segunda-feira, 10 de setembro de 2012

SEM CONTROLE

         A Controladoria Geral da União (CGU ), noticiou através de toda a mídia nacional, que 162 servidores federais foram expulsos de suas funções , por práticas de improbidade administrativa, recebimento de propina  ou abandono do cargo. Tais exclusões  aconteceram entre os meses de janeiro e abril do corrente ano, com ênfase dos registros nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal ;  principalmente,  nos Ministérios Sociais, Meio –ambiente e da Justiça. São ações que nos parecem louváveis, nos aspectos da ética e da postura  que devem  permear a administração pública. Porém, as referidas punições se revestem  de puro sofisma e falso moralismo, se levarmos em consideração  os atos acontecidos entre corruptores  e devassos, que amiúde  envolvem a vida política brasileira. Atualmente, as ditas autoridades tupiniquins, detentoras dos bastões de mando, vivem e convivem em putrefato lodaçal, em negociatas espúrias  entre elas mesmas e também com o setor privado; o que nos envergonham  aqui, ali e alhures. E, não temos ciência, das imperiosidades tomadas pelo órgão em pauta, no combate às mazelas que lhes são por direito, coibir. Nenhum órgão, federal, estadual ou municipal, pode posar como paladino da democracia, quando apenas faz exercer seu poder sobre os “míseros peões” e se omite em relação aos de “colarinho branco” , se tornando cúmplice dos mais absurdos atos de lesa-pátria. Não entendemos tal dicotomia, se  os   trabalhadores da esfera pública , em qualquer nível ou patamar, são regidos por leis trabalhistas e sujeitos às correlatas  penalidades  jurídicas. Sabemos que a Controladoria  tem seus limites de atuação, mas, deve  sempre proferir decisões autônomas. Quaisquer injunções  de escalões superiores ou subalternidade às ordens que lhes  são furtivamente endereçadas, desmotivam a sua razão de ser. O que já é realidade  entre tantos outros .
        Estudos realizados por diversas entidades  e organizações , asseveram que os crescentes  desvios financeiros  dos cofres  governamentais, se transformaram  em contínua prática;  sem qualquer punição aos gatunos do erário público. Apenas a sociedade brasileira, sente os efeitos maléficos  de tal impunidade. Os números atestam que no ano de 2009, o assalto totalizou 219 milhões de reais; em 2010, quase 2 bilhões e, em 2011, a roubalheira chegou a 3 bilhões e 200 milhões de reais. Surpreende-nos de sobremaneira, a facilidade  como a façanha foi e continua  perpetrada , assim como,  o descalabro  já consumado.  Façamos um jogo de memória e, quiçá, possamos antever  o montante que “descerá a cachoeira”  durante os dias que o futuro nos oferecerá.
       Por favor, senhores, não venham jogar confetes para o circo. Se abstenham de nos proporcionar tamanha comicidade, pois, o nariz de palhaço não nos cabe.  A credibilidade, é um requisito que não se impõe; se conquista !

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