Nos
idos dos anos 60 e 70 , os veículos de comunicação se pautavam na forte censura exercida
pelo Governo Federal , para liberação do que devia ser falado, escrito ou mostrado para a
sociedade brasileira. Hoje, esta censura é algo utópico; não existe. Assim, em decorrência , os canais de TV não mais se
contentam em apresentar informação
e divertimento, mas, apresentam programas com violência desnecessária, erotismo, linguagem chula e palavrões; tudo na pretensa busca de maior audiência. A falta de ética, respeito e da decência , tornam seus conteúdos
nocivos às crianças, jovens e às famílias. Seus diretores teimam em oferecer realidades fantasiosas, com influência
perniciosa e consequências maléficas. Tornou-se uma TV de padrão vulgar; com pouquíssimas e honrosas
exceções. Não estamos imbuídos de
qualquer moralismo e tampouco somos pregadores de virtudes para outrem. Porém, não podemos permanecer silenciosos diante da
“escalada sexual” que aflora na televisão brasileira. Quando na quietude
do lar, nos sentamos à frente de um
aparelho de TV, o nosso intento é o entretenimento, o lazer e o desfrutar de momentos agradáveis
com as pessoas que nos cercam. Eis que
em dado instante, somos repentinamente
violados em nossa intimidade , independente
que seja pela manhã, tarde ou
noite ; quando as mais
abjetas cenas de sexo , mostrando casais, mulheres
seminuas ou completamente
despidas, em posições e gestos lascivos,
como a querer envolver todos os
telespectadores na promíscua aventura que se desenrola na tela.
Ficamos embaraçosos, mormente estarmos em companhia de filhos, netos ou amigos que nos visitam. Sabemos quão constrangedor é. Queremos ressaltar, que a despeito de todos
os percalços da vida moderna, ainda existem famílias que cultivam um ambiente sadio e de
respeito no interior dos seus lares,
onde o pudor, a moral e a dignidade
são elos integrantes . Calar-se é o mesmo que concordar com essa inversão de valores que se pretende impingir à
nossa juventude; mui
principalmente, dos “ lixos” estrangeiros
que aqui chegam e são
considerados produções artísticas.
Nossos jovens necessitam
de mais
segurança (no amplo sentido do
que trata os textos das Leis) , do saber cultural e, de tudo que os aproximem do que conhecemos como valores positivos para a formação de uma sociedade.
Não devemos aceitar a passividade e a conivência
dos órgãos de censura,
responsáveis (!) para julgar, aprovar e
liberar as peças , filmes e novelas que
assistimos . Também não entendemos a mudez de alguns segmentos sociais com tal descalabro. Mais importante que recomendar
a proibição deste ou daquele programa
para as faixas dos 10, 14 ou 16
anos de idade, é a determinação dos horários nos quais eles serão exibidos. É preciso que algo seja feito. E urgente !
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