A
Eutanásia é a prática controlada e assistida pela qual se abrevia a morte de uma
pessoa enferma, que sofre de mal incurável e passa por intensos sofrimentos físicos e
psíquicos. A denominação é de origem grega, do “eu” que significa BEM e
“thamatos” que é MORTE; numa tradução de
“boa morte “ ou morte sem
sofrimento.
O
assunto é por demais polêmico,
acarretando discussões acaloradas há dezenas de anos, existindo opiniões prós e
contra à sua continuidade. Os defensores
afirmam que o doente tem o direito de dispor da opção pela vida ou não, através de uma escolha consciente, apoiada por seus
familiares, na constatação de que o interesse individual
se encontra acima dos interesses
da sociedade e, que a eutanásia é libertadora (por abreviar a
dor ) e piedosa (aos doentes terminais)
, colocando-a como o
melhor e único caminho na busca por uma morte com dignidade.
Aqueles que são contrários à prática da eutanásia, apresentam
argumentos religiosos, legais e éticos, ao dizerem que o Estado e a sociedade têm o dever sacrossanto de envidarem esforços técnico e humano na
salvaguarda do bem mais precioso que recebemos.
O julgamento de Hipócrates impõe aos médicos , a
defesa da vida como um bem sagrado, não cabendo aos mesmos , a decisão de vida ou
da morte do seu semelhante. Acrescentam
que várias pessoas desenganadas pela medicina, conseguem curar-se , pois a dádiva
do sopro da existência humana, é um direito de Deus.
Em alguns países, a eutanásia
já é realidade; em outros, cada caso é
estudado e levado aos tribunais e, na grande maioria, sua
prática é proibida.
No Brasil, a eutanásia não
existe legalmente e sequer é especificada na Constituição ou no Código Penal. Porém, o Uruguai já trazia o
suicídio piedoso, no Código de 1930.
Conceitualmente, há diferença
entre a eutanásia e o suicídio assistido. Naquela, o processo é executado por
terceira pessoa; neste, o doente sofre dos mesmos males e, solicita ajuda para
se matar.
Vários profissionais da saúde,
assim como, familiares e amigos de doentes em vida vegetativa, que optaram , mesmo contra a Lei, em atenderem às súplicas dos enfermos, foram considerados suspeitos
e alguns foram julgados por participarem do suicídio assistido; poucas foram as punições verdadeiramente impostas aos que assim procederam.
Enfim, mesmo não sabendo a
opinião de cada um sobre a eutanásia e
tudo que a cerca, é oportuno
uma reflexão sobre tema tão
antigo e atual, para a descoberta
das nossas ações e decisões ; caso o infortúnio nos bata à
porta.
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