quinta-feira, 6 de setembro de 2012

CASAR OU NÃO CASAR


          A família, célula e semente  originária  da sociedade, sempre esteve sujeita  às influências da tradição, história e cultura  do seu povo. O homem e a mulher, ao coabitar o mesmo teto, dão início a uma convivência estável; mas nem sempre feliz  e duradoura.
          Na  Bíblia, em Gênesis, nos traz que Deus repreendeu  Adão por ter comido do fruto proibido, tendo Adão respondido : “A mulher que  pusestes ao meu lado  apresentou-me deste fruto e eu comi.” Ainda em Gênesis, registra-se o primeiro  fratricídio no seio familiar, quando Caim matou seu irmão Abel. Assim, podemos asseverar que desde os  primórdios  da vida , as relações  humanas   possuem  comportamentos  do instinto animal.
           Voltando aos dias atuais, a modernidade dos usos e costumes dilapidam os pilares que fortalecem os lares brasileiros. O número de divórcios no Brasil atingiu seu maior quantitativo no ano de 2010, segundo o  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE), numa soma de 243.224; afora as 67.623 separações de casais. Por certo, a mudança na Legislação contribuiu para tal elevação, pois  pela menor exigência de prazos , a dissolução do casamento pode ser requerida a qualquer tempo. Antes, o casal precisava de  um ano  de separação judicial ou dois anos  de separação de fato, ou seja,  quando marido e mulher estejam separados, mas  ainda considerados  casados perante à  justiça.
          É importante destacar que  na pesquisa foram considerados apenas os casamentos formalizados em cartórios de Registro Civil. São várias as causas para o término do matrimônio, tais como, a falta de diálogo, infidelidade, intromissão dos pais do casal no relacionamento, violência paterna, desconfiança, mentiras , brigas  constantes, o stress da vida  (a morte de um filho ou filha ), problemas financeiros ou profissionais ou quando  um dos  conjugues   procura “ter seu  espaço individual “.  Afirma-se que o  “amor- paixão “ só dura no máximo cinco anos; daí,  os desencantos e a certeza de que o amor morreu.  Tal desilusão, é a assertiva de que ninguém  convive por muito tempo com outra pessoa  que não compartilhe os mesmos  interesses, hábitos e  valores.
          A principal mudança no casamento foi a questão  do prazer sexual.  No pretérito, o homem tinha uma mulher para casar e outra para suas fantasias. Hoje, o casal já percebeu que as duas coisas devem fazer parte do  próprio casamento.  Nem sempre o divórcio é a solução; ao contrário, pode advir sofrimento, depressão, complexo de culpa  e diminuição da autoestima.  Porém, o divórcio consensual é menos dramático  para o casal e para os filhos  do que a continuidade de um mau casamento, pois os filhos entenderão que  os pais estão de acordo, não existindo culpas e, que eles  continuarão amados e amparados.
                Casar ou não casar, eis a questão!

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