionários sem quaisquer  conhecimentos  e  empatia com a causa indígena (raríssimas exceções) ; simbolizando tão somente , o falso protecionismo  ou amparo de quem   dela precisa.    
              Os Governos  Federal , Estaduais  e Municipais, têm imensa dívida social a saldar com os povos das aldeias. A  princípio,  protegendo-os contra a matança indiscriminada de seus integrantes;   a  exploração  persistente  e predatória  das  florestas e de matérias-primas;  pelo reconhecimento  do que verdadeiramente lhes  pertencem; assim como, de suas necessidades  básicas como ser humano.  De há muito, se percebe a ausência de políticas públicas e investimentos  nas áreas da educação, saúde, agricultura familiar e melhorias em seu habitat; entre outras. Nos conflitos acontecidos entre os índios e posseiros,  já se tornou comum  o olhar preconceituoso como a mídia trata os fatos, apresentando os  índios como os algozes  dos conflitos; a despeito  de que os mesmos, por serem o lado mais fraco  nos embates,  estarem   sendo  anualmente dizimados. O Conselho Indigenista Missionário  (CIMI), oriundo da Igreja Católica, que envolve pessoas  com amor à causa e vontade de servir , é o que melhor representa no Brasil, a luta em tutela da raça,  almejando e buscando  mudanças na estrutura e em recursos humanos na Funai;  a começar que seu presidente seja alguém de origem indígena. Os  suicídios   registrados entre os jovens índios, nos traduz uma  clara  mensagem, a qual, por razões infames,  ainda não mereceu a  devida atenção  por quem de direito. A omissão em deixar morrer é uma maneira  perversa  em deixar matar !

Nenhum comentário:

Postar um comentário