A Controladoria Geral da União (CGU ),
noticiou através de toda a mídia nacional, que 162 servidores federais foram
expulsos de suas funções , por práticas de improbidade administrativa,
recebimento de propina ou abandono do
cargo. Tais exclusões aconteceram entre
os meses de janeiro e abril do corrente ano, com ênfase dos registros nos
estados de São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal ; principalmente, nos Ministérios Sociais, Meio –ambiente e da
Justiça. São ações que nos parecem louváveis, nos aspectos da ética e da
postura que devem permear a administração pública. Porém, as
referidas punições se revestem de puro
sofisma e falso moralismo, se levarmos em consideração os atos acontecidos entre corruptores e devassos, que amiúde envolvem a vida política brasileira. Atualmente,
as ditas autoridades tupiniquins, detentoras dos bastões de mando, vivem e convivem
em putrefato lodaçal, em negociatas espúrias
entre elas mesmas e também com o setor privado; o que nos
envergonham aqui, ali e alhures. E, não
temos ciência, das imperiosidades tomadas pelo órgão em pauta, no combate às
mazelas que lhes são por direito, coibir. Nenhum órgão, federal, estadual ou
municipal, pode posar como paladino da democracia, quando apenas faz exercer
seu poder sobre os “míseros peões” e se omite em relação aos de “colarinho
branco” , se tornando cúmplice dos mais absurdos atos de lesa-pátria. Não
entendemos tal dicotomia, se os trabalhadores da esfera pública , em
qualquer nível ou patamar, são regidos por leis trabalhistas e sujeitos às
correlatas penalidades jurídicas. Sabemos que a Controladoria tem seus limites de atuação, mas, deve sempre proferir decisões autônomas. Quaisquer
injunções de escalões superiores ou
subalternidade às ordens que lhes são
furtivamente endereçadas, desmotivam a sua razão de ser. O que já é
realidade entre tantos outros .
Estudos realizados por diversas entidades e organizações , asseveram que os crescentes desvios financeiros dos cofres
governamentais, se transformaram
em contínua prática; sem qualquer
punição aos gatunos do erário público. Apenas a sociedade brasileira, sente os
efeitos maléficos de tal impunidade. Os
números atestam que no ano de 2009, o assalto totalizou 219 milhões de reais;
em 2010, quase 2 bilhões e, em 2011, a roubalheira chegou a 3 bilhões e 200
milhões de reais. Surpreende-nos de sobremaneira, a facilidade como a façanha foi e continua perpetrada , assim como, o descalabro
já consumado. Façamos um jogo de
memória e, quiçá, possamos antever o
montante que “descerá a cachoeira”
durante os dias que o futuro nos oferecerá.
Por favor, senhores, não venham
jogar confetes para o circo. Se abstenham de nos proporcionar tamanha
comicidade, pois, o nariz de palhaço não nos cabe. A credibilidade, é um requisito que não se
impõe; se conquista !
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