O Prêmio Nobel da Paz
de 2011 foi entregue às mãos da
Presidente da Libéria, Ellen Sirleaf; da
liberiana Leymah Gbowee e da ienemita Tavakkul
Karman, estas, ativistas sociais. Elas representam a pujança da fibra feminina, numa luta sem tréguas
pelos direitos e valorização das mulheres de todo o mundo. Até serem Laureadas,
a despeito de um longo caminho de injustiças e perseguições; tiveram a coragem
nos seus enfrentamentos e, a perseverança em conquistar seus objetivos. Tal feito ultrapassa as fronteiras continentais
e motiva uma nova perspectiva para um
futuro pouco distante. O valor do citado
prêmio não deve ser estimado pelo lado financeiro (quase 3 milhões de reais ),
e sim, pelo que ele representa no contexto da história dos nossos tempos. A força das mulheres já se encontra nos mais
diversos segmentos da sociedade global
e, aos poucos, as transformam em
ativistas, líderes e representantes mundiais.
Não é a vitória definitiva, mas um bom começo aos olhos da comunidade
internacional, ao constatarmos que “elas”
não pretendem usurpar poderes, nem tampouco, masculinizar os seus feitos; querem
tão somente o reconhecimento do que lhe é devido. Anseiam para não continuarem indefesas e sendo
vitimadas pelas leis de algumas culturas e pelo machismo intolerante que ainda
prospera; buscam não continuarem submissas
e vistas pejorativamente como objeto de
domínio sexual , de estupros, espancamentos e assassinatos, cometidos por
fúteis motivos e várias maneiras;
desejam o fim do tráfico de
bonitas jovens para fins óbvios,
o qual ainda teima em continuar. Os tempos das nossas avós se perderam nas brumas do
passado, oportunidade em que elas não tinham
oportunidades , não tinham voz, nem vaidades e, simplesmente , exerciam as prendas do lar, num simbolismo de esposa servil
e mãe devota.
Se faz mister que amplas ações sejam direcionadas a dignificar quem luta por dignidade, assim como, alicerçar algo notório do qual não se pode mais recuar.
Desmentir esta assertiva é olvidar os valores das nossas mães, esposas, companheiras, filhas, irmãs, tias, primas, netas e sobrinhas; também mulheres.
O “sexo frágil” de outrora se transmuda numa fortaleza de paciente valentia, sem a perda do romantismo, doçura e da meiguice de ser mulher.
Ela, a primeira sobre a face da terra, recebeu
o nome de Eva, que no idioma hebraico tem o significado de “vida”. E, Viver não é tão somente existir.
Se faz mister que amplas ações sejam direcionadas a dignificar quem luta por dignidade, assim como, alicerçar algo notório do qual não se pode mais recuar.
Desmentir esta assertiva é olvidar os valores das nossas mães, esposas, companheiras, filhas, irmãs, tias, primas, netas e sobrinhas; também mulheres.
O “sexo frágil” de outrora se transmuda numa fortaleza de paciente valentia, sem a perda do romantismo, doçura e da meiguice de ser mulher.
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