A família, célula e semente
originária da sociedade, sempre esteve
sujeita às influências da tradição,
história e cultura do seu povo. O homem
e a mulher, ao coabitar o mesmo teto, dão início a uma convivência estável; mas
nem sempre feliz e duradoura.
Na Bíblia, em Gênesis, nos traz que Deus
repreendeu Adão por ter comido do fruto
proibido, tendo Adão respondido : “A mulher que
pusestes ao meu lado
apresentou-me deste fruto e eu comi.” Ainda em Gênesis, registra-se o
primeiro fratricídio no seio familiar,
quando Caim matou seu irmão Abel. Assim, podemos asseverar que desde os primórdios
da vida , as relações
humanas possuem comportamentos do instinto animal.
Voltando
aos dias atuais, a modernidade dos usos e costumes dilapidam os pilares que
fortalecem os lares brasileiros. O número de divórcios no Brasil atingiu seu
maior quantitativo no ano de 2010, segundo o
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE), numa soma de
243.224; afora as 67.623 separações de casais. Por certo, a mudança na
Legislação contribuiu para tal elevação, pois
pela menor exigência de prazos , a dissolução do casamento pode ser requerida
a qualquer tempo. Antes, o casal precisava de
um ano de separação judicial ou
dois anos de separação de fato, ou
seja, quando marido e mulher estejam
separados, mas ainda considerados casados perante à justiça.
É importante
destacar que na pesquisa foram
considerados apenas os casamentos formalizados em cartórios de Registro Civil.
São várias as causas para o término do matrimônio, tais como, a falta de
diálogo, infidelidade, intromissão dos pais do casal no relacionamento, violência
paterna, desconfiança, mentiras , brigas
constantes, o stress da vida (a
morte de um filho ou filha ), problemas financeiros ou profissionais ou
quando um dos conjugues procura “ter seu espaço individual “. Afirma-se que o “amor- paixão “ só dura no máximo cinco anos;
daí, os desencantos e a certeza de que o
amor morreu. Tal desilusão, é a
assertiva de que ninguém convive por
muito tempo com outra pessoa que não
compartilhe os mesmos interesses, hábitos
e valores.
A principal
mudança no casamento foi a questão do
prazer sexual. No pretérito, o homem
tinha uma mulher para casar e outra para suas fantasias. Hoje, o casal já
percebeu que as duas coisas devem fazer parte do próprio casamento. Nem sempre
o divórcio é a solução; ao contrário, pode advir sofrimento, depressão,
complexo de culpa e diminuição da
autoestima. Porém, o divórcio consensual
é menos dramático para o casal e para os
filhos do que a continuidade de um mau
casamento, pois os filhos entenderão que
os pais estão de acordo, não existindo culpas e, que eles continuarão amados e amparados.
Casar
ou não casar, eis a questão!
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