quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O ESTRIPADOR DE LONDRES


                   Final do século XIX. Corria o ano de l888.  O mês de agosto se apresentava cinzento e melancólico.
                   Na Inglaterra, a rainha Victoria, presidia o maior e mais próspero império do mundo. Londres, sua bela  Capital  e uma  das mais  prosperas  cidades da Europa,  era sinônimo da aristocracia e   do   puritanismoda época.
                  Porém, nem tudo irradiava beleza na capital  Londrina.
                 Pois, ao mesmo tempo, no distrito de Whitechapel, várias famílias viviam em cubículos fétidos,  jovens   e crianças perambulavam pelas vielas escuras, o odor do tabaco se espalhava pelos ares e vários barris de “whiskies” baratos eram consumidos diariamente por seus habitantes.
                   Ali, residia uma população extremamente pobre e miserável, usando roupas que mais pareciam trapos, onde os delitos eram constantes e, a morte se anunciava pela tuberculose, pelo álcool ou pelos assassinatos.
                   Ao anoitecer, a prostituição feminina era o grande comércio de Whitechapel, com inúmeros prostíbulos  e incontáveis prostitutas.
                   Foi nesse ambiente aterrador, que ocorreram os mais famosos e enigmáticos crimes da crônica policial. As vítimas, meretrizes que foram mortas, esquartejadas e tiveram órgãos removidos dos seus corpos. Os ataques eram perpetrados e envolvidos pelos nevoeiros das madrugadas.
                    O primeiro assassinato ocorreu na noite de 08 de agosto daquele ano ,  quando o corpo  de     Martha
Tabran   ( também conhecida por Martha Turner),   foi encontrado às primeiras horas  do  dia seguinte.
                    O jornal  “The Times”,   em sua edição de 10 de agosto,   noticia  “O assassinato  de    whitechapel”, detalhando o escabroso   caso e  as opiniões de  médicos e peritos.
                    Mary Ann “Polly” Nichols,  sucumbiu brutalmente  nas mãos  do  matador,  algumas semanas depois.
                    Em outubro, o “Daily News”     publica uma  carta, quando surge  menção ao nome Jack, o estripador.                
                   Foi então, que a Scotland Yard, renomada força policial inglesa, iniciou interrogatórios;  estudos de perfis assassinos;  levantamento de pistas e buscou ajuda de pessoas paranormais.
                   Em 08 de setembro, Jack voltou a agir e, desta feita, Annie Chapman ,  foi executada da mesma maneira   e com o mesmo tipo de arma usado  nos dois crimes anteriores, um afiado punhal.
                 Agora, o mundo tomava conhecimento da grande caçada e das  buscas frenéticas à procura do  misterioso  assassino.  Logo, as ruas de Whitechapel ficaram silenciosas à noite.
                   Mas, o terror de setembro ainda não terminara. Inacreditavelmente, duas prostitutas foram trucidadas numa mesma noite. Elizabeth Stride e  Catherine Eddowes  foram  mortas num intervalo  mínimo de tempo.
                   Na manhã de 08 de novembro, o corpo da jovem Mary Jane Kelly  foi fotografado pela Polícia,   sem  vida, num modesto quarto de motel,no mais bestial ataque do “Serial Killer”. 
                  A  polícia efetuou prisões e dezenas de suspeitos  interrogados.  Tudo sem sucesso.
                  Repentinamente, os assassinatos cessaram durante os dois anos seguintes. 
                  O sétimo e último ataque atribuído a Jack, verificou-se em 13   de fevereiro de l891, quando o corpo de Frances Cole foi achado numa viela escura.
                     A   identidade  de Jack, o estripador, continua desconhecida.E, talvez, nunca venha a ser desvendada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário