quinta-feira, 6 de setembro de 2012

MULHERES E GUERREIRAS


          O Prêmio Nobel da Paz  de 2011 foi  entregue às mãos da Presidente da Libéria, Ellen Sirleaf;  da liberiana  Leymah Gbowee  e da  ienemita  Tavakkul  Karman, estas, ativistas sociais. Elas representam a pujança  da fibra feminina, numa luta sem tréguas pelos direitos e valorização das mulheres de todo o mundo. Até serem Laureadas, a despeito de um longo caminho de injustiças e perseguições; tiveram a coragem nos seus enfrentamentos e, a perseverança em conquistar seus objetivos.  Tal feito ultrapassa as fronteiras continentais e motiva uma nova perspectiva  para um futuro  pouco distante.                                             O valor do citado prêmio não deve ser estimado pelo lado financeiro (quase 3 milhões de reais ), e sim, pelo que ele representa no contexto da história dos nossos tempos.  A força das mulheres já se encontra nos mais diversos segmentos da sociedade global  e, aos poucos,  as transformam em ativistas, líderes e representantes mundiais.   Não é a vitória definitiva, mas um bom começo aos olhos da comunidade internacional, ao constatarmos que “elas” não pretendem usurpar poderes, nem tampouco, masculinizar os seus feitos; querem tão somente o reconhecimento do que lhe é devido.  Anseiam para não continuarem indefesas e sendo vitimadas pelas leis de algumas culturas e pelo machismo intolerante que ainda prospera; buscam não continuarem  submissas e vistas pejorativamente  como objeto de domínio sexual , de estupros, espancamentos e assassinatos, cometidos por fúteis motivos  e várias maneiras; desejam o fim  do  tráfico de  bonitas  jovens para  fins óbvios,  o qual  ainda teima em continuar.                         Os tempos das  nossas avós se perderam nas brumas do passado, oportunidade em que elas não tinham   oportunidades  , não tinham voz, nem vaidades e,  simplesmente , exerciam  as prendas do  lar,   num simbolismo de esposa   servil e mãe devota.
           Se faz mister que amplas ações sejam  direcionadas a dignificar quem luta por dignidade, assim como, alicerçar algo notório do qual não se pode mais recuar.
           Desmentir esta assertiva é olvidar os valores das nossas mães, esposas, companheiras, filhas, irmãs, tias, primas, netas e sobrinhas; também mulheres.
          O “sexo frágil” de outrora se transmuda numa fortaleza de  paciente  valentia, sem  a perda do romantismo,  doçura e da  meiguice de ser mulher.
            Ela, a primeira sobre a face da terra, recebeu o nome de Eva, que no idioma hebraico  tem o significado de “vida”.   E,  Viver não é tão somente existir.

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