domingo, 9 de setembro de 2012

MULTISHOW DE SEXO

         Nos idos dos anos 60 e 70 , os veículos de comunicação  se pautavam na forte censura exercida pelo  Governo Federal  , para liberação do que devia  ser falado, escrito ou mostrado para a sociedade brasileira. Hoje, esta censura  é algo utópico; não existe. Assim,  em decorrência , os canais de TV não mais se contentam em  apresentar informação e  divertimento, mas, apresentam  programas com violência  desnecessária,  erotismo,  linguagem chula e palavrões; tudo  na pretensa busca de maior  audiência. A falta de ética,  respeito e da decência , tornam seus conteúdos nocivos às crianças, jovens e às famílias.  Seus diretores teimam em oferecer  realidades fantasiosas, com influência perniciosa e consequências maléficas. Tornou-se uma TV  de padrão vulgar; com pouquíssimas e honrosas  exceções. Não estamos imbuídos de qualquer moralismo e tampouco somos pregadores de virtudes  para outrem. Porém,  não podemos permanecer silenciosos diante da “escalada sexual” que aflora na televisão brasileira. Quando na quietude do  lar, nos sentamos à frente de um aparelho de TV, o nosso intento é o entretenimento,  o lazer e o desfrutar de momentos agradáveis com as pessoas que nos cercam.  Eis que em dado  instante, somos repentinamente violados em nossa intimidade , independente  que seja pela  manhã, tarde ou noite ;  quando  as mais  abjetas cenas de sexo , mostrando casais,  mulheres  seminuas  ou completamente despidas, em posições e gestos lascivos,   como a querer envolver todos os telespectadores  na promíscua  aventura que se desenrola na tela.
             Ficamos embaraçosos, mormente  estarmos em companhia de filhos, netos  ou amigos que nos visitam.  Sabemos quão constrangedor é.  Queremos ressaltar, que a despeito de todos os percalços da vida moderna, ainda existem famílias  que cultivam um ambiente sadio e de respeito  no interior dos seus lares, onde o pudor, a moral  e  a dignidade  são  elos integrantes .  Calar-se é o mesmo que concordar com essa  inversão de valores  que se pretende  impingir à  nossa juventude;  mui principalmente, dos “ lixos” estrangeiros  que aqui chegam  e são considerados   produções   artísticas.
             Nossos jovens necessitam de  mais  segurança (no amplo sentido  do que trata os textos das Leis) , do saber cultural  e, de  tudo que os aproximem do  que conhecemos como  valores positivos para a formação de uma  sociedade.  Não devemos aceitar a passividade  e a conivência  dos  órgãos de censura, responsáveis (!)  para julgar, aprovar e liberar as peças , filmes e novelas  que assistimos . Também não entendemos a mudez de alguns segmentos sociais  com tal descalabro.  Mais importante que  recomendar  a proibição deste ou daquele programa  para as  faixas dos 10, 14 ou 16 anos de idade, é a  determinação dos  horários nos quais  eles serão exibidos.  É preciso que algo seja feito. E urgente !         

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